domingo, 13 de novembro de 2016

Burocracia = Privilégio de poucos, prejuízo de muitos.

 Por Rui Zilnet

Sei o quanto é difícil opinar em assuntos que envolvem preferências pessoais em um grande coletivo. Antes de começar, espero que fique muito claro: Não sou contra a realização de eventos com personagens internacionais de gosto público. Eu também gosto de assistir a shows de artistas internacionais. Mas gosto dos bons artistas que temos no Brasil, produto nosso, que faz sucesso lá fora e não chega a nós por falta de apoio de quem valoriza os internacionais.

Então, negócio é o seguinte: Sou contra a realização de grandes eventos por algumas poucas grandes produtoras (cartas marcadas), que trazem ótimos e renomados artistas internacionais, com dinheiro público obtido através de editais inalcançáveis por artistas nacionais que não estejam no elenco destas grandes produtoras.

Na Praça Paris (Cidade do Rio de Janeiro), neste fim de semana, está o exemplo claro: Um grande circo armado, produção milionária, com atrações internacionais de um projeto produzido por uma empresa paulista, com dinheiro público. Entre as atrações, estrelas nacionais que nunca ficam de fora (privilégios), como por exemplo, Ney Matogrosso. Não tenho nada contra a apresentação dele, mas tenho contra a prática de participação nesses eventos.

Não distante da Praça Paris, logo ali, na Praça XV, acontece a realização de mais um dia do "3º FESTIVAL CARIOCA DE ARTE PÚBLICA", realizado com escassos recursos, com a boa vontade da maioria e de seus idealizadores, contemplando artistas locais. Com a extinção das secretarias de cultura estadual e municipal, está sujeito a não se realizar mais.

Temos que lutar por uma política de editais desburocratizada, para que as oportunidades de participação sejam iguais a todos, sem a necessidade de interferência dos cartéis dessas produtoras, com cartas marcadas em todas licitações.

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