quarta-feira, 10 de março de 2010

Joãozinho e Dilma


 Diariamente recebo dezenas de textos em minha caixa de mensagens. A maioria lixo, mas alguns interessantes. Veja este, enviado por um amigo de Natal (RN):


Joãozinho e Dilma

Dilma foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhada de uma comitiva.

Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo (se eleita), disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:

- Qual é o seu nome, meu filho?

- Paulinho.

- E qual é a sua pergunta?

- Eu tenho três perguntas. A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?" A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?" E a terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?".

Dilma fica desnorteada, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ela aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.

Após o recreio, Dilma diz:

- OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

- Pode perguntar, meu filho.

- Como é seu nome?

- Joãozinho, e tenho cinco perguntas: A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?". A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?". A terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?". A quarta é "Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?". A quinta é... "Cadê o Paulinho??”.

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Comuna Que Pariu

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Nesta terça-feira de carnaval, l6, a partir das 15 horas, na Rua Álvaro Alvim, na Cinelândia, concentração do sugestivo bloco “Comuna que Pariu” e roda de samba apoteótica, com a presença de bambas. Integrantes de uma das forças políticas que participam da campanha do Sindipetro pela soberania do petróleo, a Juventude do PC do B elegeu como enredo “O Petróleo Tem Que Ser Nosso”. Independente de cor partidária, os organizadores convidam a todos que abraçam esta luta.

Para quem não conhece Rio de Janeiro, a Cinelândia está localizada no coração da cidade. Ao longo de muitas décadas é o local preferido pelos batutas do samba. Nas mesas dos seus muitos bares, alguns centenários, nascem grandes composições. É nosso dever prestigiar o que ainda nos resta de bom.

O Petróleo é Nosso!

O Samba é Nosso!

Salve o Carnaval e os foliões!
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Passagens mais caras

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 No último fim de semana, as passagens de ônibus tiveram seus preços majorados no município do Rio de Janeiro. Santa Tereza, Bairro de Fátima e Catumbi, localizados no Centro do Rio, são as linhas mais caras. Além de serem curtíssimas, são servidas por micro-ônibus, sem cobrador mas as tarifas são iguais às linhas com percursos maiores que 50 quilômetros.

Um morador de Santa Tereza, que demora cerca de 10 minutos para chegar do centro ao bairro ou vice-versa, paga os mesmos R$ 2,35 de quem leva cerca de duas horas ou mais para chegar a Bangu, Realengo, Santa Cruz e outros bairros com linhas de longo percurso. Desta maneira, os passageiros das linhas de pequeno percurso, acabam subsidiando os preços das passagens das linhas de longo percurso.

Já não seria hora de alguém tomar alguma providência em relação a este disparate?
Cadê os senhores vereadores? Eles não foram eleitos pela população para oferecer soluções aos problemas?
Não caberia a eles uma providência imediata contra este abuso? É absurdo o lucro alcançado pelos empresários do transporte coletivo, sobretudo quando se trata de linhas que atendem em grande parte a população operária pobre, de baixa renda. As associações de moradores também deveriam se manifestar.
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Espírito de Porco

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Parece brincadeira, mas não é.

Só pode ser coisa de espírito de porco.

No último domingo, à noite, ao passar sob os Arcos da Lapa, no centro do Rio, aproveitei para aliviar a bexiga num daqueles sanitários químicos que a prefeitura disponibilizou no local.

Na primeira cabine que tentei entrar, quase vomitei. Pois, um infeliz cagou sobre a tampa do vaso sanitário. Isso mesmo cagou. Estava lá aquele monte de merda na tampa do assento. Não serei hipócrita, descrevendo de outra forma. Não direi, com falsos pudores, “fez coco”.

Um sujeito que faz uma merda destas não merece viver no meio de gente, nem de animais. Até porque, os animais são muito cuidadosos na hora de fazer suas necessidades fisiológicas.

Também não vou xingar o cara de filho-da-puta, porque as putas não têm culpa de tamanha cagada.

É um infeliz mesmo. Recalcado.

Espírito de Porco!
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Acusações levianas

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Há sempre aquele dia em que melhor seria não sair de casa. Para mim, este dia foi na última sexta-feira. Veja só, por volta das 10 horas da manhã, quando me dirigia ao ponto do bonde, no Largo dos Guimarães, sob um sol intenso, eu procurava caminhar por onde houvesse alguma proteção de sombra. Na altura da última curva, antes do largo, atravessei a rua em busca de sombra. Imediatamente após ter passado para a calçada do lado oposto, um veículo parou ao meu lado e o motorista me interpelou, querendo saber se eu trabalhava ali. Eu, ingênua e cordialmente, atendi ao sujeito, lhe respondendo que não trabalhava naquele local, mas era morador do bairro. Foi aí que veio a bomba. Fui advertido severamente pelo indivíduo, de que era proibido jogar lixo naquele local. Sinceramente, como a coisa foi de supetão, não entendi nada. E o carro saiu sem me dar tempo de reagir e defender-me, dando-lhe uma boa resposta.

Meus  amigos, até agora não consegui digerir tal acusação. Eu havia acabado de atravessar a rua e o tal carro surgiu como se do nada. Mas a história não pára por aqui. Continuei meu trajeto. Embarquei no bonde e fui em busca do meu destino, o hospital do Fundão. Por lá permaneci uma grande parte da sexta-feira, pois, tinha uma consulta agendada. Depois do atendimento médico, no vai-e-vem das marcações e buscas por resultados de exames, quando voltava do laboratório de patologia, no sub-solo do Hospital Universitário Clementino Fraga, no Fundão, ao embarcar no elevador, pedi ao ascensorista para que me deixasse no primeiro andar. O sujeito me respondeu, atravessado, que não pararia no primeiro andar. Questionei e expus a minha condição, ao que o elemento reconsiderou, mas dizendo que me quebraria o galho. Disse isso mesmo: “desta vez vou te quebrar o galho”. Mais uma vêz fui tomado pela indignação. Eu e ou qualquer outra pessoa que não vai a um hospital ou qualquer órgão público que seja, atrás de quebra-galho. O cidadão vai em busca de um atendimento digno. O elevador, em qualquer prédio, seja público ou privado, existe para transportar as pessoas, independentemente do andar a qual se dirige.

Mas continuei minha rotina normal dos compromissos no hospital. Depois de concluído tudo o que tinha a fazer, aquela situação do elevador continuava atravessada na garganta. Voltei ao sub-solo e fui ao posto de chefia do serviço de elevadores, onde uma senhora muito educada e gentil, ouviu minha queixa, prometeu providências e me colocou num elevador de volta ao primeiro andar.

Outro dia, também, passei por situação constrangedora, num ônibus que faz a linha Santa Tereza/Central do Brasil, quando ao desembarcar, uma maluca cuspiu pela janela do coletivo,  olhou para a minha cara e lascou: “Tá me encarando por quê? Vou chamar a polícia. Isto é assédio.” A coisa aconteceu tão rápido, que não tive tempo de pensar para esboçar qualquer reação, o que, até, acho, foi melhor. Numa situação destas, o melhor mesmo é engolir seco.

Mas, acredite, a mulher era um canhão. Qualquer pessoa de bom senso, jamais perderia seu tempo em olhar para uma coisa daquelas. Acho até que por este fato, da feiúra tão acentuada,  a intenção dela só poderia mesmo ser de chamar a atenção ou, talvez, me achacar. Depois, conversando com algumas pessoas do bairro sobre o ocorrido, fiquei sabendo que não fui a primeira vítima desta maluca.

Mas, acreditem, estas coisas não me fazem gostar menos da cidade onde vivo, tampouco do bairro onde moro. Nem tudo é perfeito, mas o Rio de Janeiro continua sendo a Cidade Maravilhosa. A melhor cidade do mundo. Estas pessoas, se assim devemos considerar, passam por aqui, a cidade continua. E, tenho certeza, um dia será melhor.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião do Rio de Janeiro

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Nesta quarta-feira, 20 de janeiro, é a data que os cariocas festejam o seu santo padroeiro: São Sebastião. Mas, para a imprensa do Rio de Janeiro, o que interessa mesmo é vender a imagem da desgraça. Neste dia festivo, nos principais jornais da cidade, noticias de crimes, atentados, enfim..., a desgraça humana. Como se não houvesse espaço para o acontecimento de coisas boas num lugar de pessoas tão alegres. E é essa a imagem que os veículos da mídia passa para o mundo inteiro e o mundo compra.

Só quem viaja, vai para outras cidades, outros estados ou países, sabe o quanto o “Rio de Janeiro é violento”. As pessoas acreditam no que está escrito nos jornais. Pior é que a maioria dos jornalistas que trabalham nas redações dos jornais do Rio são cariocas. Porque será que menosprezam tanto a cidade em que nasceram? Porque não mostram, também, o lado bom da cidade e do seu povo honesto e trabalhador e alegre?

Pois é, mas hoje é dia de São Sebastião, deste Rio de Janeiro maravilhoso, que tem tantas coisas maravilhosas para mostrar. Esta cidade me acolheu ainda no início da minha adolescência, há cerca de 50 anos, e só me proporcionou coisas boas. Venha para o Rio. Venha conferir. Aqui existe, sim, a violência que existe em qualquer lugar onde há desigualdade social.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Angra recebe doações para desabrigados

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Na semana em que completa 508 anos, Angra vive uma triste realidade. Ontem mais dois corpos de vítimas do desmoronamento da pousada na Ilha grande foram encontrados, totalizando 52 o número de mortos das tragédias ocorridas nos últimos dias no município.

No Rio, o prefeito Tuca Jordão se reune hoje com o governador Sérgio Cabral e o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão para apresentar um Relatório de Avaliação de Danos, descrevendo as obras necessárias para recuperação do município. Os desmoronamentos e enchentes ocorridos em Angra, nos últimos dias, já afetaram cerca de 2 mil pessoas.

A primeira-dama do município, Alessandra Jordão, está à frente de uma campanha de doações às vítimas desalojadas e desabrigadas. As doações em dinheiro devem ser feitas para a conta: Prefeitura de Angra / calamidade pública – Banco do Brasil - Agência 0460-X – Conta Corrente 74500-6 – CNPJ 29.172.467/0001-09. Telefones para informações sobre doações: (24) 3367-8107 e (24) 9999-6314. Posto de entrega de doações: CEAV – Colégio Estadual Artur Vargas – Rua Coronel Carvalho 232, Centro de Angra dos Reis.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu Quero é Rosetar

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O ano de 2010 marca o centenário de grandes compositores da música brasileira. Um deles, Haroldo Lobo, grande campeão da música carnavalesca, com mais de 600 composições. No seu repertório, clássicos carnavalescos impossíveis de esquecer, como "Serpentina", "Passarinho do Relógio", "Alô Padeiro", "Eu Quero é Rosetar", "Alalaô", "Retrato do Velho", "Índio Quer Apito", "Eva, Mulher do Leiteiro", "Tem Galinha no onde", "Coitado do Edgar", "Prá seu Governo", "Quem Chorou Fui Eu", "Quebrei a Jura", "Emília", "Tristeza", entre outras inúmeras canções - que assinou em parceria com Nássara, David Nasser, Wilson Batista, Marino Pinto, Benedito Lacerda, Niltinho Tristeza e, principalmente, Milton de Oliveira, seu mais constante parceiro.

Em justa homenagem a Haroldo Lobo, o pesquisador Carlos Monte criou o projeto “Eu Quero é Rosetar, Sururu na Roda – 100 anos de Haroldo Lobo”, que será apresentado a partir de amanhã, 6, e todas as quartas feiras do mês de janeiro, no Centro Cultural Carioca, no Centro do Rio. O grupo “Sururu na Roda”, já conhecido nas noites cariocas, é formado por Nilze Carvalho (cavaquinho, bandolim e voz), Camila Costa (violão e voz), Fabiano Salek (percussão e voz) e Silvio Carvalho (percussão e voz). Neste espetáculo o grupo contará com participação de Pedrinho da Glória (violão), Marcelo Caldi (teclados e acordeon), P.C. Castilho (sopros) e Naife Simões (percussão).

O Centro Cultural Carioca fica na Rua do Teatro 37, ao lado do Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, Centro do Rio. O couvert artístico deste espetáculo é de R$ 20.



Foto: Sururu na Roda / divulgação
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Festa na capital e catástrofe em Angra

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Nas últimas horas do último dia do ano, a chuva afastou-se do Rio de Janeiro e o carioca pôde comemorar a entrada de 2010 com uma noite maravilhosa. Só em Copacabana, dois milhões de pessoas participaram do reveillon na areia. No palco principal, sob o comando de Serginho Groisman apresentaram-se Paralamas do Sucesso, Carlinhos Brown, Lulu Santos, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.

Enquanto isso, em Angra dos Reis, na região da Costa Verde, a população começava a chorar a perda de pessoas queridas, vitimadas pelos desmoronamentos que assolaram o município na virada do ano. Até agora já foram encontrados 50 corpos de mortos na catástrofe. O prefeito de Angra anuncia a proibição de construções nas encostas do município e que cerca de 500 casas poderão ser demolidas. Cerca de 120 famílias, desabrigadas pelas chuvas do primeiro dia do ano, estão alojadas em uma escola pública no Centro da cidade.

Angra dos Reis está localizada em área da Mata Atlântica, numa das regiões mais bonitas do país, no Sul do Estado do Rio de Janeiro. O terreno é frágil, o índice de precipitação pluviométrica é conhecidamente alto e os desmoronamentos freqüentes. Mesmo assim, as autoridades parece que fecham os olhos para os desmatamentos das encostas e o crescente número das construções irregulares nesses locais.

Agora, com a tragédia consumada, o prefeito diz que vai proibir. Mas até quando?
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Cadê o bonde?

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Estamos na alta temporada do verão. O afluxo de turistas estrangeiros ao Rio de Janeiro é grande. Nas ruas, o idioma inglês e outras línguas é o que mais se escuta. Contudo, a infraestrutura turística, para uma cidade que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016, deixa muito a desejar.

Veja, por exemplo, o estado dos bondes que leva os turistas ao histórico e romântico bairro de Santa Tereza. Nos últimos dias, o que se tem visto, são enormes aglomerados de pessoas na estação dos bondes, localizada na Rua Léo Gama, ao lado de uma das extremidades do aqueduto da Carioca, no Centro da cidade, e nos pontos de embarque ao longo da linha, na expectativa de conseguir um lugar para embarcar e chegar ao destino.

Desde a última semana só há um bonde rodando, indo até o Largo dos Guimarães. Os intervalos são muito longos, criando transtornos aos usuários do serviço, que perdem muito tempo aguardando nos pontos de embarque. As linhas de Paula Matos e Dois Irmãos não estão sendo servidas nestes dias. A estação do Silvestre está desativada há muitos anos. O fio trolley foi roubado. A frota dos bondes está sucateada.

Em abril de 2008, foi amplamente divulgada, pelo governo do Estado, a revitalização dos bondes de Santa Tereza. Na época, foi anunciado que os bondinhos seriam transformados em veículos leves, utilizando tecnologia de ponta, totalmente diferente da empregada atualmente, que é de 1896. Que o serviço se tornaria eficiente.

No dia 15 de abril de 2008, o governo do Estado do Rio recebeu repasse do Banco Mundial, no montante de R$ 94 milhões, que seriam destinados ao Programa Estadual de Transportes. Desta quantia, R$ 8 milhões seriam para a reforma dos bondes que circulam em Santa Tereza e R$ 2 milhões para reforma da linha permanente que atende o bairro.

Já se passaram quase dois anos da assinatura do repasse com o Banco Mundial. Cadê os novos bondes?

Ou melhor, onde foi parar o dinheiro para a reforma dos bondinhos de Santa Tereza?

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fugindo do calor

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O que poderia ser melhor do que uma cabine com ar condicionado para refugiar-se do calor?

A cena é triste, porém, hilária. Com o calor deste domingo, o bêbado não titubeou. Foi ali mesmo, no chão do hall dos caixas eletrônicos da agência do Banco HSBC, localizada no prédio nº 788 da Rua Gomes Freire, na região central do Rio de Janeiro, onde ele encontrou o lugar ideal e fresco para descansar o corpo e recuperar-se da cachaçada.

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Prédio mais alto do mundo é inaugurado hoje em Dubai

Os árabes, mais uma vez procuram mostrar suas ambições e o poder do leste ao mundo. Hoje está sendo inaugurado em Dubai o prédio mais alto do planeta, com 160 andares e altura superior a 800 metros.

Em Dubai, a grandeza é destacada. Lá tudo é maior. Este prédio tem o dobro da altura do Empire States, nos Estados Unidos. Ultrapassa também o Taipei 101, de Taiwan, que era considerado o mais alto do globo terrestre, com 508 metros de altura.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Tragédia marca início do ano em Angra dos Reis

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Triste a situação dos moradores de Angra dos Reis, com a tragédia provocada pelas chuvas dos últimos dias. O total de mortos pelo desabamento do Morro da Carioca, no Centro da cidade, e da Pousada Sankay, soterrada na Praia do Bananal, na Ilha Grande, já soma 27.

Para quem não conhece Angra dos Reis, a cidade que fica encravada nas encostas da Mata Atlântica, situada numa das regiões mais belas do país, no Sul do estado do Rio de Janeiro, a formação do solo é frágil e o município é atingido constantemente por desmoronamentos que, normalmente, causam a morte de muitas pessoas.

O mais triste desta situação é que, além de nada ser feito para evitar estas tragédias - o número das construções nas encostas não pára de crescer -, o governador Sérgio Cabral, que também tem mansão na região, nestas ocasiões nunca se manifesta.

Cadê o Cabral?

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dias melhores virão

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Meus amigos,

Por mais uma vez, vivencio a passagem para um novo ano, sempre com a convicção de que dias melhores estarão por vir. Não perco a esperança de que ainda teremos um mundo mais justo, com oportunidade para todos, com pessoas menos egoístas e mais sensíveis.

Feliz ano novo!

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

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É inaceitável a ação violenta e abusiva da Polícia Militar de Brasília, mostrada pelas principais emissoras de televisão do país, nesta última quarta-feira, dia 9, contra manifestantes que protestavam pelas falcatruas de Arruda à frente do governo do Distrito Federal.

Tão absurdas quanto a violência mostrada, foram os argumentos usados pelo comandante da milícia para justificar a desastrosa atuação daquela corporação, que estaria garantindo o direito de ir e vir da sociedade brasiliense. E, continuando as barbaridades, ontem, quinta, veio o secretário de Segurança, subordinado a Arruda, dizendo que a ação da polícia militar foi necessária para que o trânsito de veículos fosse liberado.

Ações como esta, mostram quanto equivocada é a formação e orientação dos homens que, supostamente, estão a serviço da “segurança pública”. Que segurança poderíamos esperar de seres desequilibrados, detentores de credenciais oficiais, que usam suas armas, seus cavalos, seus tanques blindados contra a população indefesa, que clama por decência nos atos praticados por pessoas públicas, investidas em cargos de gestão pública?

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

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No último dia 4, sexta-feira, me chamou a atenção um texto de Rubem Alves, recitado pela jornalista Ana Maria Braga, em seu programa Mais Você, na Rede Globo. Muito bom para quem busca a reflexão:


O tempo e as jabuticabas

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que, apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de ‘confrontação' onde ‘tiramos fatos a limpo'. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa!...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão-somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

(Texto de Rubem Alves, transcrito do site da jornalista Ana Maria Braga - http://anamariabraga.globo.com/home/mensagem/mensagem.php?id_not=3026)



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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Reflexão

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Fala-se tanto em violência, tragédias... É assunto da moda! Realmente, nossas mentes acabam ficando condicionadas por fatos negativos que ocorrem cotidianamente e são noticiados com tanta veemência. Mas, estas reações são facilmente explicadas na filosofia.

“Tomemos por exemplo dos jornais televisivos. No espaço de trinta minutos, é lógico que os jornalistas se concentrem no que escapa ao ordinário: a queda de um avião em vez dos milhares de vôos que aterrissam diariamente sem dificuldade, o assassinato em vez de bilhões de apertos de mãos ou sorrisos... É preciso não deixar enganar: numa página em branco, é evidente o ponto negro que salta aos olhos! (...) Veja: não existe fatalidade senão na medida do nosso próprio fatalismo. O mundo é imperfeito e a violência está presente na natureza, é claro; mas nós não somos obrigados a concentrar nossa atenção nisso. Temos o poder de controlar nossa vida e nossa visão do mundo. Todos temos dentro de nós a energia necessária para escapar a gravidade e ganhar altitude.” (*)

Logicamente, onde há muita miséria haverá mais violência. É a consequência natural. E quanto maior a cidade, maior a concentração de interesse - por quem constrói a notícia - em divulgar fatos negativos. O resultado final de tudo é o dinheiro!



(*) Saint Girons, Benoît – O Mendigo e o Milionário – pág. 36 – Vozes 2009

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão

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Na noite desta última terça-feira a população brasileira sofreu com o maior apagão de sua história. Pela primeira vez os geradores da Hidrelétrica de Itaipu foram paralizados por uma pane no sistema de transmissão. O presidente Lula apressou-se em dizer que, no seu governo, não faltaram  investimentos no sistema de transmissão de energia elétrica. Por outro lado, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, em entrevista à Ana Maria Braga, no programa Mais Você, da TV Globo, nesta quarta-feira, disse que faltam investimentos em infraestrutura no Brasil. Pires disse também que o governo faz muito oba-oba político e pouca ação.

Na brincadeira, cerca de 60 milhões de pessoas foram atingidas em 18 estados brasileiros. Nas regiões mais privilegiadas do Rio de Janeiro, como Zona Sul, Barra, Recreio, Tijuca, a situação foi se normalizando a partir da 1 hora. As demais regiões, mais pobres, somente a partir das 2 horas. Até agora, 18h55, o abastecimento de água, ainda não foi restabelecido em grande parte da cidade.

Pires está certo. O Brasil é o país do oba-oba. Mas parece que o povo gosta. Se não gostasse, com certeza essas coisas não aconteceriam.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Violência no Rio de Janeiro

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Dizem que há muita violência no Rio de Janeiro.
Eu também acho que há muita violência no Rio de Janeiro.
Mas quem divulga a violência do Rio não destaca de fato a origem da violência.

No meu entender, a maior violência é praticada por quem detem o poder econômico, que tem a seu serviço a mídia e as intituições públicas para oprimir e criminalizar a classe produtiva, os humildes. Sempre foi assim e cada dia será pior.

As organizações criminosas, em todo o mundo, são comandadas por homens aparentemente honrados, acima de qualquer suspeita. E esses homens comandam a política, a justiça e as finanças.

O Rio de Janeiro é tão violento como Paris, Londres ou Nova Iorque.
Por que só o Rio de Janeiro é tão violento? Só porque tem milhões de miseráveis, produto da ganância e do egoísmo de quem detem o poder?

Em qualquer cidade do Brasil ou do mundo existe violência. A mídia do Rio de Janeiro é sensacionalista. Os empresários de comunicação, que fazem parte da classe dominante, aumentam suas fortunas explorando a desgraça e o sofrimento dos miseráveis. Essa é a grande verdade.

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Rio, Cidade Maravilhosa

Não haverá violência ou miséria que ofusque a beleza do Rio de Janeiro.
O povo que vive no Rio de Janeiro, por mais miserável que seja, está sempre de bem com a vida.
O Rio de Janeiro, desde a sua fundação, sempre foi e sempre será a Cidade Maravilhosa, o resto é intriga da oposição.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Maravilha!

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Esta semana o Rio mostrou pela primeira vez, na temporada, a sua cara verdadeira. Nas principais avenidas da cidade e na orla da Zona Sul, os termômetros registram temperaturas acima de 42 graus. As praias de Copacabana, Ipanema e Leblon estão repletas. As mulheres circulam pelas ruas com seus minúsculos vestidinhos esvoaçantes e coloridos. É uma beleza só.

Este é o verdadeiro Rio de Janeiro que o carioca conhece. Muito sol, muita alegria. Ontem à noite (quinta-feira), os bares das principais ruas da Lapa estavam movimentadíssimos, como se já fosse noite de sexta-feira. Nos calçadões das praias da Zona Sul, o movimento também foi intenso, de pessoas que buscavam a brisa noturna do mar para refrescar. A alegria voltou ao Rio. Isso é muito bom.

Há muito tempo não víamos um Rio tão alegre. Nos últimos meses o carioca vinha convivendo com uma cidade triste, apagada. Dias nublados, chuvosos, frios, que não combinam com a personalidade da Cidade Maravilhosa.

Nossa Cidade só é verdadeiramente Maravilhosa quando o sol brilha radiante, com céu azul e calor de 40 graus dia e noite.

Salve o Rio de Janeiro! Salve o povo carioca! Salve aqueles que, como eu, escolheu o Rio de Janeiro para viver! Salve o calor!!!

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Encontros

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No feriadão do último fim de semana, em viagem à terra natal, tive a felicidade de conviver algumas horas maravilhosas em ambiente famliar de rara existência. Ao visitar uma tia muito querida, irmã do meu falecido pai, presenciei uma reunião expontânea de várias gerações no entorno do tronco da família.

Na chegada à casa dos tios, estavam somente eles, uma filha e uma neta. Alguns minutos depois foi chegando muita gente. Os outros filhos, netos, bisnetos, enfim... Não lembro quantos. Mas eram muitos. E nenhuma dessas pessoas chegava ali para satisfazer a curiosidade pela presença do parente que mora longe. Minha visita foi de surpreza. Isso faz parte da rotina diária deles. É a reunião permanente da família. E família bem estruturada está sempre aglutinada.

O objetivo deste texto não é teorizar, tampouco deixar passar em branco um assunto tão importante, que é sobre a estrutura da família no processo de construção da paz.

A oportunidade de passar algumas poucas horas ao lado dos tios e primos, que não via há muito tempo, me proporcionou serenidade para o exercício de uma grande reflexão sobre a importância da estrutura familiar na construção de uma sociedade digna, justa e sem violência.

No que parecia ser uma simples visita de cortesia, encontrei a paz que buscava para continuar minha caminhada, pois, ainda acredito que só através da família bem alicerçada alcançaremos a paz.


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estímulo

Amigos,

Estou retornando de uma viagem ao Rio Grande do Sul. Esta viagem me devolveu o estímulo que eu necessitava para voltar a escrever, principalmente depois de uma visita que fiz, a uma tia muito querida. A história desta visita virá no próximo texto deste blog.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A arte de envelhecer



Há muito tempo recebí um texto muito interessante, de autor desconhecido, abordando sobre a arte de envelhecer. A personagem da história era uma senhora, idosa, que chegava para seu primeiro dia de aula em uma turma de alunos jovens. De baixa estaturra e pele enrugada, características de alguém com a idade muito avançada, Rose, como era o seu nome, durante as apresentações dirigiu-se a um dos colegas dizendo:

- Ei, bonitão. Meu nome e Rose. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?

O jovem, entusiasticamente, foi logo respondendo: É claro que pode!
Enquanto abraçava a terna senhora, seguiu-se o diálogo:

Por que você está no colégio em tão tenra e inocente idade? perguntou o jovem.

Ela respondeu brincalhona: Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.

Esta brincando, disse disse ele, que estava tão curioso em saber o que a havia motivado aquela senhora, de idade tão avançada, a buscar este desafio. Rose lhe confidenciou que sempre sonhara em ter um estudo universitário, e chegara a hora. Após a aula, foram para o bar da universidade, onde dividiram um "milkshake" de chocolate. E, em tão pouco tempo de convivência, já haviam se tornado grandes amigos.

Todos os dias, durante os meses que se seguiram, teriam aulas juntos e falaríam sem parar. Ele ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo", que compartilhava sua experiência e sabedoria. Ao final de um ano, Rose tornou-se um símbolo no campus universitário, e fazia amigos sempre facilmente. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Estava curtindo a vida!

Durante um evento de futebol, Rose foi convidada para falar. Seu discurso foi inesquecível pelos ensinamentos transmitidos. Quando começou sua fala, que trouxe preparada, três das cinco folhas cairam ao chão. Um pouco embaraçada, pegou o microfone e disse, simplesmente:

Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Parei de beber por causa da Quaresma, e este uísque esta me matando! Eu nunca conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo. Então, me deixem apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei.

Enquanto todos riam, Rose limpou a garganta e começou:

Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e alcançando sucesso. Precisamos rir e encontrar humor em cada dia. Precisamos ter um sonho. Quando perdemos nossos sonhos, fatalmente morremos. São tantas as pessoas caminhando por ai, que estão mortas e nem desconfiam! Há uma enorme diferença entre ficar velho e crescer. Se uma pessoa de 19 anos ficar sentado por um ano, olhando para o horizonte, logo, ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar sentada por um ano, olhando para o horizonte, sem fazer coisa alguma, ao final deste tempo estarei com oitenta e oito anos. Desta forma, qualquer um consegue ficar mais velho, sem que para isso sejam necessários talento ou habilidade. A idéia é crescer através de sempre encontrar a oportunidade na novidade. Não tenham remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas, sim, pelo que deixaram de fazer. As únicas pessoas que têm medo da morte são aquelas que tem remorsos.

Rose encerrou seu discurso cantando corajosamente “A rosa”, desafiando a cada um a estudar poesia e vivê-la em suas vidas diariamente.

No fim do ano, Rose terminou o último ano da faculdade que começara há alguns anos. Uma semana após a formatura, morreu tranquilamente. Mais de dois mil alunos acompanharam o funeral daquela mulher, que deixou o exemplo de que nunca é tarde demais para começar e alcançar o que se busca.



terça-feira, 19 de maio de 2009

Central do Brasil



Quem não conhece ou nunca ouviu falar da Estrada de Ferro Central do Brasil, uma das principais ferrovias desse país. E a Estação Dom Pedro II, atualmente Estação Central do Brasil, que serviu até de palco para o filme “Central do Brasil”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Montenegro?

Pois é, o prédio da Estação Central do Brasil, em estilo Art decò, inaugurado em 1943, é tão conhecido como o Corcovado, mas com uma diferença: Pela Central, como é popularmente conhecida, passam diariamente milhares de pessoas, entre trabalhadores e estudantes, que usam o transporte ferroviário para chegar ao centro da cidade e vice-versa, além de turistas de todo o mundo.

Desde 1998 a Central do Brasil é operada pela Supervia, que, por sinal, demonstra não estar nem aí para o que representa esta construção na história dos cariocas e brasileiros. Já não bastasse as instalações de acesso ao Metrô, que interferem diretamente na fachada lateral, voltada para a Av. Presidente Vargas, vários quiosques estão sendo contruídos no entorno da estação, de forma totalmente indiscrimidada, sem qualquer compromisso arquitetônico com o prédio original. No lado oposto, no entorno da fachada que fica para a Rua Senador Pompeu, foi erguida uma construção enorme, que abriga uma loja de roupas infantis e, ao lado, um quiosque de sorvetes do Mc Donalds.

No interior da estação a baderna é institucionalizada. Teminais de caixas eletrônicos, pastelarias, quiosques, publicidade das lojas, enfim... No grande hall de acesso às plataformas de embarque, enormes painéis publicitários impedem a visualização de paineis fotográficos históricos e detalhes da arquitetura do prédio. Não há qualquer respeito com o patrimônio histórico. A Central do Brasil está sendo totalmente descaracterizada, em demonstração explícita que, para a Supervia, só interessa o resultado financeiro.

É impossível acreditar que os órgãos responsáveis pela manutenção do patrimônio, seja na esfera federal, estadual ou municipal, não tenha conhecimento do crime que está sendo praticado contra este monumento. Nesta terça-feira (19), por volta das 16 horas, o governador Sérgio Cabral esteve presente ao ato de entrega de um ônibus à Defensoria Pública, na Estação Central do Brasil. É impossível que o governador não tenha visto o que todos veem e que está sendo relatando aqui.

É necessário que se faça algo com urgência, para impedir que a ganância de uma empresa se sobreponha aos interesses históricos da população da Cidade do Rio de Janeiro e do Brasil.



Monopólio

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Na manhã desta terça-feira (19), foi anunciada a fusão das empresas Sadia e Perdigão, gigantes brasileiras no setor de alimentos, resultando na Brasil Foods.
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A verdade é que não se trata de fusão. O correto seria dizer que a Perdigão comprou a Sadia.
Mas eu não vou me alongar no assunto. Só quero lembrar que é mais um grande monopólio da indústria nacional, o que acaba sendo danoso para o país. Este monopólio, a exemplo de outros, acabará caindo na mão de proprietários estrangeiros.

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Entre outros monopólios, lembro a holandesa/inglesa Unilever (no ramo de alimentos e materiais de limpeza), que detém a maioria das marcas comercializadas pelos supermercados brasileiros; a White Martins, que monopoliza a fabricação e comercialização de gases industriais e medicinais no país; e o frigorífico FBS Friboi.

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Neo-nazistas

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A Polícia gaúcha desbaratou uma quadrilha de neo-nazistas formada no Rio Grande do Sul, composta por cerca de 50 integrantes. O grupo estava se preparando para ataques em vários estados brasileiros. Entre os alvos principais desses criminosos, estavam judeus, negros e homossexuais.
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Parabéns à Polícia gaúcha!

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Que se manifeste a "Opinião Pública"

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Dia desses, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), relator no caso de Edmar Moreira (sem partido - MG), o deputado do castelo, afirmou se lixar para a opinião pública. Morais diz não ter provas para condenar Moreira.
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Há quem esteja aplaudindo Sérgio Moraes, sob a alegação de que, pelo menos, o deputado está sendo sincero. Vá ser sincero desse jeito lá com a turma dele. Isso é muito abuso e pouco caso com os votos que recebeu de seus eleitores.
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Não seria hora da opinião pública se manifestar e acabar de vez com a farra que parlamentares fazem no Congresso Nacional?
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E, já que Moraes está se lixando para a opinião pública, então, que o público eleitor dê a resposta, dizendo que também está se lixando com ele, pedindo sua expulsão da Câmara.
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É impossível continuar convivendo com esse modelo de política praticada no Brasil.
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Que se manifeste a "Opinião Pública"!

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Vernissage

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Nesta quarta-feira, às 19 horas, na Galeria LGC - Rua do Rosário, 38, no Centro do Rio - acontece o vernissage do fotógrafo Pedro Stephan. Na mostra, que estará aberta à visitação até 27 de junho, Stephan apresenta um ensaio composto por 140 imagens, captadas ao longo de 3 anos de trabalho na Lapa, bairro que no início do século passado abrigava os grandes cabarés da capital federal. A apresentação das imagens se dá através de slides, seguindo o conceito de “quase cinema” - de Hélio Oiticica - quando uma seqüência de fotos cria uma narrativa.
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Pedro Stephan, além de fotógrafo, é jornalista conhecido por sua atuação intensa na imprensa especializada gay brasileira e mundial. Seus ensaios já foram publicados nas mais importantes revistas internacionais, como a francesa “Tetu Magazine”, editada pelo estilista Yves Saint Laurent; nas alemãs “AK Magazine”, “Siegessaeule” e “Du und Ich”; e nas norte-americanas “Circuit Noize” e “La Vida”, entre outras.
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O artista, que tem contribuido para importantes trabalhos institucionais, como os cartazes da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo/2004 e a Campanha de Prevenção à AIDS organizada pelo Grupo Arco-Íris, patrocinada pelo Ministério da Saúde e Unesco, é mestre em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ e faz doutorado em Literatura Comparada Indústria Cultural e outras Artes na UFF. Atualmente está se dedicando a um trabalho artístico de documentarismo, fotografando os diversos aspectos da cultura homossexual brasileira, além do processo de emancipação homossexual, que talvez seja a grande conquista civil e democrática desta década.
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A mostra estará aberta à visitação de terça a sexta, das 11 às 19 horas - sábado, das 12 às 17 horas, até o dia 27 de junho de 2009.
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Choque de fachada

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Assim como muitos brasileiros, infelizmente já estou acostumado às encenações dos políticos, principalmente dos novos prefeitos, ao assumirem seus cargos. Para mostrar que são superiores aos antecessores, procuram fazer algo de impacto para chamar a atenção de seus eleitores e mostrar serviço. É nada mais nada menos do que está ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro.
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O tal "choque de ordem", a única ação mostrada pela nova administração municipal do Rio de Janeiro nestes quase quatro meses de governo, está levando a cidade ao caos, deixando sempre muito claro que (para eles, governantes) o que causa todos os problemas urbanos é a população pobre.
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Reflexo da repressão, que vem acontecendo desde os primeiros dias desse governo, é a quantidade de pivetes e ladrões que estão tomando conta das ruas centrais da cidade nos últimos dias. Agora, a prefeitura anuncia que vai autorizar somente 20 mil camelôs a trabalhar nas ruas do Rio. Atualmente são 80 mil. E os outros 60 mil, vão fazer o quê?
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A verdade é que não há planejamento para nada. Só acontecem ações de impacto, para agradar pequenos grupos, nada mais. Tudo para a Zona Sul e áreas nobres. E o resto da cidade, como fica? Ruas esburacadas, lixo, esgoto vazando por todos os cantos, enfim...
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O tal choque de ordem do atual prefeito do Rio está levando a cidade ao caos.

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terça-feira, 31 de março de 2009

Quando questionamos, incomodamos !

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Há mais de 10 anos que acompanho o movimento dos sem-teto e a evolução das ocupações na cidade do Rio de Janeiro. Em geral, conheço muita gente militante do movimento social e suas instituições. Naturalmente, que pela atuação dos atores, tenho admiração pelo trabalho de alguns e o pé atrás no diz respeito a outros.

Já fui processado, tanto na esfera cível como na criminal - e não me envergonho disso - por discordar publicamente das ações de um indivíduo que atua junto aos sem-teto. Não bastasse isso, desde 2007 há um blog na Internet, atribuido ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto RJ, com acusações irresponsáveis e mentirosas contra mim e outras pessoas de várias instituições. Os autores dessas acusações não são reconhecidos pela Executiva Nacional do MTST como membros, tampouco como militantes, o que posso comprovar por documento em meu poder.

Meu relacionamento com os integrantes da executiva nacional do MTST e seus representantes no Rio de Janeiro é normal, tranquilo. Só tenho a lamentar que, pessoas irresponsáveis, utilizem o nome de uma organização tão séria para atingir objetivos temerários.

Não bastasse essas acusações, também vem sendo distribuído, sistematicamente, desde meados de 2008, um jornaleco apócrifo, intitulado “jornal da fist”, acusando a mim e a outra pessoa de sermos X-9. O que me causa espécie é que este jornaleco é impresso na gráfica do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, com a sua conivência. Considero isso muito grave. Tenho exemplares para mostrar a quem interessar.

Confesso que, às vezes, sinto-me até incomodado por esses fatos, porém, acabo entendendo que isso é resultado da seriedade do meu trabalho junto às ao movimento social e na luta de classes.

É óbvio, que QUANDO QUESTIONAMOS, naturalmente INCOMODAMOS.

Desde 1988, nosso país vive no sistema democrático pleno. Os cidadãos brasileiros podem e devem expressar suas opiniões, mesmo que contrariem interesses, sejam de quem for. E enquanto prevalecer nossa Carta Magna, vou continuar questionando, principalmente quem vive na sombra do oportunismo e da exploração das desgraças dos miseráveis.

segunda-feira, 30 de março de 2009

MTST Para São Paulo

O
Neste 30 de março, o MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, "realiza 4 ações simultâneas no Estado de São Paulo, dentre elas dois trancaços de rodovia e vias públicas. As ações fazem parte da mobilização nacional contra a o desemprego e por políticas populares contra crise. O MTST reivindica dos governos:

- Maior agilidade nas construções e burocracias nos planos de habitação da CDHU.

- Participação no novo plano de habitação do Governo Federal via Caixa Econômica. A promessa de 1 milhão de casas do governo Lula.

- Fim dos despejos e apoio a construção de moradia popular pelas Prefeituras Municipais.
Em São Paulo: Trancaço por tempo indeterminado da Avenida Francisco Morato e Estrada do Campo Limpo.


Em Campinas: Trancaço por tempo indeterminado da Rodovia Anhangüera na altura de Sumaré.

Em Guarulhos:Paralização de avenidas e manifestação em frente a Prefeitura de Guarulhos.

Em Osasco: Trancaço da Avenida Autonomista e manifestação em frente a Prefeitura de Osasco.

Paramos a cidade!

MTST! A Luta é pra valer!"



Fonte: http://www.mtst.info/

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Transporte Público no Rio

O
Dizer que o transporte público rodoviário na cidade do Rio de Janeiro é caótico, seria desnecessário. Entra e sai prefeito, mas nenhum deles tem coragem de mexer com os empresários do transporte coletivo.

É absurda a quantidade de ônibus que chegam dos mais diversos e longínquos bairros, do Rio e Grande Rio, ao centro da cidade e zona sul, causando grandes transtornos no sistema viário.

- Até quando teremos que conviver com uma cidade sem planejamento urbano, sem transporte de qualidade?

- Quando teremos um governo municipal com coragem de enfrentar os empresários dos ônibus?

- Até quando a população que usa o transporte coletivo vai agir passivamente, tornando-se cúmplice desta situação?

Assim como os empregados do transporte público fazem greves, reivindicando melhores salários e melhores condições de trabalho, a população usuária também deveria deflagar um movimento em defesa de seus interesses. Não adianta só falar que o governo não faz. É necessário tomar uma atitude!

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quinta-feira, 5 de março de 2009

Estou voltando

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Amigos,

Felizmente minha filha está viva e com boa recuperação, o que reforça minha vontade de expressar meus ideais através deste blog. Material é que não falta. Estou com a gaveta abarrotada de rascunhos, que já estou ordenando para breve publicação.

Abraços a todos.
O

domingo, 30 de novembro de 2008

Ausência

O
Amigos,

Devido a um acidente de trânsito, do qual minha filha Fabíola foi vítima no último dia 16, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, não estarei atualizando este blog por algum tempo.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Vitória

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Com a vitória de Obama para o governo dos EUA, as especulações são muitas, principalmente no mercado financeiro. Mas uma coisa é certa, não se trata somente de simbolismo essa vitória. Obama já começa a sacudir o mundo, principalmente quando anuncia que um de seus primeiros atos à frente do governo americano será o fechamento da prisão de Guantánamo, localizada em território cubano. É a vitória dos Direitos Humanos.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Fusão

O
Passadas as eleições municipais, no Brasil, os holofotes mundiais se voltam para as eleições presidenciais dos EUA, nesta terça-feira, com Obama despontando como favorito a ocupar a cadeira de Bush.

Espera-se que, com um negro eleito presidente dos Estados Unidos, muita coisa haverá de mudar no planeta. Porém, isso não passa de mera expectativa.

A crise no mercado financeiro mundial também é pauta que não tem faltado na mídia mundial. Mas a grande novidade de hoje, nas manchetes dos principais jornais brasileiros, é a fusão dos bancos Itaú e Unibanco, tornando o maior conclomerado financeiro da América Latina, pois, pelo que circula nos bastidores, Unibanco e Real já teriam se unido e o Santander também estaria integrado ao grupo.

O

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Marionetes

O
O cartunista Chico, do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, traduz com muita clareza e humor que lhe é característico o resultado das eleições municipais nos três maiores colégios eleitorais do país. A charge, na primeira página do jornal carioca de hoje (29), mostra um quadro de marionetes, onde os personagens principais são os governadores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e seus fantoches (os prefeitos eleitos nas capitais desses estados).

Prabéns Chico!

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Parcerias

O
Ao analisar as promessas e parcerias anunciadas pelo novo prefeito eleito do Rio de Janeiro, fica muito claro que o governo de Eduardo Paes será tão autoritário ou até mais do que o do atual César Maia. O que se pode esperar de um prefeito eleito que não pensa em parcerias com a população que o elegeu? Pelo menos, até agora em seus discursos, não houve qualquer demonstração nesse sentido.

É bom lembrar que César Maia simplesmente atropelou o Plano Diretor Decenal de 1992 e o Estatuto da Cidade, instrumentos de caráter participativo com a reforma urbana. Com essa atitude de Maia, fica comprovado o quanto ele esteve descomprometido com os problemas que envolvem a cidade do Rio de Janeiro durante todo o tempo que esteve à frente da Prefeitura.

Com seu autoritarismo, a partir de 1993 Maia excluiu a participação popular no Plano Diretor do Município, desmontando totalmente a estrutura de planejamento municipal, com a extinção de órgãos e secretarias que tratavam do planejamento urbano. Com conivência da Câmara Municipal, o Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR, foi totalmente descaracterizado em sua composição e as entidades participantes passaram a ser indicadas pelo prefeito. A gestão urbana de Maia flui em sintonia com os interesses exclusivos dos setores econômicos e imobiliários.

Até agora, Paes não sinalizou de forma alguma que será diferente de Maia. Em seus discursos como prefeito eleito, não mencionou qualquer verbete relacionado ao Plano Diretor do Município. Muda-se o prefeito, mas a metodologia continua a mesma. No entanto, espera-se que, ao lado do novo prefeito eleito, apareça alguém com lucidez e dignidade suficientes para lembrá-lo de que a participação popular é necessária para a concretização da verdadeira gestão democrática.

Não adiantam promessas de bondade com as comunidades carentes, quando na verdade não passam de puro engodo. Para que se prove o contrário, o novo prefeito já deveria ir pensando seriamente no asunto "Plano Diretor Participativo", antes de adotar qualquer medida de forma intempestiva, simplesmente para mostrar serviço, seguindo os passos desastrosos do atual governo do estado.

- O que é o Plano Diretor?

O Plano Diretor é uma exigência da Constituição Federal, confirmado pela Lei 10257/2001 - Estatuto da Cidade. É uma Lei Municipal aprovada pela Câmara de Vereadores e o principal instrumento de definição da política urbana, que deve orientar as políticas e programas para o desenvolvimento e funcionamento da cidade.

É somente através das práticas definidas pelo plano diretor que poderão ser garantidas habitação de qualidade, hospitais, postos de saúde, escolas, transporte e demais equipamentos para que todos possam morar, trabalhar e viver com dignidade.

Em todo o país, estão formados os núcleos estaduais do "Plano Diretor Participativo", inclusive no Rio de Janeiro, que está em funcionamento desde abril de 2005.

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Promessas de político

O
- Você acredita em promessas de político?
- Eu não!

E por falar nesse assunto, no texto anterior (ontem) destaquei o fato de Eduardo Paes ter entre suas metas, a contratação exclusiva de servidores de carreira para ocupar cargos em comissão. Pensa que acreditei? Pois, não me surpreende a manchete da primeira página do jornal O Globo "Paes descumpre promessa e já abre governo a partidos". Isso já era de se esperar.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Promessas de campanha

O
Bem, há quem diga que, com o resultado do segundo turno das eleições o Rio de Janeiro ficou dividido. Pois acho que não. Mas, o que interessa agora é que o novo prefeito está eleito e, portanto, já sabemos que será Eduardo Paes quem governará a cidade maravilhosa a partir do dia 1 de janeiro de 2009. Entre suas promessas de campanha, uma das que mais me chamou a atenção foi a de que os cargos em comissão da prefeitura serão preenchidos apenas por funcionários de carreira. Acho muito difícil que seja cumprida, mas não deixa de ser um bom propósito.

Que o Rio de Janeiro tem sérios problemas com os setores de Educação, Saúde, Transportes e todos os demais, assim como o novo prefeito eleito sabe, todos nós também sabemos. O que o prefeito eleito parece que não sabe é que a população precisa ser consultada sobre o que o que é bom ou o que não é para ela; sobre o que quer ou que não quer. Não adianta ficar adotando medidas emergenciais, tapando buracos. As medidas precisam ser planejadas com o conhecimento e participação da sociedade civil, caso contrário, ficaremos sempre andando no mesmo lugar, como marionetes.

Nas entrevistas coletivas concedidas após o término da apuração dos votos, Eduardo Paes anuncia parcerias com o governo do estado, governo federal, entre outras, para colocar em ação suas promessas de campanha, mas parece que não sabe que a principal parceria que deve ser feita, é com a população que o elegeu. Sem essa, dificilmente conseguirá fazer alguma coisa boa para a cidade.

Esperamos que o novo prefeito acorde para o planejamento de longo prazo da cidade do Rio de Janeiro, para que os políticos que o sucedam dêem continuidade às vontades da sociedade civil e não apenas ao favorecimento dos interesses de grupos políticos, pois, só desta forma acreditamos que haverá solução para os problemas crônicos que envolvem nossa cidade.
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Leilão de cargos

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O leilão de cargos públicos em troca de apoios é prática considerada normal nos meios políticos, principalmente na cidade e no estado do Rio de Janeiro. Veja só: às vésperas das eleições, vários foram os amigos que tentaram me convencer a votar nesse ou naquele político, justamente pelas vantagens que eles poderiam me oferecer.

Quem como eu não aceita tal prática, por considerá-la imoral, desonesta, nojenta, além de ser extremamente danosa à sociedade por favorecer pequenos grupos poderosos, é considerado tolo.

Segundo Rui Barbosa, "(..) de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."

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Censura

O
Absurda a censura imposta ao poeta e professor de literatura Oswaldo Martins Teixeira, pela “Escola Parque”, no Rio de Janeiro, ao demiti-lo por adotar livros considerados inadequados por alguns pais de alunos do estabelecimento de ensino.

Atitudes como esta, de censura explícita, ao impedir a informação de temas básicos para a formação da cidadania, como a sexualidade, revelam o quão hipócrita é a nossa sociedade.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Eleições

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Terminada a primeira fase das eleições municipais deste ano, para felicidade dos cariocas, o bispo não conseguiu chegar entre os que disputam o segundo turno para a prefeitura do Rio de Janeiro. Isso foi uma grande vitória. Ja pensou, uma cidade com a diversidade cultural como a nossa, sendo governada por um bispo da Igreja Universal? Agora, resta-nos aguardar para avaliar as propostas de Gabeira e Eduardo Paes e decidir em quem votar no segundo turno.

Quanto aos vereadores eleitos, sem grandes comentários, ganha quem possui uma boa estrutura assistencialista, prova disso são as vereadoras mais votadas do Rio, Lucinha Lins (68799 votos), que vai para o quarto mandato e Rosa Fernandes (64259 votos), que vai para o quinto mandato. Ambas têm suas bases eleitorais em centros sociais localizados em regiões de populações pobres do Rio de Janeiro.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Em quem votar?

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Pois é meus amigos, neste domingo temos eleições municipais em todo o Brasil. Acredito que, em algumas cidades pequenas do nosso país, ainda se encontre alguém em que se possa confiar e que vá representar, verdadeiramente, os interesses comunitários, na câmara ou prefeitura. Porém, em metrópoles como a cidade do Rio de Janeiro, onde miséria e ganância correm paralelamente em alta velocidade, torna-se muito difícil acreditar que algum político, após eleito, vá se dedicar em busca de soluções efetivas para qualquer tipo de problema que envolva o município.

Há dois dias do pleito, eis a grande questão: "em quem votar?"
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Abusos do Poder Econômico

O
Na última quarta-feira, acompanhando a greve dos bancários, no Rio de Janeiro, presenciei uma ação absurda de abuso do poder econômico. Alguns banqueiros, não satisfeito em entrar na justiça comum, com ação de interdito proibitório, para impedir seus funcionários de aderir à greve, colocaram um verdadeiro batalhão de advogados para abrir agências, coagindo os empregados a manter as casas abertas.

Em uma agência do Banco Real, no centro do Rio, depois que os bancários fecharam suas portas por duas vezes, o patrão, inconformado com a insistência dos grevistas, mandou um batalhão formado por cerca de dez advogados para abri-la novamente, numa verdadeira manifestação de arbítrio e abuso do poder econômico.

Algumas horas antes, nesta mesma agência, funcionários reclamavam que estavam sendo coagidos pelos advogados.

Já seria hora da classe produtiva deste país se rebelar de forma incisiva contra este estado de coisas, deixando de se submeter ao jugo da exploração dos patrões.

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Vaidade

O
A vaidade é um dos temas mais complexos e mais mal tratados da nossa psicologia contemporânea. Conceitualmente, é o desejo erótico de alguém atrair a admiração sobre si, aparecer, demonstrar posicionamento social. Entretanto, o orgulho por inteligência, intelectualidade e poder econômico, são as piores formas de manifestação.

Uma demonstração muito comum de vaidade, é quando o sujeito tem algum dinheiro ou alguma posse e, por isso, se acredita o senhor do mundo, dominador da história, da sociedade e do poder. Mesmo que seja devido ao acaso, a vitória financeira do sujeito determina a prova da verdade de suas idéias e da sabedoria de suas preferências.

O sujeito vaidoso torna-se tão idiota, que perde totalmente a noção do ridículo, sendo capaz de homenagear a si próprio, cortejando, alimentando e fortalecendo seus inimigos, que o elogiam pela frente e o escarnecem pelas costas.

A vaidade cega a sabedoria, deformando a alegria e a tristeza.” (Matias Aires)
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Vaidade

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Há muito tempo venho me preparando para escrever um texto sobre este tema, a "vaidade". É tema complexo e interessante. Ainda não desisti da idéia. Continuo me preparando com material de pesquisa e análise de comportamento. Qualquer dia desses conseguirei publicá-lo. Serão vários capítulos, com certeza!

Mas uma coisa já posso afirmar: Cuidado, a vaidade pode ser uma arma muito perigosa!

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Maconha

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“O maior risco para o usuário de maconha é julgar que não está correndo perigo”


Maconha é o nome atribuído à planta Cannabis Sativa no Brasil. Seu princípio ativo é o delta-9-Tetrahidrocanabionol (THC), presente no óleo que recobre os brotos das plantas fêmeas. Se desenvolve em climas tropicais e temperados, sendo cultivada ao ar livre ou em estufas em várias partes do mundo. Normalmente as folhas e flores são fumadas ou ingeridas. Desde a antiguidade foi utilizada como remédio, porém, atualmente causa controvérsias na medicina.

A maconha cultivada atualmente difere muito da erva cultivada no passado, aumentando radicalmente seus efeitos nocivos. Com o propósito de potencializar seus efeitos, o homem vem fazendo uma seleção natural da Cannabis Sativa. As variedades naturais de hoje são pelo menos 5 vezes mais potentes que a maconha de 1970 (ElSohly, M.A., and Ross, S.A. Quartely report: Potency monitoring project. Novembro 2002).

No último século, processos como a clonagem e a alteração genética vem sendo usados, criando variedade de maconha com altas taxas de reprodução, desenvolvimento acelerado e quantidades de canabinóides muito maiores do que as encontradas na natureza. No Brasil se atribui o nome genérico de Skunk a estas plantas modificadas.

A maconha pertence à classe das drogas perturbadoras. É uma droga capaz de alterar a percepção do usuário e conseqüentemente o seu julgamento.

Principais efeitos no ser humano:

Os efeitos da maconha diferem de indivíduo para indivíduo, mas, em geral, o uso acarreta alterações do pensamento, memória, atenção e humor, perda da noção de tempo e espaço e ilusões visuais e auditivas (distorções na percepção de objetos reais).

O pensamento fica lento e a associação de idéias menos coerente, tendendo a mudanças de assunto ou a incapacidade de articular pensamento com a mesma facilidade habitual. O humor pode variar de um estado eufórico, marcado por risos sem motivos, fala solta e sensação de bem-estar, a sintomas de mal-estar psíquico, como tristeza, sensação de pânico e perda do controle (medo de enlouquecer). Há um aumento exagerado do apetite, voltado principalmente para o consumo de carboidratos (“larica”).

Motivos para não usar:

- O uso freqüente pode causar baixa no sistema imunológico;
- O alcatrão liberado na queima da maconha é altamente cancerígeno;
- O usuário habitual apresenta alterações na parede da traquéia e nos brônquios, além de sofrer de bronquite crônica com maior freqüência que os fumantes de cigarros;
- O uso em grandes quantidades e por longos períodos pode deixar o indivíduo menos concentrado, sem objetividade e dosmotivado (síndrome amotivacional);
- Diminui a memória de curto prazo, fenômeno que ocorre durante o consumo em usuários ocasionais, tornando-se constante em usuários crônicos;
- Acontece aumento da ansiedade e tensão com possíveis sintomas físicos (taquicardia, sudorese e tremores);
- Pode ocorrer ataques de pânico em usuários sensíveis ou em altas doses.
- Causa dor de cabeça, tontura e confusão mental;
- Ocorre maior freqüência de paranóia;
- Aumenta o risco de acidentes pela perda da coordenação motora;
- As drogas perturbadoras podem precipitar transtornos mentais em pessoas com pré-disposição. A maconha é particularmente perigosa para esquizofrênicos, dificultando o tratamento e diminuindo sensivelmente a qualidade de vida do indivíduo;
- Estudos recentes demonstram que a Cannabis pode reduzir a testosterona em até 50-60%. Situações de infertilidade, impotência, problemas menstruais, diminuição da libido e da satisfação sexual são encontrados em usuários crônicos da maconha;

“O consumidor de drogas ilícitas contribui consideravelmente para a produção da violência gerada pelo tráfico, que fatalmente pode atingir qualquer um de nós”.


Fonte: Prevenção à dependência química da Prefeitura do Rio de Janeiro.

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Guarda Municipal Armada

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Hilária, absurda, enfim, qualquer que seja a qualificação atribuída à intenção de um candidato à Prefeitura do Rio, de apresentar como proposta de sua campanha, aos eleitores, de armar a Guarda Municipal.

A justificativa para tal proposta é o atrativo de investimentos para o Rio. Pode?

O que acho mesmo é que o cara está querendo só aparecer. Aliás, pelo que conheço dele, é o que mais gosta de fazer. É daquele tipo que quando vê uma câmera de tv ou fotografia já vai logo mostrando os dentes. O mais puro papagaio-de-pirata.

O pior é que, com essas propostas absurdas, sem o mínimo comprometimento comunitário, candidatos desse tipo acabam angariando votos e admiradores. Com isso, quem perde cada vez mais é a cidade e sua população.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Favelão na Lapa


Alguma situações que somos obrigados a conviver, são de causar estranheza e indignação. Não dá para entender porque os agentes fiscalizadores dos órgãos públicos não conseguem visualizar os delitos cometidos contra o patrimônio público que qualquer cidadão comum consegue ver. E, se vêem, porque não tomam providências para que as infrações não se perpetuem?

Minha indignação aqui, desta vez, é contra a agressão a um dos cartões postais da Cidade do Rio de Janeiro mais divulgado no mundo inteiro, a Lapa. Na calçada em frente a casa de shows Asa Branca, localizada na Rua da Lapa 17, encontra-se estacionado um enorme grupo gerador de energia
(ao lado da porta principal de acesso à casa), camuflado com vasos de plantas ornamentais, para geração da energia elétrica do estabelecimento, que teve o fornecimento interrompido pela Light, por falta de pagamento das contas, há mais de um ano. Ninguém vê nada. Ninguém faz nada. Por quê?

O equipamento não é pequeno, faz barulho e fumaça. A aparência do local está como a de um favelão. Alguns já estão até chamando de “O Favelão do Recarey”.

Cadê os órgãos fiscalizadores das posturas municipais?

Tem alguma coisa errada aí. Isso tem!
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Concurso às vésperas das eleições

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Me causa entranhesa a divulgação do edital, pela Prefeitura do Rio, para concurso que oferece mil vagas de guardas municipais, justamente em período que precede às eleições municipais deste ano.

As inscrições vão do dia 19 de agosto a 7 de setembro.

O que me causa maior estranhesa ainda, é que o único questionamento oficial sobre o concurso é do Ministério Público do Trabalho, que questiona requisitos considerados discriminatórios, como portadores de necessidades especiais.

Eis a questão maior: Porque este concurso agora, além se de ser às vésperas do pleito municipal, também é fim de governo ?

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