quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Democracia Tucana

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Escrito por Luiz de Carvalho, no site da CUT

No início de outubro, em um Congresso Nacional esvaziado enquanto o Brasil discute as eleições, o Projeto de Lei (PL) 84/99 do senador Eduardo Azeredo, do PSDB de José Serra, foi aprovado em duas comissões na Câmara.

Também conhecido como “AI-5 digital”, uma referência ao Ato Institucional nº 5 que o regime militar baixou em 1968 para fechar o parlamento e acabar com a liberdade de expressão, o PL permite violar os direitos civis, transfere para a sociedade a responsabilidade sobre a segurança na internet que deveria ser das empresas e ataca a inclusão digital.


O projeto de Azeredo passa também a tratar como crime sujeito a prisão de até três anos a transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação. Isso pode incluir desde baixar músicas até a mera citação de trechos de uma matéria em um blog.


Conheça os principais pontos do projeto do Azeredo.


1. Quebra de sigilo
Ironicamente, o PL do parlamentar ligado ao partido que se diz vítima de uma suposta quebra de sigilo nas eleições, determina que os dados dos internautas possam ser divulgados ao Ministério Público ou à polícia sem a necessidade de uma ordem judicial. Na prática, será possível quebrar o sigilo de qualquer pessoa sem autorização da Justiça, ao contrário do que diz a Constituição.


2. Internet para ricos
Azeredo quer ainda que os provedores de acesso à Internet e de conteúdo (serviços de e-mail , publicadores de blog e o Google) guardem o registro de toda a navegação de cada usuário por três anos, com a origem, a hora e a data da conexão.


Além de exemplo de violação à privacidade, o projeto deixa claro: para os tucanos, internet é para quem pode pagar, já que nas redes sem fio que algumas cidades já estão implementando para aumentar a inclusão digital, várias pessoas navegam com o mesmo número de IP (o endereço na internet).


3. Ajudinha aos banqueiros –
Um dos argumentos do deputado ficha suja reeleito em 2010 – responde a ação penal por peculato e lavagem ou ocultação de bem –, é que o rastreamento das pessoas que utilizam a internet ajudará a acabar com as fraudes bancárias. Seria mais eficaz que os bancos fossem obrigados a adotar uma assinatura digital nas transações para todos os clientes. Mas, isso geraria mais custos aos bancos e o parlamentar não quer se indispor com eles.

O que acontece agora?
Atualmente, o “PL Azeredo” tramita na Câmara de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara e aguarda a posição do relator Júlio Semeghini, do PSDB-RJ.


A má notícia é que foi esse deputado que garantiu, em outubro de 2009, que o projeto aguardaria o desenrolar dos debates para seguir tramitando. Mas, Semeghini fez o contrário do prometido e tocou o projeto adiante.


Com a provável aprovação, a última alternativa para evitar que vire lei e acabe com a democracia digital no Brasil será o veto do próximo presidente.

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OAB representa na Justiça contra discriminação a nordestinos

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A seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) entra hoje, na Justiça de São Paulo, com representação criminal contra a onda de ataques aos nordestinos divulgada pelo Twitter após o resultado da eleição.

No domingo à noite, usuários da rede de microblogs começaram a postar mensagens ofensivas ao Nordeste contra a vitória de Dilma Rousseff, relacionando o resultado à boa votação de Dilma na região. A representação da OAB-PE é contra a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo, uma das que teriam iniciado os ataques. Segundo o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, Mayara deve responder por crime de racismo (pena de dois a cinco anos de prisão, mais multa) e incitação pública de prática de crime (cuja pena é detenção de três a seis meses, ou multa), no caso, homicídio. Entre as mensagens postadas pela universitária, há frases como: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

"São mensagens absolutamente preconceituosas. Além disso, é inadmissível que uma estudante de Direito tenha atitudes contrárias à função social da sua profissão. Como alguém com esse comportamento vai se tornar um profissional que precisa defender a Justiça e os direitos humanos?", diz Mariano.

Em julho deste ano, a seção pernambucana da Ordem já havia prestado queixa à Polícia Federal contra pelo menos dez usuários do Twitter, por mensagens ofensivas aos nordestinos após as enchentes na região.

"Essas redes sociais são meios de comunicação de alcance nacional, e crimes que ocorram nelas são de ordem federal. São ofensas que atingem todos os nordestinos, existe um direito difuso aí sendo desrespeitado", completa Mariano.

No domingo, usuários do Twitter insatisfeitos com a vitória de Dilma postaram frases como "Tinham que separar o Nordeste e os bolsas vadio do Brasil" e "Construindo câmara de gás no Nordeste matando geral". Como reação, outros usuários passaram a gerar mensagens com "#orgulhodesernordestino", hashtag que ficou entre os primeiros lugares no ranking mundial no Twitter.


Fonte: Diário do Nordeste – 3/11/2010


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Onda de discriminação pela internet

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Rui Zilnet

Terminadas as eleições, a alegria de sentir que o processo democrático avança e as classes sócio-econômicas mais baixas conquistam um pouco mais de respeito e dignidade como seres humanos. Entretanto, a constatação de que há muito a fazer, pois o preconceito por etnia, sexo, gênero, classe social e pensamento, além de muito acentuado, ainda é questão muito séria e preocupante no Brasil.

Nos dois primeiros dias após as eleições, o que presenciamos foi uma avalanche de mensagens discriminatórias contra os nordestinos, pobres e negros, transmitidas pela internet. Para um país com a história de tantas lutas por liberdade como o nosso, isto é inaceitável.

Agora, já não se tratam de divergências ideológicas. É o caráter das pessoas que fica em evidência. O racismo, a xenofobia, a homofobia, a discriminação aos trabalhadores que produzem o bem estar para todos, principalmente para os de classes sociais privilegiadas, não tem justificativa, tampouco pode ser aceitável.

Os autores das mensagens, na sua maioria, são jovens de classe média alta e cursando universidade, oriundos das regiões Sul e Sudeste do país. O conteúdo nazi-facista dos scraps daria inveja a Hitler. Esta onda de discriminação contra nordestinos, gays, pobres, ciganos, sem-teto, sem-terra, precisa acabar. Isto é muito triste e perigoso.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Discurso de Serra ofende mulheres

Mulheres reagem a pedido de Serra para convencer pretendentes

Correio do Brasil - 28/10/2010 21:04,  Por Redação, do Rio de Janeiro


O candidato tucano, José Serra, gerou uma nova onda de protestos na internet, no início da noite desta quinta-feira, por parte das mulheres que se sentiram ofendidas com o pedido do candidato, feito no encerramento do discurso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para uma plateia de cabos eleitorais e convidados. Ele apelou para que para as “meninas bonitas” busquem convencer os seus pretendentes masculinos a votar nele, principalmente na internet.

– Quero me concentrar agora no que vamos fazer até domingo. Temos que não apenas votar, temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado – argumentou o candidato.

Segundo o candidato tucano, mulheres bonitas têm mais condições de cabalar votos para a aliança da direita.

– Se é menina bonita, tem que ganhar 15 (votos). É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45 – completou.

A proposta caiu mal para as mulheres brasileiras que, no Twitter, alçaram o primeiro lugar nos trends (assuntos mais debatidos nas redes sociais) nacionais e terceiro lugar, em nível mundial, com as mensagens de protesto contra o candidato.

“Sou mineira e bonita, mas não tenho tenho vocação pra trabalho de bordel”, escreveu @fiz_mesmo, seguida de @velvetinha: “Credo, o Serra é antigo, que ideia mais triste, gente. Ele imagina as meninas coqueteando para ganhar votos. Perai, vou ali vomitar”.

Os protestos foram rastreados pela tag #serracafetao, que chegou ao terceiro lugar em nível mundial, no início da noite. O internauta @emrsn ponderou que “por muito menos o Ciro foi mega desacreditado pela imprensa”, e @purafor pergunta se esta seria uma proposta do candidato para se criar “um bordel a nível nacional”. Enquanto isso, @rodrigonc, que não deve passar dos 14 anos, aproveita para entrar na discussão, “só avisando às meninas bonitas do Twitter: podem me mandar DM (mensagem direta, na tradução do inglês) que a gente já pode negociar esse voto”.

O internauta @luisfelipesilva acirra o debate ao constatar que “não tem profissão mais ingrata do que ser marketeiro do Serra, haja gafe…”, mas coube à internauta @alessandra_st colocar o tom do protesto: “Serra desvaloriza a mulher e subestima eleitorado feminino em MG”, concluiu.


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O texto acima foi transcrito do site CORREIO DO BRASIL

http://correiodobrasil.com.br/mulheres-reagem-a-pedido-de-serra-para-convencer-pretendentes/188507/?sms_ss=facebook&at_xt=4cca19b250e03ccd%2C0

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Carta do Pedro Bial

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Esta semana circulou na rede uma carta de Pedro Bial que aborda o tema das eleições presidenciais deste ano. No texto, o jornalista da Globo demonstra seu caráter, valor profissional e honestidade. Por isso resolvi transcrevê-lo aqui:

Carta do Pedro Bial


"O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que “um filho seu não foge à luta”. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golp...es militares da desgraçada hist...ória brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, “colocaram o rabinho entre as pernas” e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena. Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa. Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora. Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes!"

Pedro Bial, jornalista.*

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sábado, 9 de outubro de 2010

Demissão da colunista do Estadão

Transcrito do site Observatório da Imprensa.



"A última coluna da psicanalista

Por Luciano Martins Costa em 8/10/2010
Comentário para o programa radiofônico do OI, 8/10/2010


O Estado de S.Paulo finalmente publica, na edição de sexta-feira (8/10), cartas de leitores contrariados com o afastamento da psicanalista Maria Rita Kehl, que escrevia aos sábados no caderno chamado "C2+Música".

Textos sobre o assunto vinham pontuando na internet, em geral acusando o jornal de haver demitido a colunista por haver escrito um artigo no qual falava sobre eleições e a favor do atual governo.

A resposta oficial do Estadão, assinada pelo diretor de Conteúdo Ricardo Gandour, é que a colunista foi afastada num processo "natural" de substituições que vem ocorrendo no jornal. E que não se trata de censura. No entanto, o diretor do jornalão paulista deixa claro que andava contrariado, desde semanas antes, pelo fato de que Maria Rita Kehl vinha escrevendo sobre política, comportamento de eleitores e campanha eleitoral.

Há preconceito

Na justificativa publicada na sexta-feira, ao pé das cartas de leitores, o jornal diz que "o projeto original do caderno ‘C2+Música’ é ter aos sábados um espaço para a psicanálise, mas não era esse o enfoque que Maria Rita Kehl vinha dando à coluna". Ora, o jornal parece ignorar que em psicanálise os temas são quase sempre tratados indiretamente, buscando interpretações da realidade muitas vezes através de metáforas.

Na última coluna, publicada no sábado, dia 2, véspera das eleições em primeiro turno, a psicanalista tratou das correntes de mensagens na internet que procuram desqualificar os votos dos mais pobres, dizendo que são vagabundos porque, segundo esses missivistas, preferem viver do Bolsa Família do que procurar emprego.

Esse renitente preconceito, que realmente faz parte dos bordões mais conservadores das eleições desde 2006, não deveria ser considerado assunto estranho a uma psicanalista. Mas acontece que Maria Rita Kehl defende publicamente o Bolsa Família, o que deve ter desagradado a alguns próceres do Estadão.

O fato de o jornal haver publicado a última coluna, justamente essa que aborda a questão do preconceito de classes, não alivia a percepção geral de que houve, sim, um viés político a precipitar o afastamento da colunista. Principalmente porque em nenhum outro espaço o jornal se permitiu discutir o tema tratado por ela em sua derradeira colaboração: existe, de fato, esse preconceito, que viceja na internet e foi estimulado pela imprensa.

Ausência notada

É fato facilmente comprovável, principalmente pelos observadores que têm a mania de colecionar editoriais, artigos e manchetes de jornais e revistas, que a imprensa tradicional, majoritariamente, passou os últimos anos, até muito recentemente, demonizando as políticas sociais do atual governo.

O governo anterior também produziu políticas semelhantes, embora de menor alcance, quase todas idealizadas e conduzidas pela falecida ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Este observador teve a oportunidade de assistir uma conferência de Dona Ruth na Universidade Berkeley, nos Estados Unidos, sobre seus programas sociais, que foi entusiasticamente aplaudida pela platéia de professores e estudantes americanos.

O trabalho de Ruth Cardoso não foi tratado com o mesmo preconceito. Foi simplesmente ignorado por aqui, embora aplaudido internacionalmente. Ela nunca mereceu da imprensa brasileira o devido reconhecimento. Seria o mesmo preconceito?

Foram inúmeros os editoriais, artigos e reportagens tentando desqualificar o Bolsa Família. Houve em São Paulo, nos últimos cinco anos, pelo menos três seminários técnicos sobre avaliação de resultados econômicos dos programas sociais de transferência de renda, todos organizados pelo Instituto Itaú Social, do Banco Itaú. Em todas essas ocasiões, demonstrou-se que tais programas produzem resultados econômicos consideráveis, e não apenas no Brasil, mas também em países como México, Índia e Colômbia.

Este observador compareceu a todos esses seminários. Nunca encontrou por lá nenhum diretor de jornal ou revista. Apenas em um deles, ocorrido em 2006, apareceu o editor de Economia do Estadão, que se confessou completamente alheio ao assunto.

Evidências à vista

O artigo que encerrou a carreira de Maria Rita Kehl no Estadão falava de preconceitos e de uma luta de classes dissimulada cujos fragores podem ser percebidos em correntes na internet.

Mas essa luta de classes também está presente na chamada grande imprensa, nos artigos de profissionais referendados por lustrosos títulos acadêmicos, nos quais se condena liminarmente qualquer política pública que procure resgatar a desigualdade que prejudica os brasileiros de pele escura e os programas sociais de transferência de renda.

Com tantas evidências, fica difícil justificar o afastamento de uma colunista que discorda dessa linha editorial."




Fonte: Observatório da Imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=610IMQ009
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ao povo brasileiro

O site da Revista Carta Capital publicou, nesta terça-feira, manifesto de conceituados juristas brasileiros em defesa do presidente Lula, o qual transcrevo abaixo.


Juristas respondem a manifesto contra o presidente Lula
Redação Carta Capital

28 de setembro de 2010 às 10:06h

O acirramento da disputa eleitoral nos últimos dias provocou manifestos de diversos tipos e setores da sociedade. O mais recente, “Carta ao Povo Brasileiro”, é assinado por juristas, advogados e professores. A carta é uma resposta à lançada na semana passada por outro grupo ligado ao Direito – o “Manifesto em Defesa da Democracia”.

Assinado por personalidades como o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o jurista Dalmo Dallari, o texto defende o presidente Lula das acusações de autoritarismo: “Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude”.

Leia a íntegra do manifesto:


“Carta ao Povo Brasileiro

Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato.

Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência.

Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer críticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, e qualquer cidadão.

O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: “Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver”.

Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.

ADRIANO PILATTI – Professor da PUC-Rio

AIRTON SEELAENDER – Professor da UFSC

ALESSANDRO OCTAVIANI – Professor da USP

ALEXANDRE DA MAIA – Professor da UFPE

ALYSSON LEANDRO MASCARO – Professor da USP

ARTUR STAMFORD – Professor da UFPE

CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO – Professor Emérito da PUC-SP

CEZAR BRITTO – Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB

CELSO SANCHEZ VILARDI – Advogado

CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO – Advogado, Conselheiro Federal da OAB e
Professor da UFF

DALMO DE ABREU DALLARI – Professor Emérito da USP

DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO – Professor da UFRJ

DIOGO R. COUTINHO – Professor da USP

ENZO BELLO – Professor da UFF

FÁBIO LEITE – Professor da PUC-Rio

FELIPE SANTA CRUZ – Advogado e Presidente da CAARJ

FERNANDO FACURY SCAFF – Professor da UFPA e da USP

FLÁVIO CROCCE CAETANO – Professor da PUC-SP

FRANCISCO GUIMARAENS – Professor da PUC-Rio

GILBERTO BERCOVICI – Professor Titular da USP

GISELE CITTADINO – Professora da PUC-Rio

GUSTAVO FERREIRA SANTOS – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

GUSTAVO JUST – Professor da UFPE

HENRIQUE MAUES – Advogado e ex-Presidente do IAB

HOMERO JUNGER MAFRA – Advogado e Presidente da OAB-ES

IGOR TAMASAUSKAS – Advogado

JARBAS VASCONCELOS – Advogado e Presidente da OAB-PA

JAYME BENVENUTO – Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da
Universidade Católica de Pernambuco

JOÃO MAURÍCIO ADEODATO – Professor Titular da UFPE

JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

JOSÉ DIOGO BASTOS NETO – Advogado e ex-Presidente da Associação dos
Advogados de São Paulo

JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO – Professor Titular do Mackenzie

LENIO LUIZ STRECK – Professor Titular da UNISINOS

LUCIANA GRASSANO – Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE

LUÍS FERNANDO MASSONETTO – Professor da USP

LUÍS GUILHERME VIEIRA – Advogado

LUIZ ARMANDO BADIN – Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça

LUIZ EDSON FACHIN – Professor Titular da UFPR

MARCELLO OLIVEIRA – Professor da PUC-Rio

MARCELO CATTONI – Professor da UFMG

MARCELO LABANCA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco

MÁRCIA NINA BERNARDES – Professora da PUC-Rio

MARCIO THOMAZ BASTOS – Advogado

MARCIO VASCONCELLOS DINIZ – Professor e Vice-Diretor da Faculdade de
Direito da UFC

MARCOS CHIAPARINI – Advogado

MARIO DE ANDRADE MACIEIRA – Advogado e Presidente da OAB-MA

MÁRIO G. SCHAPIRO – Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário

MARTONIO MONT’ALVERNE BARRETO LIMA – Procurador-Geral do Município de Fortaleza e Professor da UNIFOR

MILTON JORDÃO – Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR

PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR

PIERPAOLO CRUZ BOTTINI – Professor da USP

RAYMUNDO JULIANO FEITOSA – Professor da UFPE

REGINA COELI SOARES – Professora da PUC-Rio

RICARDO MARCELO FONSECA – Professor e Diretor da Faculdade de Direito da UFPR

RICARDO PEREIRA LIRA – Professor Emérito da UERJ

ROBERTO CALDAS – Advogado

ROGÉRIO FAVRETO – ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

RONALDO CRAMER – Professor da PUC-Rio

SERGIO RENAULT – Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA – Professor Titular da USP

THULA RAFAELLA PIRES – Professora da PUC-Rio

WADIH NEMER DAMOUS FILHO – Advogado e Presidente da OAB-RJ

WALBER MOURA AGRA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco”


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Fonte: Este documento foi transcrito do site da Revista Carta Capital - http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/juristas-e-advogados-respondem-a-manifesto-contra-o-presidente-lula

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Peru do Padre

Normalmente não abro mensagens repassadas, tampouco futilidades que chegam em toneladas por e-mail.
Mas, sempre que estou disposto, seleciono algumas espirituosas.
Esta, que transcrevo abaixo, me foi enviada por uma amiga.


O PERU DO PADRE

O vigário de um vilarejo tinha um peru como mascote, o Valente. 
Certo dia, o peru Valente desapareceu, e ele achou que alguém o havia roubado.
 
No dia seguinte, na missa, o vigário perguntou à congregação: 
-Algum de vocês aqui tem um peru? 
Todos os homens se levantaram.
 
-Não, não, disse o vigário, não foi isso que eu quis dizer. 
-O que eu quero saber é se algum de vocês viu um peru? 
Todas as mulheres se levantaram..
 
-Não, não, repetiu o vigário... o que eu quero dizer é se algum de vocês viu um peru que não lhes pertence. 
Metade das mulheres se levantou.
 
- Não, não, disse o vigário novamente muito atrapalhado.

-Talvez eu possa formular melhor a pergunta:

-O que eu quero saber é se algum de vocês viu o meu peru?

Todas as freiras se levantaram.

......

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hilário

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Hoje, por decisão judicial, a prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Matheus, foi afastada do cargo.

Agora, quem está à frente da Prefeitura de Campos é o presidente da Câmara de Vereadores, irmão do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.

Parece até piada, mas não é.

É hilário! 

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bullying

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Texto de Rubem Alves

Eu fui vítima dele. Por causa dele, odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas, eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho. Mas eles não convidavam nem a gorda nem a magricela. "Bullying" é o nome dele. Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares, mas nunca pensei sobre as dores que alunos infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todos os jovens são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis."Bullying." Fica o nome em inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que "bullying" diz. "Bully" é o valentão: um menino que, por sua força e sua alma deformada pelo sadismo, tem prazer em bater nos mais fracos e intimidá-los. Vez por outra, crianças e adolescentes têm desentendimentos e brigam. São brigas que têm uma razão. São acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois delas, os briguentos podem fazer as pazes e se tornar amigos de novo. Isso nada tem a ver com "bullying". No "bullying", um indivíduo - o valentão - ou um grupo escolhe a vítima que vai ser seu "saco de pancadas". A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles "não vão com a cara" da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender, a brincadeira não teria graça.

A vítima é uma peteca: todos batem nela e ela vai de um lado para outro sem reagir. Pode-se fazer uma sociologia do "bullying" porque ele envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda. Até) agora, tenho usado o artigo masculino, mas o "bullying" não é) monopólio dos meninos. As meninas também usam outros tipos de força que não a dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar ainda pior a violência dos colegas. Ela está condenada ? solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio.

A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra, ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte. Na maioria dos casos, o "bullying" não se manifesta por meio de agressão física, mas por meio de agressão verbal e de atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos. Aprendemos com os animais. Um ratinho preso numa gaiola absorve a informação rapidamente. Uma alavanca lhe dá comida. Outra alavanca produz choques. Depois de dois choques, o ratinho não mais tocará a alavanca que produz choques. Mas tocará a alavanca da comida sempre que tiver fome. As experiências de dor produzem afastamento. O ratinho continuará a não tocar a alavanca que produz choque ainda que os psicólogos que fazem o experimento tenham desligado o choque e tenham ligado a alavanca comida.

Experiências de dor bloqueiam o desejo de explorar. O fato é que o mundo do ratinho ficou ordenado. Ele sabe o que fazer. Imaginem, agora, que uns psicólogos sádicos resolvam submeter o ratinho a uma experiência de horror: ele levará choques em lugares e momentos imprevistos ainda que não toque em nada. O ratinho está perdido. Ele não tem formas de organizar o seu mundo. Não há nada que ele possa fazer. Seus desejos, imagino, seriam dois. Primeiro: destruir a gaiola, se pudesse, e fugir. Isso não sendo possível, ele optaria pelo suicídio.

Edimar era um jovem tímido de 18 anos que vivia na cidade de Taiúva, no Estado de São Paulo. Seus colegas fizeram-no motivo de chacota porque ele era muito gordo. Puseram-lhe os apelidos de "gordo", "mongolóide", "elefante cor-de-rosa" e "vinagrão", por tomar vinagre de maçã todos os dias, no seu esforço para emagrecer. No dia 27 de janeiro de 2003, ele entrou na escola armado e atirou contra seis alunos, uma professora e o zelador, matando-se a seguir.

Luis Antônio era um garoto de 11 anos. Mudando-se de Natal para Recife por causa do seu sotaque, passou a ser objeto da violência de colegas. Batiam nele, empurravam-no, davam-lhe murros e chutes. Na manhã do dia fatídico, antes do início das aulas, apanhou de alguns meninos que o ameaçaram com a "hora da saída". Por volta das 10h30, saiu correndo da escola e nunca mais foi visto. Um corpo com características semelhantes ao dele, em estado de putrefação, foi conduzido ao IML (Instituto Médico Legal) para perícia.

Achei que seria próprio falar sobre o "bullying" na seqüência do meu artigo sobre o tato que se iniciou com: "O tato é o sentido que marca, no corpo, a divisa entre os deuses Eros, do amor, e Tânatos, da morte. É por meio do tato que o amor se realiza. É no lugar do tato que a tortura acontece". O "bullying é) a forma escolar da tortura.


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ficha limpa... Ficha suja...

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Uma coisa é certa, ficha limpa ou ficha suja, em nada mudará o plano político nacional.
A questão é cultural, para não dizer (i)moral.
Eu não acredito que os brasileiros já tenham esquecido os escândalos em que esteve envolvido Paulo Maluf, de São Paulo. E ai?!... o que aconteceu com ele?...
Agora, só falta o novo “jurista” Fernandinho Beira-Mar assumir algum cargo público, exercendo-o de onde está. Sim, porque no Brasil tudo é possível.
O grupinho político brasileiro é muito unido. É só show.
E o povão, aplaude. Gosta.
Pra que mudanças?!

Tenha a santa paciência....
Acho que estou mesmo é ficando velho rabugento...

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Joãozinho e Dilma


 Diariamente recebo dezenas de textos em minha caixa de mensagens. A maioria lixo, mas alguns interessantes. Veja este, enviado por um amigo de Natal (RN):


Joãozinho e Dilma

Dilma foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhada de uma comitiva.

Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo (se eleita), disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:

- Qual é o seu nome, meu filho?

- Paulinho.

- E qual é a sua pergunta?

- Eu tenho três perguntas. A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?" A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?" E a terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?".

Dilma fica desnorteada, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ela aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.

Após o recreio, Dilma diz:

- OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

- Pode perguntar, meu filho.

- Como é seu nome?

- Joãozinho, e tenho cinco perguntas: A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?". A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?". A terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?". A quarta é "Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?". A quinta é... "Cadê o Paulinho??”.

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Comuna Que Pariu

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Nesta terça-feira de carnaval, l6, a partir das 15 horas, na Rua Álvaro Alvim, na Cinelândia, concentração do sugestivo bloco “Comuna que Pariu” e roda de samba apoteótica, com a presença de bambas. Integrantes de uma das forças políticas que participam da campanha do Sindipetro pela soberania do petróleo, a Juventude do PC do B elegeu como enredo “O Petróleo Tem Que Ser Nosso”. Independente de cor partidária, os organizadores convidam a todos que abraçam esta luta.

Para quem não conhece Rio de Janeiro, a Cinelândia está localizada no coração da cidade. Ao longo de muitas décadas é o local preferido pelos batutas do samba. Nas mesas dos seus muitos bares, alguns centenários, nascem grandes composições. É nosso dever prestigiar o que ainda nos resta de bom.

O Petróleo é Nosso!

O Samba é Nosso!

Salve o Carnaval e os foliões!
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Passagens mais caras

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 No último fim de semana, as passagens de ônibus tiveram seus preços majorados no município do Rio de Janeiro. Santa Tereza, Bairro de Fátima e Catumbi, localizados no Centro do Rio, são as linhas mais caras. Além de serem curtíssimas, são servidas por micro-ônibus, sem cobrador mas as tarifas são iguais às linhas com percursos maiores que 50 quilômetros.

Um morador de Santa Tereza, que demora cerca de 10 minutos para chegar do centro ao bairro ou vice-versa, paga os mesmos R$ 2,35 de quem leva cerca de duas horas ou mais para chegar a Bangu, Realengo, Santa Cruz e outros bairros com linhas de longo percurso. Desta maneira, os passageiros das linhas de pequeno percurso, acabam subsidiando os preços das passagens das linhas de longo percurso.

Já não seria hora de alguém tomar alguma providência em relação a este disparate?
Cadê os senhores vereadores? Eles não foram eleitos pela população para oferecer soluções aos problemas?
Não caberia a eles uma providência imediata contra este abuso? É absurdo o lucro alcançado pelos empresários do transporte coletivo, sobretudo quando se trata de linhas que atendem em grande parte a população operária pobre, de baixa renda. As associações de moradores também deveriam se manifestar.
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Espírito de Porco

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Parece brincadeira, mas não é.

Só pode ser coisa de espírito de porco.

No último domingo, à noite, ao passar sob os Arcos da Lapa, no centro do Rio, aproveitei para aliviar a bexiga num daqueles sanitários químicos que a prefeitura disponibilizou no local.

Na primeira cabine que tentei entrar, quase vomitei. Pois, um infeliz cagou sobre a tampa do vaso sanitário. Isso mesmo cagou. Estava lá aquele monte de merda na tampa do assento. Não serei hipócrita, descrevendo de outra forma. Não direi, com falsos pudores, “fez coco”.

Um sujeito que faz uma merda destas não merece viver no meio de gente, nem de animais. Até porque, os animais são muito cuidadosos na hora de fazer suas necessidades fisiológicas.

Também não vou xingar o cara de filho-da-puta, porque as putas não têm culpa de tamanha cagada.

É um infeliz mesmo. Recalcado.

Espírito de Porco!
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Acusações levianas

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Há sempre aquele dia em que melhor seria não sair de casa. Para mim, este dia foi na última sexta-feira. Veja só, por volta das 10 horas da manhã, quando me dirigia ao ponto do bonde, no Largo dos Guimarães, sob um sol intenso, eu procurava caminhar por onde houvesse alguma proteção de sombra. Na altura da última curva, antes do largo, atravessei a rua em busca de sombra. Imediatamente após ter passado para a calçada do lado oposto, um veículo parou ao meu lado e o motorista me interpelou, querendo saber se eu trabalhava ali. Eu, ingênua e cordialmente, atendi ao sujeito, lhe respondendo que não trabalhava naquele local, mas era morador do bairro. Foi aí que veio a bomba. Fui advertido severamente pelo indivíduo, de que era proibido jogar lixo naquele local. Sinceramente, como a coisa foi de supetão, não entendi nada. E o carro saiu sem me dar tempo de reagir e defender-me, dando-lhe uma boa resposta.

Meus  amigos, até agora não consegui digerir tal acusação. Eu havia acabado de atravessar a rua e o tal carro surgiu como se do nada. Mas a história não pára por aqui. Continuei meu trajeto. Embarquei no bonde e fui em busca do meu destino, o hospital do Fundão. Por lá permaneci uma grande parte da sexta-feira, pois, tinha uma consulta agendada. Depois do atendimento médico, no vai-e-vem das marcações e buscas por resultados de exames, quando voltava do laboratório de patologia, no sub-solo do Hospital Universitário Clementino Fraga, no Fundão, ao embarcar no elevador, pedi ao ascensorista para que me deixasse no primeiro andar. O sujeito me respondeu, atravessado, que não pararia no primeiro andar. Questionei e expus a minha condição, ao que o elemento reconsiderou, mas dizendo que me quebraria o galho. Disse isso mesmo: “desta vez vou te quebrar o galho”. Mais uma vêz fui tomado pela indignação. Eu e ou qualquer outra pessoa que não vai a um hospital ou qualquer órgão público que seja, atrás de quebra-galho. O cidadão vai em busca de um atendimento digno. O elevador, em qualquer prédio, seja público ou privado, existe para transportar as pessoas, independentemente do andar a qual se dirige.

Mas continuei minha rotina normal dos compromissos no hospital. Depois de concluído tudo o que tinha a fazer, aquela situação do elevador continuava atravessada na garganta. Voltei ao sub-solo e fui ao posto de chefia do serviço de elevadores, onde uma senhora muito educada e gentil, ouviu minha queixa, prometeu providências e me colocou num elevador de volta ao primeiro andar.

Outro dia, também, passei por situação constrangedora, num ônibus que faz a linha Santa Tereza/Central do Brasil, quando ao desembarcar, uma maluca cuspiu pela janela do coletivo,  olhou para a minha cara e lascou: “Tá me encarando por quê? Vou chamar a polícia. Isto é assédio.” A coisa aconteceu tão rápido, que não tive tempo de pensar para esboçar qualquer reação, o que, até, acho, foi melhor. Numa situação destas, o melhor mesmo é engolir seco.

Mas, acredite, a mulher era um canhão. Qualquer pessoa de bom senso, jamais perderia seu tempo em olhar para uma coisa daquelas. Acho até que por este fato, da feiúra tão acentuada,  a intenção dela só poderia mesmo ser de chamar a atenção ou, talvez, me achacar. Depois, conversando com algumas pessoas do bairro sobre o ocorrido, fiquei sabendo que não fui a primeira vítima desta maluca.

Mas, acreditem, estas coisas não me fazem gostar menos da cidade onde vivo, tampouco do bairro onde moro. Nem tudo é perfeito, mas o Rio de Janeiro continua sendo a Cidade Maravilhosa. A melhor cidade do mundo. Estas pessoas, se assim devemos considerar, passam por aqui, a cidade continua. E, tenho certeza, um dia será melhor.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião do Rio de Janeiro

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Nesta quarta-feira, 20 de janeiro, é a data que os cariocas festejam o seu santo padroeiro: São Sebastião. Mas, para a imprensa do Rio de Janeiro, o que interessa mesmo é vender a imagem da desgraça. Neste dia festivo, nos principais jornais da cidade, noticias de crimes, atentados, enfim..., a desgraça humana. Como se não houvesse espaço para o acontecimento de coisas boas num lugar de pessoas tão alegres. E é essa a imagem que os veículos da mídia passa para o mundo inteiro e o mundo compra.

Só quem viaja, vai para outras cidades, outros estados ou países, sabe o quanto o “Rio de Janeiro é violento”. As pessoas acreditam no que está escrito nos jornais. Pior é que a maioria dos jornalistas que trabalham nas redações dos jornais do Rio são cariocas. Porque será que menosprezam tanto a cidade em que nasceram? Porque não mostram, também, o lado bom da cidade e do seu povo honesto e trabalhador e alegre?

Pois é, mas hoje é dia de São Sebastião, deste Rio de Janeiro maravilhoso, que tem tantas coisas maravilhosas para mostrar. Esta cidade me acolheu ainda no início da minha adolescência, há cerca de 50 anos, e só me proporcionou coisas boas. Venha para o Rio. Venha conferir. Aqui existe, sim, a violência que existe em qualquer lugar onde há desigualdade social.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Angra recebe doações para desabrigados

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Na semana em que completa 508 anos, Angra vive uma triste realidade. Ontem mais dois corpos de vítimas do desmoronamento da pousada na Ilha grande foram encontrados, totalizando 52 o número de mortos das tragédias ocorridas nos últimos dias no município.

No Rio, o prefeito Tuca Jordão se reune hoje com o governador Sérgio Cabral e o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão para apresentar um Relatório de Avaliação de Danos, descrevendo as obras necessárias para recuperação do município. Os desmoronamentos e enchentes ocorridos em Angra, nos últimos dias, já afetaram cerca de 2 mil pessoas.

A primeira-dama do município, Alessandra Jordão, está à frente de uma campanha de doações às vítimas desalojadas e desabrigadas. As doações em dinheiro devem ser feitas para a conta: Prefeitura de Angra / calamidade pública – Banco do Brasil - Agência 0460-X – Conta Corrente 74500-6 – CNPJ 29.172.467/0001-09. Telefones para informações sobre doações: (24) 3367-8107 e (24) 9999-6314. Posto de entrega de doações: CEAV – Colégio Estadual Artur Vargas – Rua Coronel Carvalho 232, Centro de Angra dos Reis.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu Quero é Rosetar

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O ano de 2010 marca o centenário de grandes compositores da música brasileira. Um deles, Haroldo Lobo, grande campeão da música carnavalesca, com mais de 600 composições. No seu repertório, clássicos carnavalescos impossíveis de esquecer, como "Serpentina", "Passarinho do Relógio", "Alô Padeiro", "Eu Quero é Rosetar", "Alalaô", "Retrato do Velho", "Índio Quer Apito", "Eva, Mulher do Leiteiro", "Tem Galinha no onde", "Coitado do Edgar", "Prá seu Governo", "Quem Chorou Fui Eu", "Quebrei a Jura", "Emília", "Tristeza", entre outras inúmeras canções - que assinou em parceria com Nássara, David Nasser, Wilson Batista, Marino Pinto, Benedito Lacerda, Niltinho Tristeza e, principalmente, Milton de Oliveira, seu mais constante parceiro.

Em justa homenagem a Haroldo Lobo, o pesquisador Carlos Monte criou o projeto “Eu Quero é Rosetar, Sururu na Roda – 100 anos de Haroldo Lobo”, que será apresentado a partir de amanhã, 6, e todas as quartas feiras do mês de janeiro, no Centro Cultural Carioca, no Centro do Rio. O grupo “Sururu na Roda”, já conhecido nas noites cariocas, é formado por Nilze Carvalho (cavaquinho, bandolim e voz), Camila Costa (violão e voz), Fabiano Salek (percussão e voz) e Silvio Carvalho (percussão e voz). Neste espetáculo o grupo contará com participação de Pedrinho da Glória (violão), Marcelo Caldi (teclados e acordeon), P.C. Castilho (sopros) e Naife Simões (percussão).

O Centro Cultural Carioca fica na Rua do Teatro 37, ao lado do Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, Centro do Rio. O couvert artístico deste espetáculo é de R$ 20.



Foto: Sururu na Roda / divulgação
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Festa na capital e catástrofe em Angra

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Nas últimas horas do último dia do ano, a chuva afastou-se do Rio de Janeiro e o carioca pôde comemorar a entrada de 2010 com uma noite maravilhosa. Só em Copacabana, dois milhões de pessoas participaram do reveillon na areia. No palco principal, sob o comando de Serginho Groisman apresentaram-se Paralamas do Sucesso, Carlinhos Brown, Lulu Santos, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.

Enquanto isso, em Angra dos Reis, na região da Costa Verde, a população começava a chorar a perda de pessoas queridas, vitimadas pelos desmoronamentos que assolaram o município na virada do ano. Até agora já foram encontrados 50 corpos de mortos na catástrofe. O prefeito de Angra anuncia a proibição de construções nas encostas do município e que cerca de 500 casas poderão ser demolidas. Cerca de 120 famílias, desabrigadas pelas chuvas do primeiro dia do ano, estão alojadas em uma escola pública no Centro da cidade.

Angra dos Reis está localizada em área da Mata Atlântica, numa das regiões mais bonitas do país, no Sul do Estado do Rio de Janeiro. O terreno é frágil, o índice de precipitação pluviométrica é conhecidamente alto e os desmoronamentos freqüentes. Mesmo assim, as autoridades parece que fecham os olhos para os desmatamentos das encostas e o crescente número das construções irregulares nesses locais.

Agora, com a tragédia consumada, o prefeito diz que vai proibir. Mas até quando?
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Cadê o bonde?

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Estamos na alta temporada do verão. O afluxo de turistas estrangeiros ao Rio de Janeiro é grande. Nas ruas, o idioma inglês e outras línguas é o que mais se escuta. Contudo, a infraestrutura turística, para uma cidade que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016, deixa muito a desejar.

Veja, por exemplo, o estado dos bondes que leva os turistas ao histórico e romântico bairro de Santa Tereza. Nos últimos dias, o que se tem visto, são enormes aglomerados de pessoas na estação dos bondes, localizada na Rua Léo Gama, ao lado de uma das extremidades do aqueduto da Carioca, no Centro da cidade, e nos pontos de embarque ao longo da linha, na expectativa de conseguir um lugar para embarcar e chegar ao destino.

Desde a última semana só há um bonde rodando, indo até o Largo dos Guimarães. Os intervalos são muito longos, criando transtornos aos usuários do serviço, que perdem muito tempo aguardando nos pontos de embarque. As linhas de Paula Matos e Dois Irmãos não estão sendo servidas nestes dias. A estação do Silvestre está desativada há muitos anos. O fio trolley foi roubado. A frota dos bondes está sucateada.

Em abril de 2008, foi amplamente divulgada, pelo governo do Estado, a revitalização dos bondes de Santa Tereza. Na época, foi anunciado que os bondinhos seriam transformados em veículos leves, utilizando tecnologia de ponta, totalmente diferente da empregada atualmente, que é de 1896. Que o serviço se tornaria eficiente.

No dia 15 de abril de 2008, o governo do Estado do Rio recebeu repasse do Banco Mundial, no montante de R$ 94 milhões, que seriam destinados ao Programa Estadual de Transportes. Desta quantia, R$ 8 milhões seriam para a reforma dos bondes que circulam em Santa Tereza e R$ 2 milhões para reforma da linha permanente que atende o bairro.

Já se passaram quase dois anos da assinatura do repasse com o Banco Mundial. Cadê os novos bondes?

Ou melhor, onde foi parar o dinheiro para a reforma dos bondinhos de Santa Tereza?

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fugindo do calor

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O que poderia ser melhor do que uma cabine com ar condicionado para refugiar-se do calor?

A cena é triste, porém, hilária. Com o calor deste domingo, o bêbado não titubeou. Foi ali mesmo, no chão do hall dos caixas eletrônicos da agência do Banco HSBC, localizada no prédio nº 788 da Rua Gomes Freire, na região central do Rio de Janeiro, onde ele encontrou o lugar ideal e fresco para descansar o corpo e recuperar-se da cachaçada.

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Prédio mais alto do mundo é inaugurado hoje em Dubai

Os árabes, mais uma vez procuram mostrar suas ambições e o poder do leste ao mundo. Hoje está sendo inaugurado em Dubai o prédio mais alto do planeta, com 160 andares e altura superior a 800 metros.

Em Dubai, a grandeza é destacada. Lá tudo é maior. Este prédio tem o dobro da altura do Empire States, nos Estados Unidos. Ultrapassa também o Taipei 101, de Taiwan, que era considerado o mais alto do globo terrestre, com 508 metros de altura.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Tragédia marca início do ano em Angra dos Reis

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Triste a situação dos moradores de Angra dos Reis, com a tragédia provocada pelas chuvas dos últimos dias. O total de mortos pelo desabamento do Morro da Carioca, no Centro da cidade, e da Pousada Sankay, soterrada na Praia do Bananal, na Ilha Grande, já soma 27.

Para quem não conhece Angra dos Reis, a cidade que fica encravada nas encostas da Mata Atlântica, situada numa das regiões mais belas do país, no Sul do estado do Rio de Janeiro, a formação do solo é frágil e o município é atingido constantemente por desmoronamentos que, normalmente, causam a morte de muitas pessoas.

O mais triste desta situação é que, além de nada ser feito para evitar estas tragédias - o número das construções nas encostas não pára de crescer -, o governador Sérgio Cabral, que também tem mansão na região, nestas ocasiões nunca se manifesta.

Cadê o Cabral?

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dias melhores virão

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Meus amigos,

Por mais uma vez, vivencio a passagem para um novo ano, sempre com a convicção de que dias melhores estarão por vir. Não perco a esperança de que ainda teremos um mundo mais justo, com oportunidade para todos, com pessoas menos egoístas e mais sensíveis.

Feliz ano novo!

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

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É inaceitável a ação violenta e abusiva da Polícia Militar de Brasília, mostrada pelas principais emissoras de televisão do país, nesta última quarta-feira, dia 9, contra manifestantes que protestavam pelas falcatruas de Arruda à frente do governo do Distrito Federal.

Tão absurdas quanto a violência mostrada, foram os argumentos usados pelo comandante da milícia para justificar a desastrosa atuação daquela corporação, que estaria garantindo o direito de ir e vir da sociedade brasiliense. E, continuando as barbaridades, ontem, quinta, veio o secretário de Segurança, subordinado a Arruda, dizendo que a ação da polícia militar foi necessária para que o trânsito de veículos fosse liberado.

Ações como esta, mostram quanto equivocada é a formação e orientação dos homens que, supostamente, estão a serviço da “segurança pública”. Que segurança poderíamos esperar de seres desequilibrados, detentores de credenciais oficiais, que usam suas armas, seus cavalos, seus tanques blindados contra a população indefesa, que clama por decência nos atos praticados por pessoas públicas, investidas em cargos de gestão pública?

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

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No último dia 4, sexta-feira, me chamou a atenção um texto de Rubem Alves, recitado pela jornalista Ana Maria Braga, em seu programa Mais Você, na Rede Globo. Muito bom para quem busca a reflexão:


O tempo e as jabuticabas

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que, apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de ‘confrontação' onde ‘tiramos fatos a limpo'. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa!...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão-somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

(Texto de Rubem Alves, transcrito do site da jornalista Ana Maria Braga - http://anamariabraga.globo.com/home/mensagem/mensagem.php?id_not=3026)



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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Reflexão

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Fala-se tanto em violência, tragédias... É assunto da moda! Realmente, nossas mentes acabam ficando condicionadas por fatos negativos que ocorrem cotidianamente e são noticiados com tanta veemência. Mas, estas reações são facilmente explicadas na filosofia.

“Tomemos por exemplo dos jornais televisivos. No espaço de trinta minutos, é lógico que os jornalistas se concentrem no que escapa ao ordinário: a queda de um avião em vez dos milhares de vôos que aterrissam diariamente sem dificuldade, o assassinato em vez de bilhões de apertos de mãos ou sorrisos... É preciso não deixar enganar: numa página em branco, é evidente o ponto negro que salta aos olhos! (...) Veja: não existe fatalidade senão na medida do nosso próprio fatalismo. O mundo é imperfeito e a violência está presente na natureza, é claro; mas nós não somos obrigados a concentrar nossa atenção nisso. Temos o poder de controlar nossa vida e nossa visão do mundo. Todos temos dentro de nós a energia necessária para escapar a gravidade e ganhar altitude.” (*)

Logicamente, onde há muita miséria haverá mais violência. É a consequência natural. E quanto maior a cidade, maior a concentração de interesse - por quem constrói a notícia - em divulgar fatos negativos. O resultado final de tudo é o dinheiro!



(*) Saint Girons, Benoît – O Mendigo e o Milionário – pág. 36 – Vozes 2009

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão

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Na noite desta última terça-feira a população brasileira sofreu com o maior apagão de sua história. Pela primeira vez os geradores da Hidrelétrica de Itaipu foram paralizados por uma pane no sistema de transmissão. O presidente Lula apressou-se em dizer que, no seu governo, não faltaram  investimentos no sistema de transmissão de energia elétrica. Por outro lado, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, em entrevista à Ana Maria Braga, no programa Mais Você, da TV Globo, nesta quarta-feira, disse que faltam investimentos em infraestrutura no Brasil. Pires disse também que o governo faz muito oba-oba político e pouca ação.

Na brincadeira, cerca de 60 milhões de pessoas foram atingidas em 18 estados brasileiros. Nas regiões mais privilegiadas do Rio de Janeiro, como Zona Sul, Barra, Recreio, Tijuca, a situação foi se normalizando a partir da 1 hora. As demais regiões, mais pobres, somente a partir das 2 horas. Até agora, 18h55, o abastecimento de água, ainda não foi restabelecido em grande parte da cidade.

Pires está certo. O Brasil é o país do oba-oba. Mas parece que o povo gosta. Se não gostasse, com certeza essas coisas não aconteceriam.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Violência no Rio de Janeiro

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Dizem que há muita violência no Rio de Janeiro.
Eu também acho que há muita violência no Rio de Janeiro.
Mas quem divulga a violência do Rio não destaca de fato a origem da violência.

No meu entender, a maior violência é praticada por quem detem o poder econômico, que tem a seu serviço a mídia e as intituições públicas para oprimir e criminalizar a classe produtiva, os humildes. Sempre foi assim e cada dia será pior.

As organizações criminosas, em todo o mundo, são comandadas por homens aparentemente honrados, acima de qualquer suspeita. E esses homens comandam a política, a justiça e as finanças.

O Rio de Janeiro é tão violento como Paris, Londres ou Nova Iorque.
Por que só o Rio de Janeiro é tão violento? Só porque tem milhões de miseráveis, produto da ganância e do egoísmo de quem detem o poder?

Em qualquer cidade do Brasil ou do mundo existe violência. A mídia do Rio de Janeiro é sensacionalista. Os empresários de comunicação, que fazem parte da classe dominante, aumentam suas fortunas explorando a desgraça e o sofrimento dos miseráveis. Essa é a grande verdade.

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Rio, Cidade Maravilhosa

Não haverá violência ou miséria que ofusque a beleza do Rio de Janeiro.
O povo que vive no Rio de Janeiro, por mais miserável que seja, está sempre de bem com a vida.
O Rio de Janeiro, desde a sua fundação, sempre foi e sempre será a Cidade Maravilhosa, o resto é intriga da oposição.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Maravilha!

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Esta semana o Rio mostrou pela primeira vez, na temporada, a sua cara verdadeira. Nas principais avenidas da cidade e na orla da Zona Sul, os termômetros registram temperaturas acima de 42 graus. As praias de Copacabana, Ipanema e Leblon estão repletas. As mulheres circulam pelas ruas com seus minúsculos vestidinhos esvoaçantes e coloridos. É uma beleza só.

Este é o verdadeiro Rio de Janeiro que o carioca conhece. Muito sol, muita alegria. Ontem à noite (quinta-feira), os bares das principais ruas da Lapa estavam movimentadíssimos, como se já fosse noite de sexta-feira. Nos calçadões das praias da Zona Sul, o movimento também foi intenso, de pessoas que buscavam a brisa noturna do mar para refrescar. A alegria voltou ao Rio. Isso é muito bom.

Há muito tempo não víamos um Rio tão alegre. Nos últimos meses o carioca vinha convivendo com uma cidade triste, apagada. Dias nublados, chuvosos, frios, que não combinam com a personalidade da Cidade Maravilhosa.

Nossa Cidade só é verdadeiramente Maravilhosa quando o sol brilha radiante, com céu azul e calor de 40 graus dia e noite.

Salve o Rio de Janeiro! Salve o povo carioca! Salve aqueles que, como eu, escolheu o Rio de Janeiro para viver! Salve o calor!!!

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Encontros

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No feriadão do último fim de semana, em viagem à terra natal, tive a felicidade de conviver algumas horas maravilhosas em ambiente famliar de rara existência. Ao visitar uma tia muito querida, irmã do meu falecido pai, presenciei uma reunião expontânea de várias gerações no entorno do tronco da família.

Na chegada à casa dos tios, estavam somente eles, uma filha e uma neta. Alguns minutos depois foi chegando muita gente. Os outros filhos, netos, bisnetos, enfim... Não lembro quantos. Mas eram muitos. E nenhuma dessas pessoas chegava ali para satisfazer a curiosidade pela presença do parente que mora longe. Minha visita foi de surpreza. Isso faz parte da rotina diária deles. É a reunião permanente da família. E família bem estruturada está sempre aglutinada.

O objetivo deste texto não é teorizar, tampouco deixar passar em branco um assunto tão importante, que é sobre a estrutura da família no processo de construção da paz.

A oportunidade de passar algumas poucas horas ao lado dos tios e primos, que não via há muito tempo, me proporcionou serenidade para o exercício de uma grande reflexão sobre a importância da estrutura familiar na construção de uma sociedade digna, justa e sem violência.

No que parecia ser uma simples visita de cortesia, encontrei a paz que buscava para continuar minha caminhada, pois, ainda acredito que só através da família bem alicerçada alcançaremos a paz.


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estímulo

Amigos,

Estou retornando de uma viagem ao Rio Grande do Sul. Esta viagem me devolveu o estímulo que eu necessitava para voltar a escrever, principalmente depois de uma visita que fiz, a uma tia muito querida. A história desta visita virá no próximo texto deste blog.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A arte de envelhecer



Há muito tempo recebí um texto muito interessante, de autor desconhecido, abordando sobre a arte de envelhecer. A personagem da história era uma senhora, idosa, que chegava para seu primeiro dia de aula em uma turma de alunos jovens. De baixa estaturra e pele enrugada, características de alguém com a idade muito avançada, Rose, como era o seu nome, durante as apresentações dirigiu-se a um dos colegas dizendo:

- Ei, bonitão. Meu nome e Rose. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?

O jovem, entusiasticamente, foi logo respondendo: É claro que pode!
Enquanto abraçava a terna senhora, seguiu-se o diálogo:

Por que você está no colégio em tão tenra e inocente idade? perguntou o jovem.

Ela respondeu brincalhona: Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.

Esta brincando, disse disse ele, que estava tão curioso em saber o que a havia motivado aquela senhora, de idade tão avançada, a buscar este desafio. Rose lhe confidenciou que sempre sonhara em ter um estudo universitário, e chegara a hora. Após a aula, foram para o bar da universidade, onde dividiram um "milkshake" de chocolate. E, em tão pouco tempo de convivência, já haviam se tornado grandes amigos.

Todos os dias, durante os meses que se seguiram, teriam aulas juntos e falaríam sem parar. Ele ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo", que compartilhava sua experiência e sabedoria. Ao final de um ano, Rose tornou-se um símbolo no campus universitário, e fazia amigos sempre facilmente. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Estava curtindo a vida!

Durante um evento de futebol, Rose foi convidada para falar. Seu discurso foi inesquecível pelos ensinamentos transmitidos. Quando começou sua fala, que trouxe preparada, três das cinco folhas cairam ao chão. Um pouco embaraçada, pegou o microfone e disse, simplesmente:

Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Parei de beber por causa da Quaresma, e este uísque esta me matando! Eu nunca conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo. Então, me deixem apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei.

Enquanto todos riam, Rose limpou a garganta e começou:

Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e alcançando sucesso. Precisamos rir e encontrar humor em cada dia. Precisamos ter um sonho. Quando perdemos nossos sonhos, fatalmente morremos. São tantas as pessoas caminhando por ai, que estão mortas e nem desconfiam! Há uma enorme diferença entre ficar velho e crescer. Se uma pessoa de 19 anos ficar sentado por um ano, olhando para o horizonte, logo, ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar sentada por um ano, olhando para o horizonte, sem fazer coisa alguma, ao final deste tempo estarei com oitenta e oito anos. Desta forma, qualquer um consegue ficar mais velho, sem que para isso sejam necessários talento ou habilidade. A idéia é crescer através de sempre encontrar a oportunidade na novidade. Não tenham remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas, sim, pelo que deixaram de fazer. As únicas pessoas que têm medo da morte são aquelas que tem remorsos.

Rose encerrou seu discurso cantando corajosamente “A rosa”, desafiando a cada um a estudar poesia e vivê-la em suas vidas diariamente.

No fim do ano, Rose terminou o último ano da faculdade que começara há alguns anos. Uma semana após a formatura, morreu tranquilamente. Mais de dois mil alunos acompanharam o funeral daquela mulher, que deixou o exemplo de que nunca é tarde demais para começar e alcançar o que se busca.