sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mais de mil contas de racismo na internet denunciadas ao MP

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Safernet denuncia mil contas por racismo

Por Vinicius Aguiari, de INFO Online - Sexta-feira, 05 de novembro de 2010 - 17h01



SÃO PAULO - A ONG Safernet protolocou ontem no Ministério Público paulista uma notícia-crime relacionada às manifestações de racismo cometidas no Twitter e no Facebook no domingo, após a apuração das eleições.
O relatório da Safernet identifica 1 037 perfis acusados de cometer racismo contra nordestinos. Os perfis foram denunciados por outros usuários desde domingo até às 18h de ontem.

Segundo o presidente da Safernet, Tiago Tavarez, cabe agora ao MP decidir se aceita a denúncia e aprofunda as investigações sobre o caso ou se o arquiva. Além da notícia-crime da Safernet, o MP também recebeu uma outra denúncia da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco.

As mensagens racistas contra os nordestinos foram publicadas na web após a realização das eleições no domingo. As denúncias chegaram à ONG por meio da página www.denuncie.org.br.
 


Apagar contas não exclui provas, diz advogado

Segundo o professor de direito digital e sócio do escritório Opice Blum, Rony Vainzof, a exclusão das mensagens e das contas não excluem as provas. O que importa, nesse caso, é o ato doloso, a vontade consciente do ilícito de praticar, induzir ou incitar a discriminação”, explica ele.

Os usuários que publicaram mensagens racistas sofrem com um agravante, pois cometeram o crime de racismo através de um meio de comunicação. Dessa forma, a pena pode aumentar de um a três anos para de dois para até cinco anos. “É importante que os usuários se conscientizem que a internet não é um mundo sem lei”, alerta o advogado.




Fonte: Transcrito de http://info.abril.com.br/noticias/internet/safernet-denuncia-mil-contas-por-racismo-05112010-40.shl


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Pai da estudante processada por discriminação se diz envergonhado

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A pedido da OAB e da Procuradoria da República, Mayara Petruso será investigada por comentários contra nordestinos na internet

 

Por Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo | 05/11/2010 17:46

Fonte: Transcrito do site IG Último Segundo


O empresário Antonino Petruso, morador de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, soube pelos jornais que a filha mais nova, Mayara Penteado Petruso, está sendo alvo de investigação pela Procuradoria Geral da República por crime de preconceito. Ela é a estudante de Direito que, finalizada a apuração que apontou Dilma Rousseff (PT) como nova presidenta do Brasil, desancou a postar frases de preconceito e discriminação contra o povo nordestino na internet.

Nas frases postadas na rede de microblogs Twitter e no Facebook, a jovem sugere o extermínio dos nordestinos e pede o fim do direito de voto para quem não mora na região Sudeste.


 Comentário de Mayara Petruso no Facebook logo após a vitória de Dilma Rousseff na eleição presidencial do último domingo; Preconceito e discriminação contra nordestinos


Antonino Petruso se disse “surpreso, decepcionado e envergonhado” pela atitude da filha e lamentou que a menina tenha se deixado influenciar pelo “acirramento” do debate eleitoral. “Nunca fui chegado a política e nunca ensinei nada disso para as minha filhas. Tenho um enorme respeito pelos nordestinos e é graças a eles que consigo dar uma vida digna para minha família e pagar a faculdade da Mayara”, disse Petruso ao iG, em entrevista por telefone.

Petruso é dono de uma rede de supermercados de Bragança e diz que tem vários clientes e empregados de origem nordestina. Pai de quatro filhos, ele trabalha mais de 15 horas por dia para administrar o negócio herdado do pai. Nos últimos anos, em virtude da melhora da economia, viu os negócios melhorarem graças às políticas econômicas do governo Lula. “Tenho muita simpatia pelo Lula. Ele não resolveu tudo, mas fez um excelente governo. Se a Mayara tivesse me consultado, teria pedido para ela votar na Dilma. Entre todos os candidatos, ela era a melhor opção para o País”, afirmou o empresário.


Relacionamento

Mayara é filha de um relacionamento de Antonino fora do casamento. Embora o empresário financie os estudos e a moradia da jovem em São Paulo, ele narra que o relacionamento com a filha é um pouco distante. “Desde quando ela foi morar em São Paulo, pouco nos falamos. Duas outras filhas também moraram na capital nesses últimos anos, mas ela não mantinha contato nenhum com as irmãs nesse período”, contou.

Desde quando soube do caso, Antonino tenta encontrar a filha para saber o que de fato aconteceu, mas não consegue localizá-la. Após tentar fazer contato com a garota pelo celular e até ligar para a mãe dela, não obteve retorno e se disse preocupado com o que possa estar acontecendo. “A internet tem muito problema de hacker. Eu mesmo já tive o e-mail invadido por eles. Quero ouvir dela o que está acontecendo. Se ela fez mesmo essas coisas graves que os jornais estão dizendo, terá que pagar e responder na Justiça”, disse o pai. “Sou contra qualquer tipo de discriminação. É o pior crime possível e estou muito chateado que a minha filha esteja envolvida nesse tipo de coisa”, desabafou.


“Geyse da FMU”

Mayara é estudante do sexto semestre de Direito da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas). Transferida de uma faculdade da região do Pari, passou a frequentar as aulas no campus da Liberdade apenas neste ano, no período noturno.

Na sala 203, no segundo andar, a estudante sentava no fundo da classe e conversava com alguns poucos colegas de classe, em virtude do pouco tempo na turma. Apesar de muito jovem, com 21 anos, ela já estagiava em um escritório de advocacia durante o dia, mas foi despedida da empresa por causa do episódio. Na classe, os colegas mais próximos dizem que a jovem nunca soltou qualquer comentário preconceituoso e mantinha o respeito com todos os colegas.

“Era uma jovem sorridente e concentrada nos estudos. Conversava com todo mundo que vinha puxar papo com ela, mesmo aqueles de origem nordestina”, disse o estudante identificado apenas como Carlos, que sentava na frente da jovem e fez trabalhos com ela pelo menos duas vezes neste ano.

“Acho que ela foi ingênua e infeliz ao fazer esse tipo de comentário. Foi uma coisa muito feia o que ela disse, mas sei que ela não deve ter agido por mal”, disse outra colega que se identificou como Aline.

A história de Mayara ecoou entre os alunos da FMU e foi o principal assunto nesta quinta-feira, data que a reportagem do iG esteve na faculdade. No intervalo, nos elevadores e em todas as salas de aula, as pessoas buscavam identificar quem era a garota apelidada de “Geyse da FMU”, em referência ao episódio da estudante Geyse Arruda, que foi hostilizada por colegas da Uniban por frequentar as aulas  com um vestido cor de rosa curtíssimo.

“A Mayara é a maior celebridade do curso de Direito hoje”, brincou um jovem durante o intervalo das aulas, numa roda com outros cinco jovens do terceiro ano.

“Desde o dia em que o episódio de preconceito veio a tona, Mayara não apareceu mais na faculdade. As amigas mais próximas dizem que ela não atende ao telefone nem responde e-mails. Uma delas chegou até a visitar a república onde Mayara mora com outras duas amigas, mas foi informada de que a jovem teria voltado para Bragança, para a casa da mãe.

Os colegas de sala temem que ela abandone o curso. Todos lamentaram o episódio e disseram até que sentem dó pelo que Mayara está passando. “Ela é muito novinha. Não deve estar sendo fácil enfrentar toda essa pressão”, afirmou a representante de sala.


'Case' de Direito

O caso da jovem de Bragança Paulista está sendo tratado pelos professores como “case” das aulas de Direito Civil. Segundo os alunos, alguns professores até analisaram o caso da jovem pela ótica jurídica. “Um dos professores afirmou que ela pode responder processo por incitação à violência e discriminação”, disse Rafael Prado, estudante do quarto ano de Direito. “Os professores estão usando o caso para alertar os alunos sobre os limites da internet. É capaz até de as aulas de Direito Eletrônico ficarem mais animadas”, brincou o estudante.



Ameaças e preconceitos

A Segurança da FMU também está em alerta. Para evitar que a jovem sofra qualquer tipo de hostilidade caso volte às aulas, os seguranças passam pela sala 203 na hora da entrada, do intervalo e na saída. Numa dessas rondas, a reportagem do iG foi flagrada dentro da sala de aula, ouvindo os colegas da jovem na hora do intervalo. Ao convidar o repórter a se retirar da faculdade, um dos seguranças disse que os responsáveis pela segurança estão em alerta total porque um jovem de origem nordestina invadiu a universidade da última quarta, ameaçando agredir Mayara. “A sorte é que ela não tem vindo às aulas”, disse um dos seguranças.

O pai de Mayara afirma que o episódio causou muitos problemas para a família. Além de assunto entre a maioria dos jovens de Bragança, uma das irmãs de Mayara tem sido alvo de críticas e comentários preconceituosos na faculdade onde estuda, em Bragança. A jovem confessou ao pai que alguns professores também têm destratado a moça em virtude do episódio. “Gostaria que as pessoas não confundissem as coisas por causa de um sobrenome. A Mayara tem 21 anos e responde por seus atos. O que ela fez foi muito grave, mas nós, familiares, só podemos lamentar e ajudá-la a se livrar desse preconceito ruim”, avalia o pai. “Os que confundem as coisas, incorrem num erro ainda mais grave que o da minha filha”, sentencia.


Desculpas da família

Antonino Petruso soube pelo iG que a filha não está frequentando a faculdade. Com problemas de visão que o impedem de dirigir, o empresário deve viajar a São Paulo no final de semana com uma das filhas para encontrar a filha e tentar orientá-la.

A Procuradoria Regional da República de São Paulo já solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) que abra investigação contra Mayara. O processo foi encaminhado para a procuradora Melissa Garcia Blagitz Abreu e Silva, do Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos).

O pai da jovem promete contratar um advogado para ajudar a filha, mas ressalta que a jovem terá que responder por seus atos. “Preconceito é um crime inaceitável. Se ela fez isso mesmo, terá que pagar. Como pai, peço apenas desculpas aos nordestinos, do fundo do meu coração. Amo o Nordeste e todos os nordestinos merecem o meu respeito”, declarou Antonino Petruso.


Lá fora

O caso chegou a repercutir na imprensa internacional. O site do jornal britânico  publicou reportagem do seu correspondente no Brasil a respeito do assunto. A matéria diz que se a jovem for condenada pela Justiça, poderá pegar uma pena de dois a cinco anos de prisão por racismo. Ou então, de três a seis meses - ou multa - por incitar o assassinato na internet.
O jornal britânico também lembrou a diversidade étnica do Brasil e afirmou que os metiços formam a grande maioria da população brasileira.


Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/pai+da+estudante+processada+por+discriminacao+se+diz+envergonhado/n1237820606679.html

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Xenófoba Daniella Lindner na mira da Justiça

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Por Rui Zilnet

A catarinense Daniella Lindner, que no último domingo disparou mensagens ofensivas e discriminatórias contra o PT, nordestinos, nortistas e presidente eleita, pelo twitter, já está sendo alvo de investigação e providências pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. Lindner atuou como secretária, na 48a Seção, da 89a Zona Eleitoral, em Blumenau, nas eleições deste ano.

Após denúncia enviada por e-mail à Corregedoria do TRE-SC, na última quarta-feira, dia 3, o caso foi acolhido e encaminhado imediatamente ao Procurador daquele Tribunal para que sejam adotadas as medidas necessárias. As mensagens postadas por Lindner no twiter foram as seguintes:

“Eu vo dormi pq amanha eu tenho que ralar pro #PT me roubar e dar pros #bolsatudo do norte e nordeste –“

“Que Páis é esse? ..É a porra do BRASIL! ...onde nordestino acha que é gente! ... É só olhar pra ver que eu sou do #SUL!”

"Eu to mais preocupada com o futuro do que com o feminismo... MAS QUE SE FODA SE ELA É A PRIMEIRA MULHER.. - - pra mim ela é o primeiro fantoche!"

Agora, o que se espera da Justiça é que pessoas como Daniella Lindner e Mayara Petrusco, que usam os sites de relacionamentos sociais da Internet para discriminar pessoas e incitar a violência não fiquem impunes.


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Os perigos da soberba

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Por Mauro Santayana
Transcrito do Jornal do Brasil


Se o homem é a sua circunstância, a circunstância de José Serra é São Paulo. É conhecido o orgulho do grande estado, com desenvolvimento econômico que supera o de numerosos países europeus, sua cultura cosmopolita, e a oportunidade de realização pessoal de muitos dos que procuram ali a sua sorte. Todas essas qualidades do povo de São Paulo distanciam o estado do resto do país. Talvez por isso mesmo, as suas elites, ressalvadas as exceções, não saibam exatamente o que é o Brasil. Para isso, teriam que aceitá-lo. Da Avenida Paulista se vê melhor a City e a Place de la Bourse; seus telefones chamam mais Hong Kong e Shangai do que Aracaju e São Gabriel da Cachoeira. É provável que não seja exatamente assim, mas muitos paulistas dão ao resto do Brasil a impressão de que se sentem incomodados com a companhia dos demais estados.

Ainda agora estamos assistindo a uma dolorosa e inusitada campanha racista na internet, a partir de São Paulo, contra os nordestinos, a propósito da grande vitória de Dilma na região, embora os resultados eleitorais demonstrem que ela teria sido vitoriosa, mesmo que as eleições só ocorressem fora do Nordeste. A campanha ressuscita os fantasmas de 32, ao pregar, criminosamente, o separatismo. Esqueçamos, a fim de não turbar o raciocínio, a verdade de que São Paulo não se fez só: a inteligência, o trabalho e mesmo o capital dos demais brasileiros e dos imigrantes europeus ajudaram a erguer a sua economia.

Como a circunstância de José Serra é a que apontamos, temos a explicação para o desastrado pronunciamento que fez, diante da derrota. Faltou-lhe, naquele momento, a elegância que se espera dos grandes homens. Ele desdenhou o esforço feito – e reconhecido em todo o país – por Aécio, simplesmente ignorando-o. Agora, os mineiros se sentem outra vez afrontados.

Como Jânio, Serra falou em “forças terríveis”, anunciou, com suas metáforas, que continua candidato, falou em trincheiras, afirmou que o povo “não quis que fosse agora” e despediu-se com um “até breve”.

Alguns estão atribuindo a Aécio a derrota de Serra, embora o ex-governador de Minas tenha constrangido grande parte dos mineiros, ao solicitar votos a favor de quem os desdenhara, ao recusar a disputa democrática com Aécio junto às bases do PSDB. Aécio pode ter perdoado a Serra a aleivosia, mas os mineiros, não. E não se esqueça que Dilma nasceu em Belo Horizonte.

Espera-se que, passados os dias mais amargos do malogro eleitoral, José Serra recobrará a serenidade e entenderá que a sua biografia pode encerrar-se, sem nenhum desdouro, mesmo que não chegue à Presidência. Ele prestou assinalados serviços ao país, como líder estudantil, parlamentar e ministro da Saúde, e particularmente a São Paulo, como prefeito e governador, não obstante sua cumplicidade nas privatizações e na abertura do mercado financeiro. Para que volte a candidatar-se, é preciso que se dedique a conhecer realmente o Brasil. Conhecer não é visitar uma cidade ou outra, por algumas horas. É aceitar sua humanidade, ler os seus escritores, assimilar a fantástica sabedoria do povo, enfim, participar de seus sonhos, solidarizar-se e comover-se com seus sofrimentos – enfim, integrar-se em sua realidade.

É injusto reduzir o problema federativo brasileiro a um conflito entre Minas e São Paulo. Se São Paulo se orgulha em destacar-se do Brasil pela sua pujança econômica, Minas integra o todo brasileiro com alegria e sem qualquer constrangimento. Minas é o centro-oeste na margem esquerda do São Francisco; é o Nordeste nas duas margens do Jequitinhonha e na fronteira setentrional com a Bahia; é quase atlântica na Zona da Mata e no baixo Rio Doce. O conflito é entre a parcela mais soberba das elites paulistas e o resto do país.







Fonte: Jornal do Brasil - http://www.jblog.com.br/politica.php?itemid=24344
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lula e o preconceito dos poderosos

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Discriminação a nordestinos não é privilégio de Mayara Petrusco

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Rui Zilnet


O foco sobre a prática de xenofobia, que tomou conta do twitter desde o último domingo, recaiu sobre Mayara Petrusco, jovem da classe média alta de São Paulo, desviando a atenção sobre outras pessoas que também cometeram o mesmo crime neste período. Mas xenofobia não é privilégio de Petrusco.






Na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, Daniella Lindner - @Dannymiguxas – também jogou pesado contra os nordestinos e petistas. No twitter de Lindner, que já não existe, ela ataca primeiro contra o PT: “Eu vo dormi pq amanha eu tenho que ralar pro #PT me roubar e dar pros #bolsatudo do norte e nordeste –“

E o ataque continua contra os nordestinos: “Que Páis é esse? ..É a porra do BRASIL! ...onde nordestino acha que é gente! ... É só olhar pra ver que eu sou do #SUL!”

Ataca também a presidente eleita, Dilma Rousseff: "Eu to mais preocupada com o futuro do que com o feminismo... MAS QUE SE FODA SE ELA É A PRIMEIRA MULHER.. - - pra mim ela é o primeiro fantoche!"






Para Daniella Lindner, o PT rouba e nordestino acha que é gente [http://twitpic.com/32uy3c], além de menosprezar o Brasil como nação, enaltecendo o Sul, desfazendo da presidente, chamando-a de fantoche.

Daniella Lindner atuou como secretária da 48ª Seção, da 89ª Zona Eleitoral, em Blumenau. O fato foi denunciado ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina.

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Poste ameaça cair em Santa Teresa


Rui Zilnet

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Santa Teresa é um bairro histórico localizado numa colina no Centro do Rio de Janeiro,  proporcionando aos visitantes e moradores um dos cenários mais pitorescos da Cidade Maravilhosa. Suas ruas estreitas são recortadas pelos trilhos do bonde elétrico que ainda circula, sendo o transporte preferido pelos turistas do mundo inteiro.

O bairro, que surgiu no século XVIII, no entorno do Convento de Santa Teresa, construído naquela época, possui uma associação de moradores atuante, mas enfrenta problemas de infraestrutura e esquecimento de órgãos da administração e de serviços públicos.

Um dos problemas mais graves no bairro, que é visível a todos, diz respeito à conservação da rede elétrica. Constantemente o bairro sofre apagões provocados pela queda de postes, que servem de sustentação aos cabos de eletricidade, telefonia e do fio trólei do bonde, principalmente em dias de tempestades.

A queda dos postes, além de causar a falta de energia, impede o trânsito de veículos particulares e de transporte coletivo, provocando grandes transtornos e prejuízos à população.

A foto mostra um poste de ferro fundido, totalmente seccionado, apoiado sobre a sua própria base e equilibrado pelos fios e uma marquise do prédio localizado na Rua Almirante Alexandrino número 306. Este poste, que ameaça cair há muito tempo, está em lugar muito visível e provocando riscos a pedestres e veículos que circulam pelo local, podendo causar, inclusive, a morte de alguém. 


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Democracia Tucana

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Escrito por Luiz de Carvalho, no site da CUT

No início de outubro, em um Congresso Nacional esvaziado enquanto o Brasil discute as eleições, o Projeto de Lei (PL) 84/99 do senador Eduardo Azeredo, do PSDB de José Serra, foi aprovado em duas comissões na Câmara.

Também conhecido como “AI-5 digital”, uma referência ao Ato Institucional nº 5 que o regime militar baixou em 1968 para fechar o parlamento e acabar com a liberdade de expressão, o PL permite violar os direitos civis, transfere para a sociedade a responsabilidade sobre a segurança na internet que deveria ser das empresas e ataca a inclusão digital.


O projeto de Azeredo passa também a tratar como crime sujeito a prisão de até três anos a transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação. Isso pode incluir desde baixar músicas até a mera citação de trechos de uma matéria em um blog.


Conheça os principais pontos do projeto do Azeredo.


1. Quebra de sigilo
Ironicamente, o PL do parlamentar ligado ao partido que se diz vítima de uma suposta quebra de sigilo nas eleições, determina que os dados dos internautas possam ser divulgados ao Ministério Público ou à polícia sem a necessidade de uma ordem judicial. Na prática, será possível quebrar o sigilo de qualquer pessoa sem autorização da Justiça, ao contrário do que diz a Constituição.


2. Internet para ricos
Azeredo quer ainda que os provedores de acesso à Internet e de conteúdo (serviços de e-mail , publicadores de blog e o Google) guardem o registro de toda a navegação de cada usuário por três anos, com a origem, a hora e a data da conexão.


Além de exemplo de violação à privacidade, o projeto deixa claro: para os tucanos, internet é para quem pode pagar, já que nas redes sem fio que algumas cidades já estão implementando para aumentar a inclusão digital, várias pessoas navegam com o mesmo número de IP (o endereço na internet).


3. Ajudinha aos banqueiros –
Um dos argumentos do deputado ficha suja reeleito em 2010 – responde a ação penal por peculato e lavagem ou ocultação de bem –, é que o rastreamento das pessoas que utilizam a internet ajudará a acabar com as fraudes bancárias. Seria mais eficaz que os bancos fossem obrigados a adotar uma assinatura digital nas transações para todos os clientes. Mas, isso geraria mais custos aos bancos e o parlamentar não quer se indispor com eles.

O que acontece agora?
Atualmente, o “PL Azeredo” tramita na Câmara de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara e aguarda a posição do relator Júlio Semeghini, do PSDB-RJ.


A má notícia é que foi esse deputado que garantiu, em outubro de 2009, que o projeto aguardaria o desenrolar dos debates para seguir tramitando. Mas, Semeghini fez o contrário do prometido e tocou o projeto adiante.


Com a provável aprovação, a última alternativa para evitar que vire lei e acabe com a democracia digital no Brasil será o veto do próximo presidente.

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OAB representa na Justiça contra discriminação a nordestinos

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A seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) entra hoje, na Justiça de São Paulo, com representação criminal contra a onda de ataques aos nordestinos divulgada pelo Twitter após o resultado da eleição.

No domingo à noite, usuários da rede de microblogs começaram a postar mensagens ofensivas ao Nordeste contra a vitória de Dilma Rousseff, relacionando o resultado à boa votação de Dilma na região. A representação da OAB-PE é contra a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo, uma das que teriam iniciado os ataques. Segundo o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, Mayara deve responder por crime de racismo (pena de dois a cinco anos de prisão, mais multa) e incitação pública de prática de crime (cuja pena é detenção de três a seis meses, ou multa), no caso, homicídio. Entre as mensagens postadas pela universitária, há frases como: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

"São mensagens absolutamente preconceituosas. Além disso, é inadmissível que uma estudante de Direito tenha atitudes contrárias à função social da sua profissão. Como alguém com esse comportamento vai se tornar um profissional que precisa defender a Justiça e os direitos humanos?", diz Mariano.

Em julho deste ano, a seção pernambucana da Ordem já havia prestado queixa à Polícia Federal contra pelo menos dez usuários do Twitter, por mensagens ofensivas aos nordestinos após as enchentes na região.

"Essas redes sociais são meios de comunicação de alcance nacional, e crimes que ocorram nelas são de ordem federal. São ofensas que atingem todos os nordestinos, existe um direito difuso aí sendo desrespeitado", completa Mariano.

No domingo, usuários do Twitter insatisfeitos com a vitória de Dilma postaram frases como "Tinham que separar o Nordeste e os bolsas vadio do Brasil" e "Construindo câmara de gás no Nordeste matando geral". Como reação, outros usuários passaram a gerar mensagens com "#orgulhodesernordestino", hashtag que ficou entre os primeiros lugares no ranking mundial no Twitter.


Fonte: Diário do Nordeste – 3/11/2010


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Onda de discriminação pela internet

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Rui Zilnet

Terminadas as eleições, a alegria de sentir que o processo democrático avança e as classes sócio-econômicas mais baixas conquistam um pouco mais de respeito e dignidade como seres humanos. Entretanto, a constatação de que há muito a fazer, pois o preconceito por etnia, sexo, gênero, classe social e pensamento, além de muito acentuado, ainda é questão muito séria e preocupante no Brasil.

Nos dois primeiros dias após as eleições, o que presenciamos foi uma avalanche de mensagens discriminatórias contra os nordestinos, pobres e negros, transmitidas pela internet. Para um país com a história de tantas lutas por liberdade como o nosso, isto é inaceitável.

Agora, já não se tratam de divergências ideológicas. É o caráter das pessoas que fica em evidência. O racismo, a xenofobia, a homofobia, a discriminação aos trabalhadores que produzem o bem estar para todos, principalmente para os de classes sociais privilegiadas, não tem justificativa, tampouco pode ser aceitável.

Os autores das mensagens, na sua maioria, são jovens de classe média alta e cursando universidade, oriundos das regiões Sul e Sudeste do país. O conteúdo nazi-facista dos scraps daria inveja a Hitler. Esta onda de discriminação contra nordestinos, gays, pobres, ciganos, sem-teto, sem-terra, precisa acabar. Isto é muito triste e perigoso.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Discurso de Serra ofende mulheres

Mulheres reagem a pedido de Serra para convencer pretendentes

Correio do Brasil - 28/10/2010 21:04,  Por Redação, do Rio de Janeiro


O candidato tucano, José Serra, gerou uma nova onda de protestos na internet, no início da noite desta quinta-feira, por parte das mulheres que se sentiram ofendidas com o pedido do candidato, feito no encerramento do discurso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para uma plateia de cabos eleitorais e convidados. Ele apelou para que para as “meninas bonitas” busquem convencer os seus pretendentes masculinos a votar nele, principalmente na internet.

– Quero me concentrar agora no que vamos fazer até domingo. Temos que não apenas votar, temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado – argumentou o candidato.

Segundo o candidato tucano, mulheres bonitas têm mais condições de cabalar votos para a aliança da direita.

– Se é menina bonita, tem que ganhar 15 (votos). É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45 – completou.

A proposta caiu mal para as mulheres brasileiras que, no Twitter, alçaram o primeiro lugar nos trends (assuntos mais debatidos nas redes sociais) nacionais e terceiro lugar, em nível mundial, com as mensagens de protesto contra o candidato.

“Sou mineira e bonita, mas não tenho tenho vocação pra trabalho de bordel”, escreveu @fiz_mesmo, seguida de @velvetinha: “Credo, o Serra é antigo, que ideia mais triste, gente. Ele imagina as meninas coqueteando para ganhar votos. Perai, vou ali vomitar”.

Os protestos foram rastreados pela tag #serracafetao, que chegou ao terceiro lugar em nível mundial, no início da noite. O internauta @emrsn ponderou que “por muito menos o Ciro foi mega desacreditado pela imprensa”, e @purafor pergunta se esta seria uma proposta do candidato para se criar “um bordel a nível nacional”. Enquanto isso, @rodrigonc, que não deve passar dos 14 anos, aproveita para entrar na discussão, “só avisando às meninas bonitas do Twitter: podem me mandar DM (mensagem direta, na tradução do inglês) que a gente já pode negociar esse voto”.

O internauta @luisfelipesilva acirra o debate ao constatar que “não tem profissão mais ingrata do que ser marketeiro do Serra, haja gafe…”, mas coube à internauta @alessandra_st colocar o tom do protesto: “Serra desvaloriza a mulher e subestima eleitorado feminino em MG”, concluiu.


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O texto acima foi transcrito do site CORREIO DO BRASIL

http://correiodobrasil.com.br/mulheres-reagem-a-pedido-de-serra-para-convencer-pretendentes/188507/?sms_ss=facebook&at_xt=4cca19b250e03ccd%2C0

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Carta do Pedro Bial

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Esta semana circulou na rede uma carta de Pedro Bial que aborda o tema das eleições presidenciais deste ano. No texto, o jornalista da Globo demonstra seu caráter, valor profissional e honestidade. Por isso resolvi transcrevê-lo aqui:

Carta do Pedro Bial


"O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que “um filho seu não foge à luta”. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golp...es militares da desgraçada hist...ória brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, “colocaram o rabinho entre as pernas” e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena. Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa. Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora. Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes!"

Pedro Bial, jornalista.*

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sábado, 9 de outubro de 2010

Demissão da colunista do Estadão

Transcrito do site Observatório da Imprensa.



"A última coluna da psicanalista

Por Luciano Martins Costa em 8/10/2010
Comentário para o programa radiofônico do OI, 8/10/2010


O Estado de S.Paulo finalmente publica, na edição de sexta-feira (8/10), cartas de leitores contrariados com o afastamento da psicanalista Maria Rita Kehl, que escrevia aos sábados no caderno chamado "C2+Música".

Textos sobre o assunto vinham pontuando na internet, em geral acusando o jornal de haver demitido a colunista por haver escrito um artigo no qual falava sobre eleições e a favor do atual governo.

A resposta oficial do Estadão, assinada pelo diretor de Conteúdo Ricardo Gandour, é que a colunista foi afastada num processo "natural" de substituições que vem ocorrendo no jornal. E que não se trata de censura. No entanto, o diretor do jornalão paulista deixa claro que andava contrariado, desde semanas antes, pelo fato de que Maria Rita Kehl vinha escrevendo sobre política, comportamento de eleitores e campanha eleitoral.

Há preconceito

Na justificativa publicada na sexta-feira, ao pé das cartas de leitores, o jornal diz que "o projeto original do caderno ‘C2+Música’ é ter aos sábados um espaço para a psicanálise, mas não era esse o enfoque que Maria Rita Kehl vinha dando à coluna". Ora, o jornal parece ignorar que em psicanálise os temas são quase sempre tratados indiretamente, buscando interpretações da realidade muitas vezes através de metáforas.

Na última coluna, publicada no sábado, dia 2, véspera das eleições em primeiro turno, a psicanalista tratou das correntes de mensagens na internet que procuram desqualificar os votos dos mais pobres, dizendo que são vagabundos porque, segundo esses missivistas, preferem viver do Bolsa Família do que procurar emprego.

Esse renitente preconceito, que realmente faz parte dos bordões mais conservadores das eleições desde 2006, não deveria ser considerado assunto estranho a uma psicanalista. Mas acontece que Maria Rita Kehl defende publicamente o Bolsa Família, o que deve ter desagradado a alguns próceres do Estadão.

O fato de o jornal haver publicado a última coluna, justamente essa que aborda a questão do preconceito de classes, não alivia a percepção geral de que houve, sim, um viés político a precipitar o afastamento da colunista. Principalmente porque em nenhum outro espaço o jornal se permitiu discutir o tema tratado por ela em sua derradeira colaboração: existe, de fato, esse preconceito, que viceja na internet e foi estimulado pela imprensa.

Ausência notada

É fato facilmente comprovável, principalmente pelos observadores que têm a mania de colecionar editoriais, artigos e manchetes de jornais e revistas, que a imprensa tradicional, majoritariamente, passou os últimos anos, até muito recentemente, demonizando as políticas sociais do atual governo.

O governo anterior também produziu políticas semelhantes, embora de menor alcance, quase todas idealizadas e conduzidas pela falecida ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Este observador teve a oportunidade de assistir uma conferência de Dona Ruth na Universidade Berkeley, nos Estados Unidos, sobre seus programas sociais, que foi entusiasticamente aplaudida pela platéia de professores e estudantes americanos.

O trabalho de Ruth Cardoso não foi tratado com o mesmo preconceito. Foi simplesmente ignorado por aqui, embora aplaudido internacionalmente. Ela nunca mereceu da imprensa brasileira o devido reconhecimento. Seria o mesmo preconceito?

Foram inúmeros os editoriais, artigos e reportagens tentando desqualificar o Bolsa Família. Houve em São Paulo, nos últimos cinco anos, pelo menos três seminários técnicos sobre avaliação de resultados econômicos dos programas sociais de transferência de renda, todos organizados pelo Instituto Itaú Social, do Banco Itaú. Em todas essas ocasiões, demonstrou-se que tais programas produzem resultados econômicos consideráveis, e não apenas no Brasil, mas também em países como México, Índia e Colômbia.

Este observador compareceu a todos esses seminários. Nunca encontrou por lá nenhum diretor de jornal ou revista. Apenas em um deles, ocorrido em 2006, apareceu o editor de Economia do Estadão, que se confessou completamente alheio ao assunto.

Evidências à vista

O artigo que encerrou a carreira de Maria Rita Kehl no Estadão falava de preconceitos e de uma luta de classes dissimulada cujos fragores podem ser percebidos em correntes na internet.

Mas essa luta de classes também está presente na chamada grande imprensa, nos artigos de profissionais referendados por lustrosos títulos acadêmicos, nos quais se condena liminarmente qualquer política pública que procure resgatar a desigualdade que prejudica os brasileiros de pele escura e os programas sociais de transferência de renda.

Com tantas evidências, fica difícil justificar o afastamento de uma colunista que discorda dessa linha editorial."




Fonte: Observatório da Imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=610IMQ009
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ao povo brasileiro

O site da Revista Carta Capital publicou, nesta terça-feira, manifesto de conceituados juristas brasileiros em defesa do presidente Lula, o qual transcrevo abaixo.


Juristas respondem a manifesto contra o presidente Lula
Redação Carta Capital

28 de setembro de 2010 às 10:06h

O acirramento da disputa eleitoral nos últimos dias provocou manifestos de diversos tipos e setores da sociedade. O mais recente, “Carta ao Povo Brasileiro”, é assinado por juristas, advogados e professores. A carta é uma resposta à lançada na semana passada por outro grupo ligado ao Direito – o “Manifesto em Defesa da Democracia”.

Assinado por personalidades como o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o jurista Dalmo Dallari, o texto defende o presidente Lula das acusações de autoritarismo: “Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude”.

Leia a íntegra do manifesto:


“Carta ao Povo Brasileiro

Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato.

Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência.

Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer críticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, e qualquer cidadão.

O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: “Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver”.

Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.

ADRIANO PILATTI – Professor da PUC-Rio

AIRTON SEELAENDER – Professor da UFSC

ALESSANDRO OCTAVIANI – Professor da USP

ALEXANDRE DA MAIA – Professor da UFPE

ALYSSON LEANDRO MASCARO – Professor da USP

ARTUR STAMFORD – Professor da UFPE

CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO – Professor Emérito da PUC-SP

CEZAR BRITTO – Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB

CELSO SANCHEZ VILARDI – Advogado

CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO – Advogado, Conselheiro Federal da OAB e
Professor da UFF

DALMO DE ABREU DALLARI – Professor Emérito da USP

DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO – Professor da UFRJ

DIOGO R. COUTINHO – Professor da USP

ENZO BELLO – Professor da UFF

FÁBIO LEITE – Professor da PUC-Rio

FELIPE SANTA CRUZ – Advogado e Presidente da CAARJ

FERNANDO FACURY SCAFF – Professor da UFPA e da USP

FLÁVIO CROCCE CAETANO – Professor da PUC-SP

FRANCISCO GUIMARAENS – Professor da PUC-Rio

GILBERTO BERCOVICI – Professor Titular da USP

GISELE CITTADINO – Professora da PUC-Rio

GUSTAVO FERREIRA SANTOS – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

GUSTAVO JUST – Professor da UFPE

HENRIQUE MAUES – Advogado e ex-Presidente do IAB

HOMERO JUNGER MAFRA – Advogado e Presidente da OAB-ES

IGOR TAMASAUSKAS – Advogado

JARBAS VASCONCELOS – Advogado e Presidente da OAB-PA

JAYME BENVENUTO – Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da
Universidade Católica de Pernambuco

JOÃO MAURÍCIO ADEODATO – Professor Titular da UFPE

JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

JOSÉ DIOGO BASTOS NETO – Advogado e ex-Presidente da Associação dos
Advogados de São Paulo

JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO – Professor Titular do Mackenzie

LENIO LUIZ STRECK – Professor Titular da UNISINOS

LUCIANA GRASSANO – Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE

LUÍS FERNANDO MASSONETTO – Professor da USP

LUÍS GUILHERME VIEIRA – Advogado

LUIZ ARMANDO BADIN – Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça

LUIZ EDSON FACHIN – Professor Titular da UFPR

MARCELLO OLIVEIRA – Professor da PUC-Rio

MARCELO CATTONI – Professor da UFMG

MARCELO LABANCA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco

MÁRCIA NINA BERNARDES – Professora da PUC-Rio

MARCIO THOMAZ BASTOS – Advogado

MARCIO VASCONCELLOS DINIZ – Professor e Vice-Diretor da Faculdade de
Direito da UFC

MARCOS CHIAPARINI – Advogado

MARIO DE ANDRADE MACIEIRA – Advogado e Presidente da OAB-MA

MÁRIO G. SCHAPIRO – Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário

MARTONIO MONT’ALVERNE BARRETO LIMA – Procurador-Geral do Município de Fortaleza e Professor da UNIFOR

MILTON JORDÃO – Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR

PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR

PIERPAOLO CRUZ BOTTINI – Professor da USP

RAYMUNDO JULIANO FEITOSA – Professor da UFPE

REGINA COELI SOARES – Professora da PUC-Rio

RICARDO MARCELO FONSECA – Professor e Diretor da Faculdade de Direito da UFPR

RICARDO PEREIRA LIRA – Professor Emérito da UERJ

ROBERTO CALDAS – Advogado

ROGÉRIO FAVRETO – ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

RONALDO CRAMER – Professor da PUC-Rio

SERGIO RENAULT – Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA – Professor Titular da USP

THULA RAFAELLA PIRES – Professora da PUC-Rio

WADIH NEMER DAMOUS FILHO – Advogado e Presidente da OAB-RJ

WALBER MOURA AGRA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco”


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Fonte: Este documento foi transcrito do site da Revista Carta Capital - http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/juristas-e-advogados-respondem-a-manifesto-contra-o-presidente-lula

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Peru do Padre

Normalmente não abro mensagens repassadas, tampouco futilidades que chegam em toneladas por e-mail.
Mas, sempre que estou disposto, seleciono algumas espirituosas.
Esta, que transcrevo abaixo, me foi enviada por uma amiga.


O PERU DO PADRE

O vigário de um vilarejo tinha um peru como mascote, o Valente. 
Certo dia, o peru Valente desapareceu, e ele achou que alguém o havia roubado.
 
No dia seguinte, na missa, o vigário perguntou à congregação: 
-Algum de vocês aqui tem um peru? 
Todos os homens se levantaram.
 
-Não, não, disse o vigário, não foi isso que eu quis dizer. 
-O que eu quero saber é se algum de vocês viu um peru? 
Todas as mulheres se levantaram..
 
-Não, não, repetiu o vigário... o que eu quero dizer é se algum de vocês viu um peru que não lhes pertence. 
Metade das mulheres se levantou.
 
- Não, não, disse o vigário novamente muito atrapalhado.

-Talvez eu possa formular melhor a pergunta:

-O que eu quero saber é se algum de vocês viu o meu peru?

Todas as freiras se levantaram.

......

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hilário

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Hoje, por decisão judicial, a prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Matheus, foi afastada do cargo.

Agora, quem está à frente da Prefeitura de Campos é o presidente da Câmara de Vereadores, irmão do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.

Parece até piada, mas não é.

É hilário! 

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bullying

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Texto de Rubem Alves

Eu fui vítima dele. Por causa dele, odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas, eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho. Mas eles não convidavam nem a gorda nem a magricela. "Bullying" é o nome dele. Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares, mas nunca pensei sobre as dores que alunos infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todos os jovens são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis."Bullying." Fica o nome em inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que "bullying" diz. "Bully" é o valentão: um menino que, por sua força e sua alma deformada pelo sadismo, tem prazer em bater nos mais fracos e intimidá-los. Vez por outra, crianças e adolescentes têm desentendimentos e brigam. São brigas que têm uma razão. São acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois delas, os briguentos podem fazer as pazes e se tornar amigos de novo. Isso nada tem a ver com "bullying". No "bullying", um indivíduo - o valentão - ou um grupo escolhe a vítima que vai ser seu "saco de pancadas". A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles "não vão com a cara" da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender, a brincadeira não teria graça.

A vítima é uma peteca: todos batem nela e ela vai de um lado para outro sem reagir. Pode-se fazer uma sociologia do "bullying" porque ele envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda. Até) agora, tenho usado o artigo masculino, mas o "bullying" não é) monopólio dos meninos. As meninas também usam outros tipos de força que não a dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar ainda pior a violência dos colegas. Ela está condenada ? solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio.

A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra, ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte. Na maioria dos casos, o "bullying" não se manifesta por meio de agressão física, mas por meio de agressão verbal e de atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos. Aprendemos com os animais. Um ratinho preso numa gaiola absorve a informação rapidamente. Uma alavanca lhe dá comida. Outra alavanca produz choques. Depois de dois choques, o ratinho não mais tocará a alavanca que produz choques. Mas tocará a alavanca da comida sempre que tiver fome. As experiências de dor produzem afastamento. O ratinho continuará a não tocar a alavanca que produz choque ainda que os psicólogos que fazem o experimento tenham desligado o choque e tenham ligado a alavanca comida.

Experiências de dor bloqueiam o desejo de explorar. O fato é que o mundo do ratinho ficou ordenado. Ele sabe o que fazer. Imaginem, agora, que uns psicólogos sádicos resolvam submeter o ratinho a uma experiência de horror: ele levará choques em lugares e momentos imprevistos ainda que não toque em nada. O ratinho está perdido. Ele não tem formas de organizar o seu mundo. Não há nada que ele possa fazer. Seus desejos, imagino, seriam dois. Primeiro: destruir a gaiola, se pudesse, e fugir. Isso não sendo possível, ele optaria pelo suicídio.

Edimar era um jovem tímido de 18 anos que vivia na cidade de Taiúva, no Estado de São Paulo. Seus colegas fizeram-no motivo de chacota porque ele era muito gordo. Puseram-lhe os apelidos de "gordo", "mongolóide", "elefante cor-de-rosa" e "vinagrão", por tomar vinagre de maçã todos os dias, no seu esforço para emagrecer. No dia 27 de janeiro de 2003, ele entrou na escola armado e atirou contra seis alunos, uma professora e o zelador, matando-se a seguir.

Luis Antônio era um garoto de 11 anos. Mudando-se de Natal para Recife por causa do seu sotaque, passou a ser objeto da violência de colegas. Batiam nele, empurravam-no, davam-lhe murros e chutes. Na manhã do dia fatídico, antes do início das aulas, apanhou de alguns meninos que o ameaçaram com a "hora da saída". Por volta das 10h30, saiu correndo da escola e nunca mais foi visto. Um corpo com características semelhantes ao dele, em estado de putrefação, foi conduzido ao IML (Instituto Médico Legal) para perícia.

Achei que seria próprio falar sobre o "bullying" na seqüência do meu artigo sobre o tato que se iniciou com: "O tato é o sentido que marca, no corpo, a divisa entre os deuses Eros, do amor, e Tânatos, da morte. É por meio do tato que o amor se realiza. É no lugar do tato que a tortura acontece". O "bullying é) a forma escolar da tortura.


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ficha limpa... Ficha suja...

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Uma coisa é certa, ficha limpa ou ficha suja, em nada mudará o plano político nacional.
A questão é cultural, para não dizer (i)moral.
Eu não acredito que os brasileiros já tenham esquecido os escândalos em que esteve envolvido Paulo Maluf, de São Paulo. E ai?!... o que aconteceu com ele?...
Agora, só falta o novo “jurista” Fernandinho Beira-Mar assumir algum cargo público, exercendo-o de onde está. Sim, porque no Brasil tudo é possível.
O grupinho político brasileiro é muito unido. É só show.
E o povão, aplaude. Gosta.
Pra que mudanças?!

Tenha a santa paciência....
Acho que estou mesmo é ficando velho rabugento...

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Joãozinho e Dilma


 Diariamente recebo dezenas de textos em minha caixa de mensagens. A maioria lixo, mas alguns interessantes. Veja este, enviado por um amigo de Natal (RN):


Joãozinho e Dilma

Dilma foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhada de uma comitiva.

Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo (se eleita), disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:

- Qual é o seu nome, meu filho?

- Paulinho.

- E qual é a sua pergunta?

- Eu tenho três perguntas. A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?" A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?" E a terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?".

Dilma fica desnorteada, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ela aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.

Após o recreio, Dilma diz:

- OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

- Pode perguntar, meu filho.

- Como é seu nome?

- Joãozinho, e tenho cinco perguntas: A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?". A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?". A terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?". A quarta é "Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?". A quinta é... "Cadê o Paulinho??”.

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Comuna Que Pariu

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Nesta terça-feira de carnaval, l6, a partir das 15 horas, na Rua Álvaro Alvim, na Cinelândia, concentração do sugestivo bloco “Comuna que Pariu” e roda de samba apoteótica, com a presença de bambas. Integrantes de uma das forças políticas que participam da campanha do Sindipetro pela soberania do petróleo, a Juventude do PC do B elegeu como enredo “O Petróleo Tem Que Ser Nosso”. Independente de cor partidária, os organizadores convidam a todos que abraçam esta luta.

Para quem não conhece Rio de Janeiro, a Cinelândia está localizada no coração da cidade. Ao longo de muitas décadas é o local preferido pelos batutas do samba. Nas mesas dos seus muitos bares, alguns centenários, nascem grandes composições. É nosso dever prestigiar o que ainda nos resta de bom.

O Petróleo é Nosso!

O Samba é Nosso!

Salve o Carnaval e os foliões!
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Passagens mais caras

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 No último fim de semana, as passagens de ônibus tiveram seus preços majorados no município do Rio de Janeiro. Santa Tereza, Bairro de Fátima e Catumbi, localizados no Centro do Rio, são as linhas mais caras. Além de serem curtíssimas, são servidas por micro-ônibus, sem cobrador mas as tarifas são iguais às linhas com percursos maiores que 50 quilômetros.

Um morador de Santa Tereza, que demora cerca de 10 minutos para chegar do centro ao bairro ou vice-versa, paga os mesmos R$ 2,35 de quem leva cerca de duas horas ou mais para chegar a Bangu, Realengo, Santa Cruz e outros bairros com linhas de longo percurso. Desta maneira, os passageiros das linhas de pequeno percurso, acabam subsidiando os preços das passagens das linhas de longo percurso.

Já não seria hora de alguém tomar alguma providência em relação a este disparate?
Cadê os senhores vereadores? Eles não foram eleitos pela população para oferecer soluções aos problemas?
Não caberia a eles uma providência imediata contra este abuso? É absurdo o lucro alcançado pelos empresários do transporte coletivo, sobretudo quando se trata de linhas que atendem em grande parte a população operária pobre, de baixa renda. As associações de moradores também deveriam se manifestar.
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Espírito de Porco

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Parece brincadeira, mas não é.

Só pode ser coisa de espírito de porco.

No último domingo, à noite, ao passar sob os Arcos da Lapa, no centro do Rio, aproveitei para aliviar a bexiga num daqueles sanitários químicos que a prefeitura disponibilizou no local.

Na primeira cabine que tentei entrar, quase vomitei. Pois, um infeliz cagou sobre a tampa do vaso sanitário. Isso mesmo cagou. Estava lá aquele monte de merda na tampa do assento. Não serei hipócrita, descrevendo de outra forma. Não direi, com falsos pudores, “fez coco”.

Um sujeito que faz uma merda destas não merece viver no meio de gente, nem de animais. Até porque, os animais são muito cuidadosos na hora de fazer suas necessidades fisiológicas.

Também não vou xingar o cara de filho-da-puta, porque as putas não têm culpa de tamanha cagada.

É um infeliz mesmo. Recalcado.

Espírito de Porco!
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Acusações levianas

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Há sempre aquele dia em que melhor seria não sair de casa. Para mim, este dia foi na última sexta-feira. Veja só, por volta das 10 horas da manhã, quando me dirigia ao ponto do bonde, no Largo dos Guimarães, sob um sol intenso, eu procurava caminhar por onde houvesse alguma proteção de sombra. Na altura da última curva, antes do largo, atravessei a rua em busca de sombra. Imediatamente após ter passado para a calçada do lado oposto, um veículo parou ao meu lado e o motorista me interpelou, querendo saber se eu trabalhava ali. Eu, ingênua e cordialmente, atendi ao sujeito, lhe respondendo que não trabalhava naquele local, mas era morador do bairro. Foi aí que veio a bomba. Fui advertido severamente pelo indivíduo, de que era proibido jogar lixo naquele local. Sinceramente, como a coisa foi de supetão, não entendi nada. E o carro saiu sem me dar tempo de reagir e defender-me, dando-lhe uma boa resposta.

Meus  amigos, até agora não consegui digerir tal acusação. Eu havia acabado de atravessar a rua e o tal carro surgiu como se do nada. Mas a história não pára por aqui. Continuei meu trajeto. Embarquei no bonde e fui em busca do meu destino, o hospital do Fundão. Por lá permaneci uma grande parte da sexta-feira, pois, tinha uma consulta agendada. Depois do atendimento médico, no vai-e-vem das marcações e buscas por resultados de exames, quando voltava do laboratório de patologia, no sub-solo do Hospital Universitário Clementino Fraga, no Fundão, ao embarcar no elevador, pedi ao ascensorista para que me deixasse no primeiro andar. O sujeito me respondeu, atravessado, que não pararia no primeiro andar. Questionei e expus a minha condição, ao que o elemento reconsiderou, mas dizendo que me quebraria o galho. Disse isso mesmo: “desta vez vou te quebrar o galho”. Mais uma vêz fui tomado pela indignação. Eu e ou qualquer outra pessoa que não vai a um hospital ou qualquer órgão público que seja, atrás de quebra-galho. O cidadão vai em busca de um atendimento digno. O elevador, em qualquer prédio, seja público ou privado, existe para transportar as pessoas, independentemente do andar a qual se dirige.

Mas continuei minha rotina normal dos compromissos no hospital. Depois de concluído tudo o que tinha a fazer, aquela situação do elevador continuava atravessada na garganta. Voltei ao sub-solo e fui ao posto de chefia do serviço de elevadores, onde uma senhora muito educada e gentil, ouviu minha queixa, prometeu providências e me colocou num elevador de volta ao primeiro andar.

Outro dia, também, passei por situação constrangedora, num ônibus que faz a linha Santa Tereza/Central do Brasil, quando ao desembarcar, uma maluca cuspiu pela janela do coletivo,  olhou para a minha cara e lascou: “Tá me encarando por quê? Vou chamar a polícia. Isto é assédio.” A coisa aconteceu tão rápido, que não tive tempo de pensar para esboçar qualquer reação, o que, até, acho, foi melhor. Numa situação destas, o melhor mesmo é engolir seco.

Mas, acredite, a mulher era um canhão. Qualquer pessoa de bom senso, jamais perderia seu tempo em olhar para uma coisa daquelas. Acho até que por este fato, da feiúra tão acentuada,  a intenção dela só poderia mesmo ser de chamar a atenção ou, talvez, me achacar. Depois, conversando com algumas pessoas do bairro sobre o ocorrido, fiquei sabendo que não fui a primeira vítima desta maluca.

Mas, acreditem, estas coisas não me fazem gostar menos da cidade onde vivo, tampouco do bairro onde moro. Nem tudo é perfeito, mas o Rio de Janeiro continua sendo a Cidade Maravilhosa. A melhor cidade do mundo. Estas pessoas, se assim devemos considerar, passam por aqui, a cidade continua. E, tenho certeza, um dia será melhor.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião do Rio de Janeiro

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Nesta quarta-feira, 20 de janeiro, é a data que os cariocas festejam o seu santo padroeiro: São Sebastião. Mas, para a imprensa do Rio de Janeiro, o que interessa mesmo é vender a imagem da desgraça. Neste dia festivo, nos principais jornais da cidade, noticias de crimes, atentados, enfim..., a desgraça humana. Como se não houvesse espaço para o acontecimento de coisas boas num lugar de pessoas tão alegres. E é essa a imagem que os veículos da mídia passa para o mundo inteiro e o mundo compra.

Só quem viaja, vai para outras cidades, outros estados ou países, sabe o quanto o “Rio de Janeiro é violento”. As pessoas acreditam no que está escrito nos jornais. Pior é que a maioria dos jornalistas que trabalham nas redações dos jornais do Rio são cariocas. Porque será que menosprezam tanto a cidade em que nasceram? Porque não mostram, também, o lado bom da cidade e do seu povo honesto e trabalhador e alegre?

Pois é, mas hoje é dia de São Sebastião, deste Rio de Janeiro maravilhoso, que tem tantas coisas maravilhosas para mostrar. Esta cidade me acolheu ainda no início da minha adolescência, há cerca de 50 anos, e só me proporcionou coisas boas. Venha para o Rio. Venha conferir. Aqui existe, sim, a violência que existe em qualquer lugar onde há desigualdade social.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Angra recebe doações para desabrigados

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Na semana em que completa 508 anos, Angra vive uma triste realidade. Ontem mais dois corpos de vítimas do desmoronamento da pousada na Ilha grande foram encontrados, totalizando 52 o número de mortos das tragédias ocorridas nos últimos dias no município.

No Rio, o prefeito Tuca Jordão se reune hoje com o governador Sérgio Cabral e o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão para apresentar um Relatório de Avaliação de Danos, descrevendo as obras necessárias para recuperação do município. Os desmoronamentos e enchentes ocorridos em Angra, nos últimos dias, já afetaram cerca de 2 mil pessoas.

A primeira-dama do município, Alessandra Jordão, está à frente de uma campanha de doações às vítimas desalojadas e desabrigadas. As doações em dinheiro devem ser feitas para a conta: Prefeitura de Angra / calamidade pública – Banco do Brasil - Agência 0460-X – Conta Corrente 74500-6 – CNPJ 29.172.467/0001-09. Telefones para informações sobre doações: (24) 3367-8107 e (24) 9999-6314. Posto de entrega de doações: CEAV – Colégio Estadual Artur Vargas – Rua Coronel Carvalho 232, Centro de Angra dos Reis.
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