domingo, 30 de novembro de 2008

Ausência

O
Amigos,

Devido a um acidente de trânsito, do qual minha filha Fabíola foi vítima no último dia 16, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, não estarei atualizando este blog por algum tempo.
O

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Vitória

O
Com a vitória de Obama para o governo dos EUA, as especulações são muitas, principalmente no mercado financeiro. Mas uma coisa é certa, não se trata somente de simbolismo essa vitória. Obama já começa a sacudir o mundo, principalmente quando anuncia que um de seus primeiros atos à frente do governo americano será o fechamento da prisão de Guantánamo, localizada em território cubano. É a vitória dos Direitos Humanos.
O

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Fusão

O
Passadas as eleições municipais, no Brasil, os holofotes mundiais se voltam para as eleições presidenciais dos EUA, nesta terça-feira, com Obama despontando como favorito a ocupar a cadeira de Bush.

Espera-se que, com um negro eleito presidente dos Estados Unidos, muita coisa haverá de mudar no planeta. Porém, isso não passa de mera expectativa.

A crise no mercado financeiro mundial também é pauta que não tem faltado na mídia mundial. Mas a grande novidade de hoje, nas manchetes dos principais jornais brasileiros, é a fusão dos bancos Itaú e Unibanco, tornando o maior conclomerado financeiro da América Latina, pois, pelo que circula nos bastidores, Unibanco e Real já teriam se unido e o Santander também estaria integrado ao grupo.

O

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Marionetes

O
O cartunista Chico, do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, traduz com muita clareza e humor que lhe é característico o resultado das eleições municipais nos três maiores colégios eleitorais do país. A charge, na primeira página do jornal carioca de hoje (29), mostra um quadro de marionetes, onde os personagens principais são os governadores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e seus fantoches (os prefeitos eleitos nas capitais desses estados).

Prabéns Chico!

O

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Parcerias

O
Ao analisar as promessas e parcerias anunciadas pelo novo prefeito eleito do Rio de Janeiro, fica muito claro que o governo de Eduardo Paes será tão autoritário ou até mais do que o do atual César Maia. O que se pode esperar de um prefeito eleito que não pensa em parcerias com a população que o elegeu? Pelo menos, até agora em seus discursos, não houve qualquer demonstração nesse sentido.

É bom lembrar que César Maia simplesmente atropelou o Plano Diretor Decenal de 1992 e o Estatuto da Cidade, instrumentos de caráter participativo com a reforma urbana. Com essa atitude de Maia, fica comprovado o quanto ele esteve descomprometido com os problemas que envolvem a cidade do Rio de Janeiro durante todo o tempo que esteve à frente da Prefeitura.

Com seu autoritarismo, a partir de 1993 Maia excluiu a participação popular no Plano Diretor do Município, desmontando totalmente a estrutura de planejamento municipal, com a extinção de órgãos e secretarias que tratavam do planejamento urbano. Com conivência da Câmara Municipal, o Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR, foi totalmente descaracterizado em sua composição e as entidades participantes passaram a ser indicadas pelo prefeito. A gestão urbana de Maia flui em sintonia com os interesses exclusivos dos setores econômicos e imobiliários.

Até agora, Paes não sinalizou de forma alguma que será diferente de Maia. Em seus discursos como prefeito eleito, não mencionou qualquer verbete relacionado ao Plano Diretor do Município. Muda-se o prefeito, mas a metodologia continua a mesma. No entanto, espera-se que, ao lado do novo prefeito eleito, apareça alguém com lucidez e dignidade suficientes para lembrá-lo de que a participação popular é necessária para a concretização da verdadeira gestão democrática.

Não adiantam promessas de bondade com as comunidades carentes, quando na verdade não passam de puro engodo. Para que se prove o contrário, o novo prefeito já deveria ir pensando seriamente no asunto "Plano Diretor Participativo", antes de adotar qualquer medida de forma intempestiva, simplesmente para mostrar serviço, seguindo os passos desastrosos do atual governo do estado.

- O que é o Plano Diretor?

O Plano Diretor é uma exigência da Constituição Federal, confirmado pela Lei 10257/2001 - Estatuto da Cidade. É uma Lei Municipal aprovada pela Câmara de Vereadores e o principal instrumento de definição da política urbana, que deve orientar as políticas e programas para o desenvolvimento e funcionamento da cidade.

É somente através das práticas definidas pelo plano diretor que poderão ser garantidas habitação de qualidade, hospitais, postos de saúde, escolas, transporte e demais equipamentos para que todos possam morar, trabalhar e viver com dignidade.

Em todo o país, estão formados os núcleos estaduais do "Plano Diretor Participativo", inclusive no Rio de Janeiro, que está em funcionamento desde abril de 2005.

O

Promessas de político

O
- Você acredita em promessas de político?
- Eu não!

E por falar nesse assunto, no texto anterior (ontem) destaquei o fato de Eduardo Paes ter entre suas metas, a contratação exclusiva de servidores de carreira para ocupar cargos em comissão. Pensa que acreditei? Pois, não me surpreende a manchete da primeira página do jornal O Globo "Paes descumpre promessa e já abre governo a partidos". Isso já era de se esperar.

O

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Promessas de campanha

O
Bem, há quem diga que, com o resultado do segundo turno das eleições o Rio de Janeiro ficou dividido. Pois acho que não. Mas, o que interessa agora é que o novo prefeito está eleito e, portanto, já sabemos que será Eduardo Paes quem governará a cidade maravilhosa a partir do dia 1 de janeiro de 2009. Entre suas promessas de campanha, uma das que mais me chamou a atenção foi a de que os cargos em comissão da prefeitura serão preenchidos apenas por funcionários de carreira. Acho muito difícil que seja cumprida, mas não deixa de ser um bom propósito.

Que o Rio de Janeiro tem sérios problemas com os setores de Educação, Saúde, Transportes e todos os demais, assim como o novo prefeito eleito sabe, todos nós também sabemos. O que o prefeito eleito parece que não sabe é que a população precisa ser consultada sobre o que o que é bom ou o que não é para ela; sobre o que quer ou que não quer. Não adianta ficar adotando medidas emergenciais, tapando buracos. As medidas precisam ser planejadas com o conhecimento e participação da sociedade civil, caso contrário, ficaremos sempre andando no mesmo lugar, como marionetes.

Nas entrevistas coletivas concedidas após o término da apuração dos votos, Eduardo Paes anuncia parcerias com o governo do estado, governo federal, entre outras, para colocar em ação suas promessas de campanha, mas parece que não sabe que a principal parceria que deve ser feita, é com a população que o elegeu. Sem essa, dificilmente conseguirá fazer alguma coisa boa para a cidade.

Esperamos que o novo prefeito acorde para o planejamento de longo prazo da cidade do Rio de Janeiro, para que os políticos que o sucedam dêem continuidade às vontades da sociedade civil e não apenas ao favorecimento dos interesses de grupos políticos, pois, só desta forma acreditamos que haverá solução para os problemas crônicos que envolvem nossa cidade.
O

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Leilão de cargos

O
O leilão de cargos públicos em troca de apoios é prática considerada normal nos meios políticos, principalmente na cidade e no estado do Rio de Janeiro. Veja só: às vésperas das eleições, vários foram os amigos que tentaram me convencer a votar nesse ou naquele político, justamente pelas vantagens que eles poderiam me oferecer.

Quem como eu não aceita tal prática, por considerá-la imoral, desonesta, nojenta, além de ser extremamente danosa à sociedade por favorecer pequenos grupos poderosos, é considerado tolo.

Segundo Rui Barbosa, "(..) de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."

O

Censura

O
Absurda a censura imposta ao poeta e professor de literatura Oswaldo Martins Teixeira, pela “Escola Parque”, no Rio de Janeiro, ao demiti-lo por adotar livros considerados inadequados por alguns pais de alunos do estabelecimento de ensino.

Atitudes como esta, de censura explícita, ao impedir a informação de temas básicos para a formação da cidadania, como a sexualidade, revelam o quão hipócrita é a nossa sociedade.
O

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Eleições

O
Terminada a primeira fase das eleições municipais deste ano, para felicidade dos cariocas, o bispo não conseguiu chegar entre os que disputam o segundo turno para a prefeitura do Rio de Janeiro. Isso foi uma grande vitória. Ja pensou, uma cidade com a diversidade cultural como a nossa, sendo governada por um bispo da Igreja Universal? Agora, resta-nos aguardar para avaliar as propostas de Gabeira e Eduardo Paes e decidir em quem votar no segundo turno.

Quanto aos vereadores eleitos, sem grandes comentários, ganha quem possui uma boa estrutura assistencialista, prova disso são as vereadoras mais votadas do Rio, Lucinha Lins (68799 votos), que vai para o quarto mandato e Rosa Fernandes (64259 votos), que vai para o quinto mandato. Ambas têm suas bases eleitorais em centros sociais localizados em regiões de populações pobres do Rio de Janeiro.
O

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Em quem votar?

O
Pois é meus amigos, neste domingo temos eleições municipais em todo o Brasil. Acredito que, em algumas cidades pequenas do nosso país, ainda se encontre alguém em que se possa confiar e que vá representar, verdadeiramente, os interesses comunitários, na câmara ou prefeitura. Porém, em metrópoles como a cidade do Rio de Janeiro, onde miséria e ganância correm paralelamente em alta velocidade, torna-se muito difícil acreditar que algum político, após eleito, vá se dedicar em busca de soluções efetivas para qualquer tipo de problema que envolva o município.

Há dois dias do pleito, eis a grande questão: "em quem votar?"
O

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Abusos do Poder Econômico

O
Na última quarta-feira, acompanhando a greve dos bancários, no Rio de Janeiro, presenciei uma ação absurda de abuso do poder econômico. Alguns banqueiros, não satisfeito em entrar na justiça comum, com ação de interdito proibitório, para impedir seus funcionários de aderir à greve, colocaram um verdadeiro batalhão de advogados para abrir agências, coagindo os empregados a manter as casas abertas.

Em uma agência do Banco Real, no centro do Rio, depois que os bancários fecharam suas portas por duas vezes, o patrão, inconformado com a insistência dos grevistas, mandou um batalhão formado por cerca de dez advogados para abri-la novamente, numa verdadeira manifestação de arbítrio e abuso do poder econômico.

Algumas horas antes, nesta mesma agência, funcionários reclamavam que estavam sendo coagidos pelos advogados.

Já seria hora da classe produtiva deste país se rebelar de forma incisiva contra este estado de coisas, deixando de se submeter ao jugo da exploração dos patrões.

o

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Vaidade

O
A vaidade é um dos temas mais complexos e mais mal tratados da nossa psicologia contemporânea. Conceitualmente, é o desejo erótico de alguém atrair a admiração sobre si, aparecer, demonstrar posicionamento social. Entretanto, o orgulho por inteligência, intelectualidade e poder econômico, são as piores formas de manifestação.

Uma demonstração muito comum de vaidade, é quando o sujeito tem algum dinheiro ou alguma posse e, por isso, se acredita o senhor do mundo, dominador da história, da sociedade e do poder. Mesmo que seja devido ao acaso, a vitória financeira do sujeito determina a prova da verdade de suas idéias e da sabedoria de suas preferências.

O sujeito vaidoso torna-se tão idiota, que perde totalmente a noção do ridículo, sendo capaz de homenagear a si próprio, cortejando, alimentando e fortalecendo seus inimigos, que o elogiam pela frente e o escarnecem pelas costas.

“A vaidade cega a sabedoria, deformando a alegria e a tristeza.” (Matias Aires)
O

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Vaidade

o
Há muito tempo venho me preparando para escrever um texto sobre este tema, a "vaidade". É tema complexo e interessante. Ainda não desisti da idéia. Continuo me preparando com material de pesquisa e análise de comportamento. Qualquer dia desses conseguirei publicá-lo. Serão vários capítulos, com certeza!

Mas uma coisa já posso afirmar: Cuidado, a vaidade pode ser uma arma muito perigosa!

o

Maconha

o
“O maior risco para o usuário de maconha é julgar que não está correndo perigo”


Maconha é o nome atribuído à planta Cannabis Sativa no Brasil. Seu princípio ativo é o delta-9-Tetrahidrocanabionol (THC), presente no óleo que recobre os brotos das plantas fêmeas. Se desenvolve em climas tropicais e temperados, sendo cultivada ao ar livre ou em estufas em várias partes do mundo. Normalmente as folhas e flores são fumadas ou ingeridas. Desde a antiguidade foi utilizada como remédio, porém, atualmente causa controvérsias na medicina.

A maconha cultivada atualmente difere muito da erva cultivada no passado, aumentando radicalmente seus efeitos nocivos. Com o propósito de potencializar seus efeitos, o homem vem fazendo uma seleção natural da Cannabis Sativa. As variedades naturais de hoje são pelo menos 5 vezes mais potentes que a maconha de 1970 (ElSohly, M.A., and Ross, S.A. Quartely report: Potency monitoring project. Novembro 2002).

No último século, processos como a clonagem e a alteração genética vem sendo usados, criando variedade de maconha com altas taxas de reprodução, desenvolvimento acelerado e quantidades de canabinóides muito maiores do que as encontradas na natureza. No Brasil se atribui o nome genérico de Skunk a estas plantas modificadas.

A maconha pertence à classe das drogas perturbadoras. É uma droga capaz de alterar a percepção do usuário e conseqüentemente o seu julgamento.

Principais efeitos no ser humano:

Os efeitos da maconha diferem de indivíduo para indivíduo, mas, em geral, o uso acarreta alterações do pensamento, memória, atenção e humor, perda da noção de tempo e espaço e ilusões visuais e auditivas (distorções na percepção de objetos reais).

O pensamento fica lento e a associação de idéias menos coerente, tendendo a mudanças de assunto ou a incapacidade de articular pensamento com a mesma facilidade habitual. O humor pode variar de um estado eufórico, marcado por risos sem motivos, fala solta e sensação de bem-estar, a sintomas de mal-estar psíquico, como tristeza, sensação de pânico e perda do controle (medo de enlouquecer). Há um aumento exagerado do apetite, voltado principalmente para o consumo de carboidratos (“larica”).

Motivos para não usar:

- O uso freqüente pode causar baixa no sistema imunológico;
- O alcatrão liberado na queima da maconha é altamente cancerígeno;
- O usuário habitual apresenta alterações na parede da traquéia e nos brônquios, além de sofrer de bronquite crônica com maior freqüência que os fumantes de cigarros;
- O uso em grandes quantidades e por longos períodos pode deixar o indivíduo menos concentrado, sem objetividade e dosmotivado (síndrome amotivacional);
- Diminui a memória de curto prazo, fenômeno que ocorre durante o consumo em usuários ocasionais, tornando-se constante em usuários crônicos;
- Acontece aumento da ansiedade e tensão com possíveis sintomas físicos (taquicardia, sudorese e tremores);
- Pode ocorrer ataques de pânico em usuários sensíveis ou em altas doses.
- Causa dor de cabeça, tontura e confusão mental;
- Ocorre maior freqüência de paranóia;
- Aumenta o risco de acidentes pela perda da coordenação motora;
- As drogas perturbadoras podem precipitar transtornos mentais em pessoas com pré-disposição. A maconha é particularmente perigosa para esquizofrênicos, dificultando o tratamento e diminuindo sensivelmente a qualidade de vida do indivíduo;
- Estudos recentes demonstram que a Cannabis pode reduzir a testosterona em até 50-60%. Situações de infertilidade, impotência, problemas menstruais, diminuição da libido e da satisfação sexual são encontrados em usuários crônicos da maconha;

“O consumidor de drogas ilícitas contribui consideravelmente para a produção da violência gerada pelo tráfico, que fatalmente pode atingir qualquer um de nós”.


Fonte: Prevenção à dependência química da Prefeitura do Rio de Janeiro.

o

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Guarda Municipal Armada

o
Hilária, absurda, enfim, qualquer que seja a qualificação atribuída à intenção de um candidato à Prefeitura do Rio, de apresentar como proposta de sua campanha, aos eleitores, de armar a Guarda Municipal.

A justificativa para tal proposta é o atrativo de investimentos para o Rio. Pode?

O que acho mesmo é que o cara está querendo só aparecer. Aliás, pelo que conheço dele, é o que mais gosta de fazer. É daquele tipo que quando vê uma câmera de tv ou fotografia já vai logo mostrando os dentes. O mais puro papagaio-de-pirata.

O pior é que, com essas propostas absurdas, sem o mínimo comprometimento comunitário, candidatos desse tipo acabam angariando votos e admiradores. Com isso, quem perde cada vez mais é a cidade e sua população.

o

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Favelão na Lapa


Alguma situações que somos obrigados a conviver, são de causar estranheza e indignação. Não dá para entender porque os agentes fiscalizadores dos órgãos públicos não conseguem visualizar os delitos cometidos contra o patrimônio público que qualquer cidadão comum consegue ver. E, se vêem, porque não tomam providências para que as infrações não se perpetuem?

Minha indignação aqui, desta vez, é contra a agressão a um dos cartões postais da Cidade do Rio de Janeiro mais divulgado no mundo inteiro, a Lapa. Na calçada em frente a casa de shows Asa Branca, localizada na Rua da Lapa 17, encontra-se estacionado um enorme grupo gerador de energia
(ao lado da porta principal de acesso à casa), camuflado com vasos de plantas ornamentais, para geração da energia elétrica do estabelecimento, que teve o fornecimento interrompido pela Light, por falta de pagamento das contas, há mais de um ano. Ninguém vê nada. Ninguém faz nada. Por quê?

O equipamento não é pequeno, faz barulho e fumaça. A aparência do local está como a de um favelão. Alguns já estão até chamando de “O Favelão do Recarey”.

Cadê os órgãos fiscalizadores das posturas municipais?

Tem alguma coisa errada aí. Isso tem!
O

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Concurso às vésperas das eleições

o
Me causa entranhesa a divulgação do edital, pela Prefeitura do Rio, para concurso que oferece mil vagas de guardas municipais, justamente em período que precede às eleições municipais deste ano.

As inscrições vão do dia 19 de agosto a 7 de setembro.

O que me causa maior estranhesa ainda, é que o único questionamento oficial sobre o concurso é do Ministério Público do Trabalho, que questiona requisitos considerados discriminatórios, como portadores de necessidades especiais.

Eis a questão maior: Porque este concurso agora, além se de ser às vésperas do pleito municipal, também é fim de governo ?

o

quinta-feira, 17 de julho de 2008

"Canalhas"

o
Em entrevista à Folha de São Paulo, publicada na última quarta-feira, dia 16, com chamada em destaque na primeira página, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, taxa de canalhas quem critica a "Segurança" no Rio de Janeiro.

Infelizmente, o que temos constatado, principalmente nos últimos dias, é que a polícia, que deveria estar nos oferecendo segurança, está nos causando pânico. A grande verdade é que a polícia do Rio de Janeiro está matando muita gente inocente. Isso está ocorrendo todos os dias. E não é só gente pobre não. O último a morrer, há dois ou três dias, foi um empresário.

Não há comentário a fazer. É simplesmente lastimável o que ocorre.

o

quarta-feira, 9 de julho de 2008

"Segurança"

O

A questão que envolve instituições repressoras para promover segurança pública, tais como as polícias militares ou qualquer tipo de milícia, é sempre muito polêmica, e o assunto sempre vem à tona quando ocorre alguma tragédia. Principalmente quando a polícia mata pessoas inocentes. E isso, em grandes cidades, ocorre todo dia.

Quando é que a população vai entender que não é polícia ou qualquer sistema repressor que promove segurança pública?

Para que se chegue a um entendimento, é necessário que se faça dois questionamentos básicos:

1 - Contra quem a repressão é sempre utilizada?
2 - Em benefício de quem a repressão é sempre utilizada?

A resposta é muito simples:

A repressão é sempre utilizada contra os mais pobres, sempre em benefício dos que têm melhores condições de vida.
A população que compõe as classes mais favorecidas precisa entender que, para que se sintam seguras, é necessário que os mais pobres também tenham oportunidades de vida digna.
O