terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ao povo brasileiro

O site da Revista Carta Capital publicou, nesta terça-feira, manifesto de conceituados juristas brasileiros em defesa do presidente Lula, o qual transcrevo abaixo.


Juristas respondem a manifesto contra o presidente Lula
Redação Carta Capital

28 de setembro de 2010 às 10:06h

O acirramento da disputa eleitoral nos últimos dias provocou manifestos de diversos tipos e setores da sociedade. O mais recente, “Carta ao Povo Brasileiro”, é assinado por juristas, advogados e professores. A carta é uma resposta à lançada na semana passada por outro grupo ligado ao Direito – o “Manifesto em Defesa da Democracia”.

Assinado por personalidades como o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o jurista Dalmo Dallari, o texto defende o presidente Lula das acusações de autoritarismo: “Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude”.

Leia a íntegra do manifesto:


“Carta ao Povo Brasileiro

Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato.

Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência.

Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer críticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, e qualquer cidadão.

O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: “Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver”.

Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.

ADRIANO PILATTI – Professor da PUC-Rio

AIRTON SEELAENDER – Professor da UFSC

ALESSANDRO OCTAVIANI – Professor da USP

ALEXANDRE DA MAIA – Professor da UFPE

ALYSSON LEANDRO MASCARO – Professor da USP

ARTUR STAMFORD – Professor da UFPE

CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO – Professor Emérito da PUC-SP

CEZAR BRITTO – Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB

CELSO SANCHEZ VILARDI – Advogado

CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO – Advogado, Conselheiro Federal da OAB e
Professor da UFF

DALMO DE ABREU DALLARI – Professor Emérito da USP

DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO – Professor da UFRJ

DIOGO R. COUTINHO – Professor da USP

ENZO BELLO – Professor da UFF

FÁBIO LEITE – Professor da PUC-Rio

FELIPE SANTA CRUZ – Advogado e Presidente da CAARJ

FERNANDO FACURY SCAFF – Professor da UFPA e da USP

FLÁVIO CROCCE CAETANO – Professor da PUC-SP

FRANCISCO GUIMARAENS – Professor da PUC-Rio

GILBERTO BERCOVICI – Professor Titular da USP

GISELE CITTADINO – Professora da PUC-Rio

GUSTAVO FERREIRA SANTOS – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

GUSTAVO JUST – Professor da UFPE

HENRIQUE MAUES – Advogado e ex-Presidente do IAB

HOMERO JUNGER MAFRA – Advogado e Presidente da OAB-ES

IGOR TAMASAUSKAS – Advogado

JARBAS VASCONCELOS – Advogado e Presidente da OAB-PA

JAYME BENVENUTO – Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da
Universidade Católica de Pernambuco

JOÃO MAURÍCIO ADEODATO – Professor Titular da UFPE

JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA – Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

JOSÉ DIOGO BASTOS NETO – Advogado e ex-Presidente da Associação dos
Advogados de São Paulo

JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO – Professor Titular do Mackenzie

LENIO LUIZ STRECK – Professor Titular da UNISINOS

LUCIANA GRASSANO – Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE

LUÍS FERNANDO MASSONETTO – Professor da USP

LUÍS GUILHERME VIEIRA – Advogado

LUIZ ARMANDO BADIN – Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça

LUIZ EDSON FACHIN – Professor Titular da UFPR

MARCELLO OLIVEIRA – Professor da PUC-Rio

MARCELO CATTONI – Professor da UFMG

MARCELO LABANCA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco

MÁRCIA NINA BERNARDES – Professora da PUC-Rio

MARCIO THOMAZ BASTOS – Advogado

MARCIO VASCONCELLOS DINIZ – Professor e Vice-Diretor da Faculdade de
Direito da UFC

MARCOS CHIAPARINI – Advogado

MARIO DE ANDRADE MACIEIRA – Advogado e Presidente da OAB-MA

MÁRIO G. SCHAPIRO – Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário

MARTONIO MONT’ALVERNE BARRETO LIMA – Procurador-Geral do Município de Fortaleza e Professor da UNIFOR

MILTON JORDÃO – Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR

PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE – Professor da UFC e da UNIFOR

PIERPAOLO CRUZ BOTTINI – Professor da USP

RAYMUNDO JULIANO FEITOSA – Professor da UFPE

REGINA COELI SOARES – Professora da PUC-Rio

RICARDO MARCELO FONSECA – Professor e Diretor da Faculdade de Direito da UFPR

RICARDO PEREIRA LIRA – Professor Emérito da UERJ

ROBERTO CALDAS – Advogado

ROGÉRIO FAVRETO – ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

RONALDO CRAMER – Professor da PUC-Rio

SERGIO RENAULT – Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA – Professor Titular da USP

THULA RAFAELLA PIRES – Professora da PUC-Rio

WADIH NEMER DAMOUS FILHO – Advogado e Presidente da OAB-RJ

WALBER MOURA AGRA – Professor da Universidade Católica de Pernambuco”


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Fonte: Este documento foi transcrito do site da Revista Carta Capital - http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/juristas-e-advogados-respondem-a-manifesto-contra-o-presidente-lula

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Peru do Padre

Normalmente não abro mensagens repassadas, tampouco futilidades que chegam em toneladas por e-mail.
Mas, sempre que estou disposto, seleciono algumas espirituosas.
Esta, que transcrevo abaixo, me foi enviada por uma amiga.


O PERU DO PADRE

O vigário de um vilarejo tinha um peru como mascote, o Valente. 
Certo dia, o peru Valente desapareceu, e ele achou que alguém o havia roubado.
 
No dia seguinte, na missa, o vigário perguntou à congregação: 
-Algum de vocês aqui tem um peru? 
Todos os homens se levantaram.
 
-Não, não, disse o vigário, não foi isso que eu quis dizer. 
-O que eu quero saber é se algum de vocês viu um peru? 
Todas as mulheres se levantaram..
 
-Não, não, repetiu o vigário... o que eu quero dizer é se algum de vocês viu um peru que não lhes pertence. 
Metade das mulheres se levantou.
 
- Não, não, disse o vigário novamente muito atrapalhado.

-Talvez eu possa formular melhor a pergunta:

-O que eu quero saber é se algum de vocês viu o meu peru?

Todas as freiras se levantaram.

......

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hilário

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Hoje, por decisão judicial, a prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Matheus, foi afastada do cargo.

Agora, quem está à frente da Prefeitura de Campos é o presidente da Câmara de Vereadores, irmão do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.

Parece até piada, mas não é.

É hilário! 

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bullying

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Texto de Rubem Alves

Eu fui vítima dele. Por causa dele, odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas, eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho. Mas eles não convidavam nem a gorda nem a magricela. "Bullying" é o nome dele. Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares, mas nunca pensei sobre as dores que alunos infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todos os jovens são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis."Bullying." Fica o nome em inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que "bullying" diz. "Bully" é o valentão: um menino que, por sua força e sua alma deformada pelo sadismo, tem prazer em bater nos mais fracos e intimidá-los. Vez por outra, crianças e adolescentes têm desentendimentos e brigam. São brigas que têm uma razão. São acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois delas, os briguentos podem fazer as pazes e se tornar amigos de novo. Isso nada tem a ver com "bullying". No "bullying", um indivíduo - o valentão - ou um grupo escolhe a vítima que vai ser seu "saco de pancadas". A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles "não vão com a cara" da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender, a brincadeira não teria graça.

A vítima é uma peteca: todos batem nela e ela vai de um lado para outro sem reagir. Pode-se fazer uma sociologia do "bullying" porque ele envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda. Até) agora, tenho usado o artigo masculino, mas o "bullying" não é) monopólio dos meninos. As meninas também usam outros tipos de força que não a dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar ainda pior a violência dos colegas. Ela está condenada ? solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio.

A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra, ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte. Na maioria dos casos, o "bullying" não se manifesta por meio de agressão física, mas por meio de agressão verbal e de atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos. Aprendemos com os animais. Um ratinho preso numa gaiola absorve a informação rapidamente. Uma alavanca lhe dá comida. Outra alavanca produz choques. Depois de dois choques, o ratinho não mais tocará a alavanca que produz choques. Mas tocará a alavanca da comida sempre que tiver fome. As experiências de dor produzem afastamento. O ratinho continuará a não tocar a alavanca que produz choque ainda que os psicólogos que fazem o experimento tenham desligado o choque e tenham ligado a alavanca comida.

Experiências de dor bloqueiam o desejo de explorar. O fato é que o mundo do ratinho ficou ordenado. Ele sabe o que fazer. Imaginem, agora, que uns psicólogos sádicos resolvam submeter o ratinho a uma experiência de horror: ele levará choques em lugares e momentos imprevistos ainda que não toque em nada. O ratinho está perdido. Ele não tem formas de organizar o seu mundo. Não há nada que ele possa fazer. Seus desejos, imagino, seriam dois. Primeiro: destruir a gaiola, se pudesse, e fugir. Isso não sendo possível, ele optaria pelo suicídio.

Edimar era um jovem tímido de 18 anos que vivia na cidade de Taiúva, no Estado de São Paulo. Seus colegas fizeram-no motivo de chacota porque ele era muito gordo. Puseram-lhe os apelidos de "gordo", "mongolóide", "elefante cor-de-rosa" e "vinagrão", por tomar vinagre de maçã todos os dias, no seu esforço para emagrecer. No dia 27 de janeiro de 2003, ele entrou na escola armado e atirou contra seis alunos, uma professora e o zelador, matando-se a seguir.

Luis Antônio era um garoto de 11 anos. Mudando-se de Natal para Recife por causa do seu sotaque, passou a ser objeto da violência de colegas. Batiam nele, empurravam-no, davam-lhe murros e chutes. Na manhã do dia fatídico, antes do início das aulas, apanhou de alguns meninos que o ameaçaram com a "hora da saída". Por volta das 10h30, saiu correndo da escola e nunca mais foi visto. Um corpo com características semelhantes ao dele, em estado de putrefação, foi conduzido ao IML (Instituto Médico Legal) para perícia.

Achei que seria próprio falar sobre o "bullying" na seqüência do meu artigo sobre o tato que se iniciou com: "O tato é o sentido que marca, no corpo, a divisa entre os deuses Eros, do amor, e Tânatos, da morte. É por meio do tato que o amor se realiza. É no lugar do tato que a tortura acontece". O "bullying é) a forma escolar da tortura.


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ficha limpa... Ficha suja...

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Uma coisa é certa, ficha limpa ou ficha suja, em nada mudará o plano político nacional.
A questão é cultural, para não dizer (i)moral.
Eu não acredito que os brasileiros já tenham esquecido os escândalos em que esteve envolvido Paulo Maluf, de São Paulo. E ai?!... o que aconteceu com ele?...
Agora, só falta o novo “jurista” Fernandinho Beira-Mar assumir algum cargo público, exercendo-o de onde está. Sim, porque no Brasil tudo é possível.
O grupinho político brasileiro é muito unido. É só show.
E o povão, aplaude. Gosta.
Pra que mudanças?!

Tenha a santa paciência....
Acho que estou mesmo é ficando velho rabugento...

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Joãozinho e Dilma


 Diariamente recebo dezenas de textos em minha caixa de mensagens. A maioria lixo, mas alguns interessantes. Veja este, enviado por um amigo de Natal (RN):


Joãozinho e Dilma

Dilma foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhada de uma comitiva.

Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo (se eleita), disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:

- Qual é o seu nome, meu filho?

- Paulinho.

- E qual é a sua pergunta?

- Eu tenho três perguntas. A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?" A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?" E a terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?".

Dilma fica desnorteada, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ela aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.

Após o recreio, Dilma diz:

- OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

- Pode perguntar, meu filho.

- Como é seu nome?

- Joãozinho, e tenho cinco perguntas: A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?". A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?". A terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?". A quarta é "Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?". A quinta é... "Cadê o Paulinho??”.

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Comuna Que Pariu

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Nesta terça-feira de carnaval, l6, a partir das 15 horas, na Rua Álvaro Alvim, na Cinelândia, concentração do sugestivo bloco “Comuna que Pariu” e roda de samba apoteótica, com a presença de bambas. Integrantes de uma das forças políticas que participam da campanha do Sindipetro pela soberania do petróleo, a Juventude do PC do B elegeu como enredo “O Petróleo Tem Que Ser Nosso”. Independente de cor partidária, os organizadores convidam a todos que abraçam esta luta.

Para quem não conhece Rio de Janeiro, a Cinelândia está localizada no coração da cidade. Ao longo de muitas décadas é o local preferido pelos batutas do samba. Nas mesas dos seus muitos bares, alguns centenários, nascem grandes composições. É nosso dever prestigiar o que ainda nos resta de bom.

O Petróleo é Nosso!

O Samba é Nosso!

Salve o Carnaval e os foliões!
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Passagens mais caras

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 No último fim de semana, as passagens de ônibus tiveram seus preços majorados no município do Rio de Janeiro. Santa Tereza, Bairro de Fátima e Catumbi, localizados no Centro do Rio, são as linhas mais caras. Além de serem curtíssimas, são servidas por micro-ônibus, sem cobrador mas as tarifas são iguais às linhas com percursos maiores que 50 quilômetros.

Um morador de Santa Tereza, que demora cerca de 10 minutos para chegar do centro ao bairro ou vice-versa, paga os mesmos R$ 2,35 de quem leva cerca de duas horas ou mais para chegar a Bangu, Realengo, Santa Cruz e outros bairros com linhas de longo percurso. Desta maneira, os passageiros das linhas de pequeno percurso, acabam subsidiando os preços das passagens das linhas de longo percurso.

Já não seria hora de alguém tomar alguma providência em relação a este disparate?
Cadê os senhores vereadores? Eles não foram eleitos pela população para oferecer soluções aos problemas?
Não caberia a eles uma providência imediata contra este abuso? É absurdo o lucro alcançado pelos empresários do transporte coletivo, sobretudo quando se trata de linhas que atendem em grande parte a população operária pobre, de baixa renda. As associações de moradores também deveriam se manifestar.
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Espírito de Porco

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Parece brincadeira, mas não é.

Só pode ser coisa de espírito de porco.

No último domingo, à noite, ao passar sob os Arcos da Lapa, no centro do Rio, aproveitei para aliviar a bexiga num daqueles sanitários químicos que a prefeitura disponibilizou no local.

Na primeira cabine que tentei entrar, quase vomitei. Pois, um infeliz cagou sobre a tampa do vaso sanitário. Isso mesmo cagou. Estava lá aquele monte de merda na tampa do assento. Não serei hipócrita, descrevendo de outra forma. Não direi, com falsos pudores, “fez coco”.

Um sujeito que faz uma merda destas não merece viver no meio de gente, nem de animais. Até porque, os animais são muito cuidadosos na hora de fazer suas necessidades fisiológicas.

Também não vou xingar o cara de filho-da-puta, porque as putas não têm culpa de tamanha cagada.

É um infeliz mesmo. Recalcado.

Espírito de Porco!
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Acusações levianas

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Há sempre aquele dia em que melhor seria não sair de casa. Para mim, este dia foi na última sexta-feira. Veja só, por volta das 10 horas da manhã, quando me dirigia ao ponto do bonde, no Largo dos Guimarães, sob um sol intenso, eu procurava caminhar por onde houvesse alguma proteção de sombra. Na altura da última curva, antes do largo, atravessei a rua em busca de sombra. Imediatamente após ter passado para a calçada do lado oposto, um veículo parou ao meu lado e o motorista me interpelou, querendo saber se eu trabalhava ali. Eu, ingênua e cordialmente, atendi ao sujeito, lhe respondendo que não trabalhava naquele local, mas era morador do bairro. Foi aí que veio a bomba. Fui advertido severamente pelo indivíduo, de que era proibido jogar lixo naquele local. Sinceramente, como a coisa foi de supetão, não entendi nada. E o carro saiu sem me dar tempo de reagir e defender-me, dando-lhe uma boa resposta.

Meus  amigos, até agora não consegui digerir tal acusação. Eu havia acabado de atravessar a rua e o tal carro surgiu como se do nada. Mas a história não pára por aqui. Continuei meu trajeto. Embarquei no bonde e fui em busca do meu destino, o hospital do Fundão. Por lá permaneci uma grande parte da sexta-feira, pois, tinha uma consulta agendada. Depois do atendimento médico, no vai-e-vem das marcações e buscas por resultados de exames, quando voltava do laboratório de patologia, no sub-solo do Hospital Universitário Clementino Fraga, no Fundão, ao embarcar no elevador, pedi ao ascensorista para que me deixasse no primeiro andar. O sujeito me respondeu, atravessado, que não pararia no primeiro andar. Questionei e expus a minha condição, ao que o elemento reconsiderou, mas dizendo que me quebraria o galho. Disse isso mesmo: “desta vez vou te quebrar o galho”. Mais uma vêz fui tomado pela indignação. Eu e ou qualquer outra pessoa que não vai a um hospital ou qualquer órgão público que seja, atrás de quebra-galho. O cidadão vai em busca de um atendimento digno. O elevador, em qualquer prédio, seja público ou privado, existe para transportar as pessoas, independentemente do andar a qual se dirige.

Mas continuei minha rotina normal dos compromissos no hospital. Depois de concluído tudo o que tinha a fazer, aquela situação do elevador continuava atravessada na garganta. Voltei ao sub-solo e fui ao posto de chefia do serviço de elevadores, onde uma senhora muito educada e gentil, ouviu minha queixa, prometeu providências e me colocou num elevador de volta ao primeiro andar.

Outro dia, também, passei por situação constrangedora, num ônibus que faz a linha Santa Tereza/Central do Brasil, quando ao desembarcar, uma maluca cuspiu pela janela do coletivo,  olhou para a minha cara e lascou: “Tá me encarando por quê? Vou chamar a polícia. Isto é assédio.” A coisa aconteceu tão rápido, que não tive tempo de pensar para esboçar qualquer reação, o que, até, acho, foi melhor. Numa situação destas, o melhor mesmo é engolir seco.

Mas, acredite, a mulher era um canhão. Qualquer pessoa de bom senso, jamais perderia seu tempo em olhar para uma coisa daquelas. Acho até que por este fato, da feiúra tão acentuada,  a intenção dela só poderia mesmo ser de chamar a atenção ou, talvez, me achacar. Depois, conversando com algumas pessoas do bairro sobre o ocorrido, fiquei sabendo que não fui a primeira vítima desta maluca.

Mas, acreditem, estas coisas não me fazem gostar menos da cidade onde vivo, tampouco do bairro onde moro. Nem tudo é perfeito, mas o Rio de Janeiro continua sendo a Cidade Maravilhosa. A melhor cidade do mundo. Estas pessoas, se assim devemos considerar, passam por aqui, a cidade continua. E, tenho certeza, um dia será melhor.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião do Rio de Janeiro

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Nesta quarta-feira, 20 de janeiro, é a data que os cariocas festejam o seu santo padroeiro: São Sebastião. Mas, para a imprensa do Rio de Janeiro, o que interessa mesmo é vender a imagem da desgraça. Neste dia festivo, nos principais jornais da cidade, noticias de crimes, atentados, enfim..., a desgraça humana. Como se não houvesse espaço para o acontecimento de coisas boas num lugar de pessoas tão alegres. E é essa a imagem que os veículos da mídia passa para o mundo inteiro e o mundo compra.

Só quem viaja, vai para outras cidades, outros estados ou países, sabe o quanto o “Rio de Janeiro é violento”. As pessoas acreditam no que está escrito nos jornais. Pior é que a maioria dos jornalistas que trabalham nas redações dos jornais do Rio são cariocas. Porque será que menosprezam tanto a cidade em que nasceram? Porque não mostram, também, o lado bom da cidade e do seu povo honesto e trabalhador e alegre?

Pois é, mas hoje é dia de São Sebastião, deste Rio de Janeiro maravilhoso, que tem tantas coisas maravilhosas para mostrar. Esta cidade me acolheu ainda no início da minha adolescência, há cerca de 50 anos, e só me proporcionou coisas boas. Venha para o Rio. Venha conferir. Aqui existe, sim, a violência que existe em qualquer lugar onde há desigualdade social.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Angra recebe doações para desabrigados

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Na semana em que completa 508 anos, Angra vive uma triste realidade. Ontem mais dois corpos de vítimas do desmoronamento da pousada na Ilha grande foram encontrados, totalizando 52 o número de mortos das tragédias ocorridas nos últimos dias no município.

No Rio, o prefeito Tuca Jordão se reune hoje com o governador Sérgio Cabral e o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão para apresentar um Relatório de Avaliação de Danos, descrevendo as obras necessárias para recuperação do município. Os desmoronamentos e enchentes ocorridos em Angra, nos últimos dias, já afetaram cerca de 2 mil pessoas.

A primeira-dama do município, Alessandra Jordão, está à frente de uma campanha de doações às vítimas desalojadas e desabrigadas. As doações em dinheiro devem ser feitas para a conta: Prefeitura de Angra / calamidade pública – Banco do Brasil - Agência 0460-X – Conta Corrente 74500-6 – CNPJ 29.172.467/0001-09. Telefones para informações sobre doações: (24) 3367-8107 e (24) 9999-6314. Posto de entrega de doações: CEAV – Colégio Estadual Artur Vargas – Rua Coronel Carvalho 232, Centro de Angra dos Reis.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu Quero é Rosetar

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O ano de 2010 marca o centenário de grandes compositores da música brasileira. Um deles, Haroldo Lobo, grande campeão da música carnavalesca, com mais de 600 composições. No seu repertório, clássicos carnavalescos impossíveis de esquecer, como "Serpentina", "Passarinho do Relógio", "Alô Padeiro", "Eu Quero é Rosetar", "Alalaô", "Retrato do Velho", "Índio Quer Apito", "Eva, Mulher do Leiteiro", "Tem Galinha no onde", "Coitado do Edgar", "Prá seu Governo", "Quem Chorou Fui Eu", "Quebrei a Jura", "Emília", "Tristeza", entre outras inúmeras canções - que assinou em parceria com Nássara, David Nasser, Wilson Batista, Marino Pinto, Benedito Lacerda, Niltinho Tristeza e, principalmente, Milton de Oliveira, seu mais constante parceiro.

Em justa homenagem a Haroldo Lobo, o pesquisador Carlos Monte criou o projeto “Eu Quero é Rosetar, Sururu na Roda – 100 anos de Haroldo Lobo”, que será apresentado a partir de amanhã, 6, e todas as quartas feiras do mês de janeiro, no Centro Cultural Carioca, no Centro do Rio. O grupo “Sururu na Roda”, já conhecido nas noites cariocas, é formado por Nilze Carvalho (cavaquinho, bandolim e voz), Camila Costa (violão e voz), Fabiano Salek (percussão e voz) e Silvio Carvalho (percussão e voz). Neste espetáculo o grupo contará com participação de Pedrinho da Glória (violão), Marcelo Caldi (teclados e acordeon), P.C. Castilho (sopros) e Naife Simões (percussão).

O Centro Cultural Carioca fica na Rua do Teatro 37, ao lado do Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, Centro do Rio. O couvert artístico deste espetáculo é de R$ 20.



Foto: Sururu na Roda / divulgação
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Festa na capital e catástrofe em Angra

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Nas últimas horas do último dia do ano, a chuva afastou-se do Rio de Janeiro e o carioca pôde comemorar a entrada de 2010 com uma noite maravilhosa. Só em Copacabana, dois milhões de pessoas participaram do reveillon na areia. No palco principal, sob o comando de Serginho Groisman apresentaram-se Paralamas do Sucesso, Carlinhos Brown, Lulu Santos, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.

Enquanto isso, em Angra dos Reis, na região da Costa Verde, a população começava a chorar a perda de pessoas queridas, vitimadas pelos desmoronamentos que assolaram o município na virada do ano. Até agora já foram encontrados 50 corpos de mortos na catástrofe. O prefeito de Angra anuncia a proibição de construções nas encostas do município e que cerca de 500 casas poderão ser demolidas. Cerca de 120 famílias, desabrigadas pelas chuvas do primeiro dia do ano, estão alojadas em uma escola pública no Centro da cidade.

Angra dos Reis está localizada em área da Mata Atlântica, numa das regiões mais bonitas do país, no Sul do Estado do Rio de Janeiro. O terreno é frágil, o índice de precipitação pluviométrica é conhecidamente alto e os desmoronamentos freqüentes. Mesmo assim, as autoridades parece que fecham os olhos para os desmatamentos das encostas e o crescente número das construções irregulares nesses locais.

Agora, com a tragédia consumada, o prefeito diz que vai proibir. Mas até quando?
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Cadê o bonde?

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Estamos na alta temporada do verão. O afluxo de turistas estrangeiros ao Rio de Janeiro é grande. Nas ruas, o idioma inglês e outras línguas é o que mais se escuta. Contudo, a infraestrutura turística, para uma cidade que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016, deixa muito a desejar.

Veja, por exemplo, o estado dos bondes que leva os turistas ao histórico e romântico bairro de Santa Tereza. Nos últimos dias, o que se tem visto, são enormes aglomerados de pessoas na estação dos bondes, localizada na Rua Léo Gama, ao lado de uma das extremidades do aqueduto da Carioca, no Centro da cidade, e nos pontos de embarque ao longo da linha, na expectativa de conseguir um lugar para embarcar e chegar ao destino.

Desde a última semana só há um bonde rodando, indo até o Largo dos Guimarães. Os intervalos são muito longos, criando transtornos aos usuários do serviço, que perdem muito tempo aguardando nos pontos de embarque. As linhas de Paula Matos e Dois Irmãos não estão sendo servidas nestes dias. A estação do Silvestre está desativada há muitos anos. O fio trolley foi roubado. A frota dos bondes está sucateada.

Em abril de 2008, foi amplamente divulgada, pelo governo do Estado, a revitalização dos bondes de Santa Tereza. Na época, foi anunciado que os bondinhos seriam transformados em veículos leves, utilizando tecnologia de ponta, totalmente diferente da empregada atualmente, que é de 1896. Que o serviço se tornaria eficiente.

No dia 15 de abril de 2008, o governo do Estado do Rio recebeu repasse do Banco Mundial, no montante de R$ 94 milhões, que seriam destinados ao Programa Estadual de Transportes. Desta quantia, R$ 8 milhões seriam para a reforma dos bondes que circulam em Santa Tereza e R$ 2 milhões para reforma da linha permanente que atende o bairro.

Já se passaram quase dois anos da assinatura do repasse com o Banco Mundial. Cadê os novos bondes?

Ou melhor, onde foi parar o dinheiro para a reforma dos bondinhos de Santa Tereza?

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fugindo do calor

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O que poderia ser melhor do que uma cabine com ar condicionado para refugiar-se do calor?

A cena é triste, porém, hilária. Com o calor deste domingo, o bêbado não titubeou. Foi ali mesmo, no chão do hall dos caixas eletrônicos da agência do Banco HSBC, localizada no prédio nº 788 da Rua Gomes Freire, na região central do Rio de Janeiro, onde ele encontrou o lugar ideal e fresco para descansar o corpo e recuperar-se da cachaçada.

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Prédio mais alto do mundo é inaugurado hoje em Dubai

Os árabes, mais uma vez procuram mostrar suas ambições e o poder do leste ao mundo. Hoje está sendo inaugurado em Dubai o prédio mais alto do planeta, com 160 andares e altura superior a 800 metros.

Em Dubai, a grandeza é destacada. Lá tudo é maior. Este prédio tem o dobro da altura do Empire States, nos Estados Unidos. Ultrapassa também o Taipei 101, de Taiwan, que era considerado o mais alto do globo terrestre, com 508 metros de altura.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Tragédia marca início do ano em Angra dos Reis

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Triste a situação dos moradores de Angra dos Reis, com a tragédia provocada pelas chuvas dos últimos dias. O total de mortos pelo desabamento do Morro da Carioca, no Centro da cidade, e da Pousada Sankay, soterrada na Praia do Bananal, na Ilha Grande, já soma 27.

Para quem não conhece Angra dos Reis, a cidade que fica encravada nas encostas da Mata Atlântica, situada numa das regiões mais belas do país, no Sul do estado do Rio de Janeiro, a formação do solo é frágil e o município é atingido constantemente por desmoronamentos que, normalmente, causam a morte de muitas pessoas.

O mais triste desta situação é que, além de nada ser feito para evitar estas tragédias - o número das construções nas encostas não pára de crescer -, o governador Sérgio Cabral, que também tem mansão na região, nestas ocasiões nunca se manifesta.

Cadê o Cabral?

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dias melhores virão

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Meus amigos,

Por mais uma vez, vivencio a passagem para um novo ano, sempre com a convicção de que dias melhores estarão por vir. Não perco a esperança de que ainda teremos um mundo mais justo, com oportunidade para todos, com pessoas menos egoístas e mais sensíveis.

Feliz ano novo!

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

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É inaceitável a ação violenta e abusiva da Polícia Militar de Brasília, mostrada pelas principais emissoras de televisão do país, nesta última quarta-feira, dia 9, contra manifestantes que protestavam pelas falcatruas de Arruda à frente do governo do Distrito Federal.

Tão absurdas quanto a violência mostrada, foram os argumentos usados pelo comandante da milícia para justificar a desastrosa atuação daquela corporação, que estaria garantindo o direito de ir e vir da sociedade brasiliense. E, continuando as barbaridades, ontem, quinta, veio o secretário de Segurança, subordinado a Arruda, dizendo que a ação da polícia militar foi necessária para que o trânsito de veículos fosse liberado.

Ações como esta, mostram quanto equivocada é a formação e orientação dos homens que, supostamente, estão a serviço da “segurança pública”. Que segurança poderíamos esperar de seres desequilibrados, detentores de credenciais oficiais, que usam suas armas, seus cavalos, seus tanques blindados contra a população indefesa, que clama por decência nos atos praticados por pessoas públicas, investidas em cargos de gestão pública?

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

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No último dia 4, sexta-feira, me chamou a atenção um texto de Rubem Alves, recitado pela jornalista Ana Maria Braga, em seu programa Mais Você, na Rede Globo. Muito bom para quem busca a reflexão:


O tempo e as jabuticabas

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que, apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de ‘confrontação' onde ‘tiramos fatos a limpo'. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa!...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão-somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

(Texto de Rubem Alves, transcrito do site da jornalista Ana Maria Braga - http://anamariabraga.globo.com/home/mensagem/mensagem.php?id_not=3026)



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